MAIS ACTUAL

Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

sábado, Outubro 25, 2014

Jornalistas e comentadores: em estado de ui

Sempre preferi os governantes que criticam aberta e publicamente a comunicação social do que os governantes que, cobardemente, pressionam no sentido de afastar quem os critica. Na Assembleia da República, nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, o discurso do primeiro-ministro valeu a pena. E, por consequência, os jornalistas, os jornalistas-comentadores, os comentadores e demais mercenários que opinam a troco de pequenas fortunas e outras mordomias deviam ler o discurso do PM com a atenção e a humildade de quem escrutina e deve aceitar estar sujeito ao escrutínio, sem entrar pela mediocridade da vitimização.

Onde estão os amigos da Maternidade Alfredo da Costa

Há qualquer coisa de indigno numa Justiça que passados 19 anos toma uma decisão indefensável.

Porquê, Draghi?

Eleições antecipadas: quando a Constituição dá jeito

A maioria que tem tentado forçar uma interpretação menos restritiva do espírito da Constituição, e muito bem, é a mesma maioria que se refugia, e muito mal, na letra do mesmo documento para evitar a antecipação das legislativas de 2015. Face à pressão do PS, obviamente por motivos eleitoralistas, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não poderiam ter respondido de pior forma, deixando no ar a ideia que têm um peso e duas medidas na sua acção. O mais grave é que dão argumentos a quem considera que, em casos fundamentais, tem sido esta inconsistência que tem minado a governação.

A formiga e a cigarra

quinta-feira, Outubro 23, 2014

Governo: mais uma péssima notícia

Há aqui qualquer coisa que não bate certo

«O PS vai abster-se na votação do projeto de resolução do BE sobre a reestruturação da dívida».

PS francês: uma questão de tempo

Há uma certa elite que se limita a importar as ideias e as modas políticas dos franceses e dos ingleses; alguns, mais modernaços, até ousam avançar algumas soluções norte-americanas. Em comum têm a mediocridade de copiar, sempre tarde, sem qualquer pejo e muitas vezes mal. O país está cheio de estrangeirados. Não vem mal ao mundo. O problema é outro: o analfabetismo e a indigência cultural de quem, a troco de umas migalhas atiradas para a gamela da existência, os considera iluminados e messiânicos, porque sabe que têm uma máquina mediática ao seu serviço, sempre obrigada e veneranda. Asssm, não admira que, na próxima década, um qualquer socialista português proponha a receita de Manuel Valls, como se fosse a grande e a última novidade. 

Portugal: fraude académica ou intelectual?

As universidades já não são o que eram. Hoje, fruto de uma estratégia de sobrevivência e curto prazo, estão à mercê de uns patacos que valem um estudo, uma declaração ou um qualquer doutoramento honoris causa. A razão é simples: rareiam os académicos e os intelectuais à prova de bala, ou seja, que resistem aos encantos do poder, a quem paga mais ou promete o melhor tacho. Há excepções? Claro que sim! E então por que razão não falam? Porque já não acreditam e não estão para ser trucidados pela voragem mediática.


BES: senadores com saudades

Começa a subir o tom e o número de rostos do passado, a que alguns chamam senadores, que colocam a em causa a atitude de Pedro Passos Coelho em não ter salvado o BES. Chega a ser comovente, para não dizer indecente, o descaramento de quem ainda continua a defender que os contribuintes deviam ser chamados a meter dinheiro, dos cofres públicos ou da troika, num Banco que só durou o que durou à custa de ilegalidades e promiscuidade com o poder político.

Acabaram-se os cheques-viagem!

