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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

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quarta-feira, julho 08, 2026

MAIS BOMBAS NO MÉDIO ORIENTE, MAIS CUMPLICIDADE EUROPEIA

A guerra continua instalada no Médio Oriente, com a intensificação dos ataques e bombardeamentos entre Estados Unidos da América e Irão, enquanto o genocídio na Palestina e os massacres no Líbano fazem o trágico caminho de Israel.

P. S. Os líderes da União Europeia permanecem em silêncio, com a Alemanha e a Itália do lado do genocídio na Palestina e da matança no Líbano, e o Reino Unido, com Keir Starmer de fora, a manter a trajectória da cumplicidade activa nas carnificinas.


sexta-feira, julho 03, 2026

VAI MAIS UMA VIAGEM PARA VER OS 'HERÓIS DO MAR'?

A falta de transparência de António José Seguro já está a marcar indelevelmente o primeiro ano do seu mandato presidencial.  À condenação veemente em relação ao último ataque devastador da Rússia contra Kyiv sucede-se o silêncio em relação ao genocídio em Gaza, com ataques diários de Israel contra a Palestina e o Líbano.

P. S. Enquanto Luís Montenegro se passeia para acompanhar os seus 'heróis do mar', com toda a atenção dos Media, será que uma chacina, vista por todo o Mundo, conta para o presidente da República representar institucionalmente a indignação dos portugueses ou é apenas uma decisão pessoal à la carte sem prestação de contas?

quinta-feira, julho 02, 2026

1000 DIAS

As dúvidas subsistem sobre o que se passou realmente no dia 7 de Outubro de 2023. Felizmente, uma minoria de israelitas não esquece nem desiste.

quarta-feira, julho 01, 2026

SIC E TVI IGNORAM GAZA

A SIC e a TVI, no principal espaço informativo das 20, esqueceram Gaza, certamente para aproveitar a boleia das audiências do miserável choradinho com as vítimas do terramoto na Venezuela. Resultado: zapping.

P. S. Apesar de cada vez mais esporádicas, a RTP continua a fazer referência a Gaza, mas sem denunciar o genocídio, porque desagrada ao poder (à espera de novas ordens de Friedrich Merz e Ursula Von der Leyen?), mesmo depois das conclusões apresentadas pela ONU.

sábado, junho 27, 2026

EUA: FIM DA SUPERPOTÊNCIA

É o fim da hegemonia global das forças armadas norte-americanas, apesar da ameaças radículas e da propaganda de Donald Trump. A prova é simples: os Estados Unidos da América nem conseguem vencer os seus inimigos, como o Irão, nem controlar os seus aliados, como Israel e demais países do Golfo Pérsico.

P. S. Apesar da farsa dos cessar-fogos, a matança continua na Palestina e no Líbano.

PADRÃO DA MATANÇA

Mais uma morte por causa do caos SNS/INEM: jovem de 20 anos, em Vila Real, não resiste a falta de assistência médica e a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

P. S. O padrão da matança é sempre igual, de Norte a Sul de Portugal, desde a Palestina ao Líbano, sem esquecer a Venezuela: a indiferença generalizada do poder e da União Europeia em relação às mortes desnecessárias de civis, seja pela criminosa incúria seja pelas balas assassinas.

quinta-feira, junho 25, 2026

STARMER DERROTADO EM BIRMINGHAM

Uma decisão histórica no Reino Unido: activistas pela Palestina saem livres após mais de 17 horas de deliberação de um júri do tribunal da coroa de Birmingham que recusou a condenar quatro activistas acusados de causar danos criminais em uma fábrica de armas.

FACE NEGRA DO IMPÉRIO PERDIDO

O nível da monstruosidade no Reino Unido, sob a batuta de Keir Starmer, atingiu um tal nível de impunidade e descaramento políticos que o ministro James Frith negou no parlamento que Israel tivesse conduzido genocídio em Gaza, pasme-se, um dia antes de uma comissão de inquérito da ONU divulgar um novo relatório afirmando que as «autoridades israelitas e as forças de segurança visaram deliberadamente crianças palestinas, resultando em genocídio».

P. S. Eis a face negra dos aliados de Paulo Rangel, Luís Montenegro e António José Seguro. Ultrajante!

quarta-feira, junho 24, 2026

CONTROLAR DE GUERRA EM GUERRA

As auto-estradas da informação correm no sentido da instantaneidade, um instrumento usado para melhor esconder certas realidades que as redes sociais passaram a revelar ao minuto. A invasão do Líbano e o saque a céu aberto na Cisjordânia, deixando Gaza ainda mais à sua sorte, são exemplos paradigmáticos do controlar da opinião pública, abafando uma parte da realidade dantesca.

P. S. A qualidade dos jornalistas da Al Jazera, que continuam a ser assassinados, contrasta com a opacidade da BBC e do The Guardian que sistematicamente branquearam a cumplicidade do Reino Unido com Israel, aliás um debate relançado depois da demissão de Keir Starmer.

sábado, junho 13, 2026

BOMBAS ATÓMICAS PARA TODOS

A última ameaça nuclear de Donald Trump sobre o Irão, tal como a de Vladimir Putin sobre a Ucrânia e a de Benjamin Netanyahu sobre a Palestina e o Líbano, são a expressão mais trágica da inevitável proliferação das bombas atómicas no Médio Oriente.

terça-feira, junho 09, 2026

SEGURO DE MUITO MENOS

É o ajoelhar politicamente infame em todo o esplendor: António José Seguro comemora 10 de junho nas Lajes, vila da Freguesia das Laje do Município da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Acores, para deixar ainda mais claro que a passadeira vermelha para o genocídio e a matança está instalada em Portugal.

P. S. Luís Montenegro e António José Seguro têm as mãos cobertas de sangue.

SELVAJARIA MANDA MAIS

A extraordinária aventura de Benjamin Netanyahu continua, descontrolada, impune e aparentemente à revelia de Donald Trump.

P. S. A União Europeia continua em silêncio, cada vez mais cúmplice.

domingo, junho 07, 2026

NUNO ROGEIRO A DISFARÇAR

A decisão histórica de um tribunal suíço, que reconhece o genocídio em Gaza (recusou criminalizar actos de protesto, apoio e solidariedade políticos e humanitários com a Palestina), vale menos editorialmente que outra decisão de um tribunal sueco sobre um barco " fantasma" da frota russa.

P. S. SIC Notícias: esquecimento, critério, lapso, paciência ou por conta?

quinta-feira, junho 04, 2026

TRIBUNAL CONFIRMA GENOCÍDIO E DIREITO AO PROTESTO

A mais alta instância da