Um cético confessa-se

quarta-feira, Outubro 22, 2014

O milagre das rosas

Sínodo em família

Soares dos Santos: uma questão de investimentos

Soares dos Santos já não engana com as suas grandes tiradas em alegada defesa do interesse nacional. Por muito certeiras que sejam, e algumas até o são, as intervenções públicas de Soares dos Santos não escondem o objectivo prioritário: a defesa dos interesses do grupo Jerónimo Martins. Ao afirmar que «detesto investimentos chineses, não trazem coisíssima nenhuma», Soares dos Santos tem toda a razão, mas é preciso dizer que se esqueceu de referir o investimento angolano, pois é, o patriotismo tem limites para Soares dos Santos, à luz da estratégia de investimento do grupo Jerónimo Martins em Angola...

Lusoliberalismo

O ano da vergonha

terça-feira, Outubro 21, 2014

RTP bateu no fundo

Prejuízos e lavagens

Já estamos em campanha eleitoral

É cada vez mais raro ter o prazer de folhear um jornal, com notícias e novidades, de ler ou ouvir uma opinião, isenta, inteligente e fundamentada, e de ter a televisão ligada mais de cinco minutos a determinadas horas do dia. De facto, depois do país ter sido assaltado, numa lógica de quem vier a seguir que feche a porta, o alinhamento partidário, a demagogia barata, o curto prazo e o lucro rápido estão a dar cabo do que restava da informação e do debate político. E, para empestar ainda mais o ambiente, só faltava mesmo a confirmação que o país entrou na vertigem de uma campanha eleitoral antecipada..

Patologias do poder

Repórter TVI: «A Batalha do Planalto»

segunda-feira, Outubro 20, 2014

RTP 2: Visita Guiada

Um descanso, com Paula Moura Pinheiro e a convidada Rosa Varela Gomes (arqueóloga).

António Costa: a primeira dor de cabeça

A hipótese de reestruturação da dívida, exigida por uma certa esquerda, vai ser uma dor de cabeça para o novo líder do PS: se falar de mais vai abrir a porta ao aumento das taxas de juro e a uma tempestade perfeita em 2015; se falar de uma forma hesitante e frouxa, como atesta o projecto de resolução apresentado pelo PS no Parlamento, os barões socialistas, o PCP e demais partidos da extrema esquerda vão começar a ficar agitados. Vai ser interessante descobrir qual vai ser a solução (haverá solução?) e quem vai comer e calar...

E agora, Cavaco?

Passos Coelho: tolerância mínima

A apresentação do Orçamento de Estado para 2015 gerou uma onda de críticas porque o Governo não cedeu ao eleitoralismo. Preso por ter cão, preso por não ter, Pedro Passos Coelho tem de fazer mais, muito mais. Não por ter de enfrentar António Costa, que continua a ser um vazio, mas pela simples razão que os portugueses dão sinais de já ter perdido a margem de tolerância.

Embuste fiscal

«O Governo quer convencer-nos de que este Orçamento não é mais uma colossal subida de impostos».

sexta-feira, Outubro 17, 2014

Saudades da censura?

«Os tribunais, por vezes, prestam-se a tristes tarefas».

Orçamento de Estado 2015: e a estrela é o saco de plástico

Num país cheio de problemas estruturais, que carecem de reformas há décadas, a grande reforma para 2015 é a taxação do saco de plástico?

O milagre das rosas

Brasil: corrupção na campanha eleitoral

O último debate entre os dois candidatos à presidência do Brasil foi marcado pelas acusações mútuas. A corrupção ao mais alto nível do Estado voltou a estar em cima da mesa, mais uma vez, o que não é de admirar num país em que há mais de 16 milhões de pobres, dos quais 13 milhões são analfabetos. No próximo dia 26 de Outubro, mais de 200 milhões de brasileiros vão às urnas, quiçá para nada mudar.

Ainda o Meco

Orçamento de Estado 2015: Estado e mais Estado

É assim todos os anos. A apresentação do Orçamento de Estado é um momento único para todas as manipulações dos responsáveis governamentais, dos que já foram governo e até daqueles que aspiram a lá chegar. E, afinal, a solução está na mão de cada cidadão, se houvesse vontade e conhecimento para distinguir o trigo do joio.

Reformar cabeças

quinta-feira, Outubro 16, 2014

TAP e o exemplo da PT

Com o Ministério Público instalado na transportadora aérea portuguesa, o Governo tem de passar imediatamente à acção: vender aos privados a maioria do capital da TAP. Repetir a estratégia falhada da PT seria uma tragédia ainda maior do que ter de vender uma das empresas mais emblemáticas do país.

Contabilistas do BES, cerrai fileiras!

Balança de poder moçambicana

A roda de oleiro

Ainda mais do mesmo

quarta-feira, Outubro 15, 2014

Vara suspeito de lavagem de dinheiro

«Diferença de 800 mil euros no rendimento do ex-ministro socialista dita novo inquérito».

Poeira orçamental

Selecção de futebol: motivo de alegria

Hoje, de manhã, a vitória de Portugal no jogo contra a Dinamarca está plasmada em todos os rostos. O futebol, com todos os seus problemas, contradicções e trafulhices continua a proporcionar alegrias ao povo. E por que não admiti-lo sem snobismos intelectuais?

Amputação

Carmona Rodrigues desmente António Costa

Passos Coelho: sinal para Bruxelas

A apresentação do orçamento de Estado para 2015 foi mais do que expectável: não há descida de impostos generalizada porque, aparentemente, a situação não o permite. O governo não cedeu ao eleitoralismo fácil, nem mesmo com as eleições legislativas de 2015 à porta. A surpresa foi outra: Passos Coelho fixou a meta do défice em 2,7%, ou seja , mais duas décimas do que tinha sido acordado com a troika, enviando uma mensagem clara para Bruxelas: o fundamentalismo paga-se caro.

Hong Kong: começou a repressão

terça-feira, Outubro 14, 2014

Lisboetas, aguentem!

António Costa não queria, mas lá teve de vir a terreiro depois das inundações e das inúmeras críticas que atravessaram a esquerda e a direita nas redes sociais e até nalguma comunicação social. E, depois de tanta água, a primeira declaração não podia ter sido mais extraordinária: «Não existe solução para cheias». Ainda com meio mundo embasbacado, quiçá por não existir solução, o presidente da Câmara de Lisboa anunciou, mais tarde, em sessão camarária, que o plano de drenagem da cidade, aprovado em reunião camarária em 2008, vai mesmo avançar.

Olhos nos Olhos: mensagem para Portas e Pires de Lima

Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, no programa Olhos nos Olhos, da TVI24, deu uma lição de estratégia para colocar a economia do país a crescer, sem politiquice e demagogia, tocando em pontos estruturais que continuam por consolidar. E, de fininho, também deu a receita para o país se livrar de políticos com mais inclinação para as viagens e os almoços do que para criar condições para atrair o investimento estrangeiro.

Ébola: proibido morrer em África

A epidemia do vírus do Ébola colocou a comunidade internacional em alerta. Enquanto durar a ameaça, África vai permanecer na agenda mediática porque a disseminação do Ébola coloca em risco os países mais ricos. Quando o fenómeno estiver controlado por cá, então tudo voltará ao mesmo lá longe, onde a corrupção e o roubo de recursos naturais por ditadores mais ou menos sanguinários já mataram mais do que as duas Grandes Guerras, Hiroshima, Nagasaki e o Holocausto.

António Costa: o colo e os oportunistas

É confrangedor assistir aos critérios para escrutinar António Costa. As inundações constantes em Lisboa não são fruto de um qualquer fenómeno metereológico catastrófico, mas sim falta de planeamento e vontade política para resolver uma situação há muito diagnosticada. Sim, as inundações de Lisboa são um desastre, representam prejuízos avultados; sim, António Costa é responsável por uma situação que se repete, ano após ano, e que só molha os pés dos mais pobres. E o mais triste é que do alto da sua arrogância política nem se digna dar a cara. Para quê? A generalidade da comunicação social anda com ele ao colo e não faltam oportunistas que não perdem uma oportunidade para tentar ficar no seu radar.

Costa e Rio no ‘centrão’

sábado, Outubro 11, 2014

Hong Kong: regresso à rua

Amnésias

«Ferro Rodrigues regressou aos vivos com discurso de morto».

Dia de pagamento

«Os trunfos políticos de Passos Coelho eram a sua suposta eficiência e presumida honestidade».

E, no entanto, move-se

sexta-feira, Outubro 10, 2014

A Vanessa vai ficar passada se não houver novo ciclo nenhum

Constança Cunha e Sá na TVI24 sobre o discurso do líder eleito do PS

Debate quinzenal: regresso ao desastre

A estreia de Ferro Rodrigues, na liderança da bancada parlamentar do PS, foi uma desilusão, ou seja, apenas obrigou a fazer emergir o desastre da governação socialista, sem esquecer a participação do actual líder do PS, António Costa, na epopeia do PS que acabou no pedido de resgate internacional. Surpresa? Não, apenas o início do filme, com passagens da golpada de 2009, que fez o discurso político recuar ao ano de 2011.

Aflições do Presidente

Santo António

quinta-feira, Outubro 09, 2014

Hong Kong: longe do fim

Há lutas que não regridem, não são possíveis de parar, nem se conseguem abafar.

Portugal: esquizofrenia militante

A maioria da direita conseguiu perceber que só depois de alcançada a credibilidade internacional poderia ter uma voz mais forte no seio da União Europeia, mas tarda em reivindicar os frutos da aplicação de uma austeridade brutal. Por sua vez, a esquerda que ainda não conseguiu admitir o falhanço das suas políticas governativas continua a prometer que vai falar grosso na União Europeia, perante a indiferença ou a gargalhada geral. Conclusão: a diferença entre o discurso da direita e da esquerda está a transformar o debate político português numa espécie de esquizofrenia militante. 

Segredos do resgate financeiro

Política e negócios

Passos Coelho e Portas: mais do mesmo?

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas estão a cometer um erro político ao tentarem enterrar à pressa a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Equipamentos Militares. A questão não é o acometimento súbito de transparência de um certo PS, que não se confunde, por exemplo, com o trabalho sério e persistente de Ana Gomes sobre esta matéria. Não, a questão é outra e pode ser resumida em três palavras: mais do mesmo?

O paradigma perdido

Desemprego e atraso nos pagamento do Estado

Quase metade das empresas de construção já despediu trabalhadores por causa dos problemas financeiros resultantes dos atrasos nos pagamentos do sector público, indica um estudo divulgado pela Intrum Justitia

Muro de Berlim: caiu há 25 anos

Muito mudou desde então, como assinala o Público, mas não mudou o suficiente.

quarta-feira, Outubro 08, 2014

Zeinal Bava a duas velocidades

Enquanto no Jornal de São Paulo, a notícia é seca, por cá, a leitura é diferente: «Imprensa brasileira unânime: renúncia de Bava era um GESto inevitável». Quem diria...

António José Seguro cumpre

O ex-líder do PS fez um discurso, no dia em que perdeu as primárias, em que deixou tudo claro. E, mais uma vez, cumpriu a sua palavra, anunciando a renúncia ao cargo de deputado.

Em louvor do Brasil

Ébola, ameaça global

«Em Portugal e na Europa, as autoridades sanitárias têm de passar à ação».

Compromisso tardio

«A participação sem igual na escolha de António Costa para liderar a alternativa é uma lufada de ar fresco».

Os bustos da República

Bava cai

O gestor aclamado em Portugal, por uma determinada tendência do PS, foi corrido da Oi, tendo sido empurrado para a renúncia. Aparentemente, os accionistas brasileiros da empresa de telecomunicações não perdoaram as amizades, a gestão e as aventuras políticas de Zeinal Bava. Em síntese: mais um mito fabricado que não resistiu ao tempo.

Nuno Crato: última oportunidade

O ministro da Educação é um dos membros do Governo que mais prometia, pela sua competência e credibilidade. O desenvolvimento das reformas na Educação não estiveram à altura da sua reputação, nomeadamente o arranque do ano escolar de 2014. A total cobertura política dada pelo PM é uma última oportunidade. Nuno Crato a pode desperdiçar, porque a Educação precisa.

terça-feira, Outubro 07, 2014

Marinho Pinto a esfregar as mãos

É interessante ler o que se disse, continua a dizer e dirá sobre Marinho Pinto. Desde os notáveis do regime aos comentadores irreverentes e anónimos, muito se tem elogiado e criticado o líder do PDR, umas vezes com lucidez, outras a verter ódio e ainda mais umas tantas até com humor e ironia. Vai ser interessante coleccionar estas opiniões para mais tarde recordar.

José Maria Ricciardi e o silêncio de Costa

A generalidade da esquerda não poupou críticas ao mediático encontro entre Passos Coelho e José Maria Ricciardi, tendo o PCP já apelidado o efusivo cumprimento entre ambos como um «escândalo». Terá sido um sinal? Um aviso? Seja como for, com o silêncio de António Costa sobre tal episódio só faltava mesmo que o líder do PS repetisse o exemplo do PM, mas com o outro protagonista do BES, quiçá, nalgum encontro de velhos amigos...

Rodeados de aldrabões

PT: relatório arrasador

Granadeiro e Bava subiram com o negócio da Vivo, autorizada pelos amigos socialistas, de cá e de lá, mas acabaram por não resistir a Ricardo Salgado: «Um relatório da comissão de auditoria da Portugal Telecom (PT) de Julho arrasa a estratégia financeira da operadora com ênfase para os últimos anos e classifica-a de imprudente e enganadora».

segunda-feira, Outubro 06, 2014

Dilma ao fundo

Na primeira volta das presidenciais brasileiras, mais de 50% de votantes recusaram dar a vitória a Dilma Rousseff. Na segunda volta tudo está em aberto, com o confronto entre a actual presidente e Aécio Neves.

Os recados de Cavaco

O mistério do crescimento

domingo, Outubro 05, 2014

Hong Kong: repetir Tiananmen 25 anos depois?

Marinho Pinto na TVI24

A formalização do Partido Democrático Republicano (PDR) teve apenas direito a um directo nas televisões: TVI24. Marinho Pinto não desiludiu: houve críticas para o sistema e mainstream. E até para a generalidade da imprensa. Promete!

5 de Outubro: população out

As comemorações do 5 de Outubro não mereceram a adesão da população de Lisboa.

5 de Outubro: bandeira Ok

Para sossego do país o hastear da bandeira decorreu com normalidade.

sábado, Outubro 04, 2014

Marinho Pinto: mais um partido político

O ciclo de mudança da classe política dá mais um passo, a partir de amanhã, com o anúncio da formalização de mais um partido político - Partido Democrático Republicano (PDR). Goste-se ou não de Marinho Pinto, o centrão que está a liquidar o país só pode ser combatido com a constituição de novas forças políticas. 

Ferro Rodrigues sem terço

O novo líder da bancada parlamentar do PS foi a votos e ganhou com 69% do votos, ou seja, o resultado das primárias voltou a ser confirmado, com cerca de um terço dos deputados socialistas a rejeitarem a primeira decisão de António Costa.

Hong Kong: sete dias de luta

Leung Chun-ying, líder do Governo de Hong Kong, fez ultimato aos manifestantes, fixando a data da próxima segunda-feira para o fim dos protestos, depois de uma noite marcada pelos confrontos. 
Mais informação actualizada no South China Morning Post.


Gargalhadas

«De vez em quando, o país emerge da pasmaceira para mostrar o seu terceiro-mundismo».

Cara deputada

sexta-feira, Outubro 03, 2014

Quadratura do círculo

Só o salário é mínimo

i com manchetes

A secção de Dinheiro do jornal i está imparável.

2014-10-032014-10-022014-10-01

Marinho Pinto: entrevista Antena 1

Marinho Pinto não é um fenómeno, apenas é a confirmação de uma parte do início da mudança que se impõe. Os arbítrios, os pequenos e grandes poderes e os silêncios tácitos têm de estar sujeitos ao debate público. Mesmo contra ventos e marés, a política e o jornalismo têm de mudar. Só não não vê quem não ouve, não quer ou não pode.

quinta-feira, Outubro 02, 2014

quarta-feira, Outubro 01, 2014

Joshua Wong: estrela em Hong Kong

Joshua Wong é um universitário de Hong Kong que está a apaixonar os media. O Observador recorda o perfil feito pelo Financial Time  "Teenager Joshua Wong picks up democracy baton in Hong Kong".

Macau: calados e venerandos

«Pequim é quem aprova alterações, lembra líder de Macau».

P. S. Destaque para a pequena manifestação de jovens a destoar do tom habitual e geral.

O paradoxo de Hong Kong

A esperança urgente

«Existe no ar a sensação de que o vento virou e que Pedro Passos Coelho é já passado».

Hong Kong: a luta continua

Eason Chung Yi-wa é o líder do movimento estudantil que em Hong Kong exige o sufrágio universal pleno para a eleição do chefe do Governo,

Sócrates deixou um défice recorde

terça-feira, Setembro 30, 2014

António Costa: a primeira decisão

António Costa escolheu Ferro Rodrigues para liderar a bancada parlamentar:
Pelo lado positivo: não temos de levar outra vez com Jorge Lacão;
Pelo lado negativo:  desvalorização dos deputados do PS, que apenas serão chamados a ratificar a escolha;
Pelo lado da matemática: saber por quanto vai ganhar Ferro Rodrigues;
Pelo lado político: os velhos rostos do passado regressaram e a renovação do PS começará em 2015;

Elogio de Seguro

Um mês muito difícil

Costa é mesmo melhor que Seguro?

Hong Kong por mais democracia

Do outro lado do mundo, a cidadania ainda sai à rua para enfrentar o gigante chinês.

segunda-feira, Setembro 29, 2014

Palavra do dia: resgate

Um dia depois da vitória de António Costa a palavra mais ouvida foi novo resgate. Só não vê quem não ouve, não quer ou não pode.

Isabel dos Santos reforça estatuto de maior investidor de Angola em Portugal

Antes ou depois do escândalo do BES?

Costa ainda a fazer de morto

A coisa roubada

«O problema não está no ruído mediático da suspeição, está mesmo na coisa roubada».

Privilégios

António Costa chegou

O novo líder do PS teve uma vitória expressiva, conquistando uma legitimidade inquestionável para liderar o PS.

António José Seguro exemplar

O líder derrotado nas primárias do PS assumiu os resultados quando devia, fez um discurso de despedida elevado e saiu do Largo do Rato como entrou: com a dignidade exemplar que enobrece a política.

sexta-feira, Setembro 26, 2014

Parlamento: o regresso dos fantasmas

Pedro Passos Coelho deu explicações detalhadas sobre o caso da denúncia arquivada pela PGR, depois de analisada com elementos complementares de outro processo em investigação no DCIAP. Por sua vez, António José Seguro exigiu mais, como compete ao líder do maior partido da oposição, reforçando a necessidade de um cabal esclarecimento e separação entre a política e os negócios. O que fica? Os fantasmas do passado, entre eles, por exemplo, do ex-primeiro-ministro José Sócrates.

A filosofia da nossa política


O silêncio sobre o BES

A responsabilidade de Passos Coelho

Marinho Pinto: E o caso Passos Coelho/Tecnoforma?

Marinho Pinto, a estrela emergente da política portuguesa, embora ainda não se saiba por qual partido político, ainda não se pronunciou sobre a denúncia anónima e o caso Passos Coelho/Tecnoforma.

quinta-feira, Setembro 25, 2014

Os indignados socráticos tiraram a máscara

«Nunca quiseram nem querem uma justiça igual para todos».

PGR exemplar

Em nota para a comunicação social, a Procuradoria-Geral da República emitiu um esclarecimento claro e pedagógico, que deveria ser elegido como padrão de comunicação do Ministério Público, afixado em todas as redacções de jornais, rádios e televisões e nalguns gabinetes de advogados. 
Fica claro que:

1) A denúncia foi encarada com a maior seriedade e celeridade; 

2) Depois de cruzada a informação constante da investigação à Tecnoforma, que corre termos no DCIAP, a denúncia foi analisada e deu origem à abertura de um inquérito; 
«Após a análise da denúncia, foi decidido autuar a mesma como inquérito autónomo»

3) O inquérito foi arquivado.





E se Pedro Passos Coelho...

Não consegue atestar, rápida e publicamente, o cumprimento dos seus deveres passados, mesmo sabendo que outros políticos também podem ter usufruído de benefícios indevidos... então só lhe resta a demissão, imediatamente. Ponto final! 

P. S. Quem se coloca à disposição e nas mãos da Justiça merece mais do que a presunção de inocência, merece respeito, e dá um sinal inequívoco de respeito pelas suas funções, Estado de Direito e Democracia. E prova que não se confunde com o ciclo pestilento contra o qual afirmou candidatar-se, independentemente das insinuações, especulações e interpretações jurídicas avulsas, umas mais manhosas do que outras. E mais: assim não corre qualquer risco de ser confundido com quem tudo fez para tentar escapar da Justiça, pelo silêncio arrogante, pela abusiva pressão política, pelos grosseios truques mediáticos e até pela lamentável perseguição aos jornalistas. 

PS: com vergonha ou sem vergonha?

António José Seguro deu um exemplo concreto sobre a «promiscuidade entre o sistema financeiro, os negócios, a política e os outros partidos». Além das habituais reacções tão fingidas quanto irrelevantes, ainda vale a pena atender ao que disse o líder do PS, pois podia ter ido mais longe: «Vou dar-lhe um exemplo: Nuno Godinho de Matos, fundador do PS e apoiante de António Costa. Foi até há pouco tempo administrador do BES, apoiou no ano passado o candidato do PSD à Câmara de Oeiras, foi advogado da Ferrostaal no negócio dos submarinos, e no outro dia deu uma entrevista a dizer que estava no BES por razões políticas». Faltou a António José Seguro acrescentar que Nuno Godinho de Matos pertence ao Grande Oriente Lusitano (Loja Liberdade e Justiça)Sim, porque alguns elementos da Maçonaria, como de outras instituições respeitáveis, fazem parte do tal «partido invisível» que tem condenado o país à miséria. Fica claro, preto no branco, quem deve ter vergonha e quem deve ter falta dela.

Miopia dourada

Um novo rumo para a escolha

Mário Soares: rasca ou à rasca?

Quando um dos fundadores do PS sente necessidade de vir a terreiro atacar, insultar e difamar António José Seguro, a três dias das eleições primárias, é porque o resultado está longe de ser favas contadas.

P. S. É claro que António Costa não tem qualquer responsabilidade sobre o que os seus principais apoios dizem. 

quarta-feira, Setembro 24, 2014

Rui Rio: à janela no BCP

Com o avolumar das especulações sobre o caso Pedro Passos Coelho/Tecnoforma, certamente Rui Rio permanece à janela do seu gabinete no BCP. Será que Miguel Relvas ou Marcos Perestrello podem dar uma ajuda?

Passos em volta do esquecimento

Selecionador ausente

«Para dirigir a Seleção nos 7 jogos que tem para chegar ao Europeu, a Federação escolheu um treinador com um castigo de 8».

Falsas partidas

Desta vez vou dizer bem de Seguro (mas não só)

«Portugal é assim: quando alguém propõe uma reforma, dispara-se primeiro e pergunta-se depois».

terça-feira, Setembro 23, 2014

Seguro versus Costa: último debate

«Não ajudes a direita!», disse António José Seguro. 
Esta é a frase de um debate em que António Costa voltou a não apresentar uma única proposta concreta face às propostas do líder do PS. 
Agora chegou a vez dos militantes e simpatizantes do PS se pronunciarem.

P. S. João Adelino Faria, como jornalista competente e isento, esteve à altura do último debate. 

António Costa: última oportunidade

António Costa tem, hoje, a última oportunidade para recuperar a vantagem de António José Seguro nos dois anteriores debates. Mas sem propostas concretas não é possível vencer debates. Quanto à questão dos ataques pessoais... é melhor esperar pelo fim do debate.

Escrutínio enviesado

A informação mainstream não deixa de surpreender. Ora ignora a ausência de um autarca perante o caos na cidade, ora massacra ministros que pedem desculpas, publicamente, por erros de terceiros, ora ironiza com a decisão do primeiro-ministro em pedir uma esclarecimento cabal à Procuradoria-Geral da República sobre o seu passado fiscal enquanto deputado. Em que ficamos? É só uma questão de falta de isenção? Ou será outra coisa ainda mais complexa?

Passos por cima

Pedro Passos Coelho pediu à Procuradoria-Geral da República um esclarecimento sobre os rendimentos que terá auferido ou não, da Tecnoforma, entre 1997 e 1999. Para já, é mais um exemplo de quem tem outro entendimento de estar e fazer política. Isto está mesmo a mudar...

Primárias do PS: liderança e soluções para defrontar os problemas do país?

«É preciso que, humildemente, o PS mostre que aprendeu com o que correu menos bem no passado».

Costa mete água

A forma como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa encarou as chuvadas de ontem e tentou sacudir a água do capote, alijando responsabilidades evidentes da parte da autarquia, dizem muito sobre uma determinada forma de exercer o poder. Por sua vez, a forma como António José Seguro evitou fazer um aproveitamento demagógico da situação caótica que se viveu na capital também diz tudo sobre uma nova forma de estar e fazer política.

António Costa, presidente voluntário de Lisboa

«Onde esteve António Costa quando os rápidos desceram pela Av. da Liberdade? Não o vi de galochas ao lado dos senhores da protecção civil. Não o vi mais ou menos molhado».

A troika e o BES

Seguro e Costa à lupa

Uma análise credível do líder do PS e do candidato António Costa.
João Cardoso Rosas analisa António José Seguro e André Freire, António Costa. 
Cada um é apoiante confesso do candidato que avalia.

António José Seguro, por João Cardoso Rosas:
Forças – Caráter, honestidade e perseverança, preparação, realismo, bom senso, à vontade no contacto com o povo, não pertence à oligarquia e tem o apoio do mundo sindical e do trabalho;
Fraquezas – imagem televisiva, é emotivo, mostra o que lhe vai na alma, não tem um discurso doutrinário que apele aos setores intelectuais, carece de bons conselheiros e possui relacionamentos difíceis dentro do próprio partido;
Oportunidades – possibilidade de ter um novo começo (no PS e no país), pode enveredar por um caminho de unidade no partido em caso de vitória e seguir o rumo da Europa contra as políticas de austeridade;
Ameaças – figuras históricas do PS que apoiam Costa, o ‘establishment' da capital e os seus conluios, a imprensa e a Impresa.

António Costa, por André Freire:
Forças – mais assertivo e credível na oposição ao Governo, vontade de estabelecer diálogos com as esquerdas socias e político-partidárias e capacidade de diálogo e negociação;
Fraquezas – ausência de tomada de posições sobre a dívida atual e futura do país;
Oportunidades – diferenciar-se de Seguro, propondo medidas que reforcem a governabilidade com incentivos institucionais fortes à cooperação entre os partidos e sem que seja beliscada a proporcionalidade e embarque em populismos;
Ameaças – Fraca diversidade de leque de alianças possíveis no Parlamento, que pode obrigar o PS a ficar refém de aliados. Outra ameaça é a Europa, pois para que o ‘status quo’ seja alterado é necessário que as orientações políticas na União Europeia mudem.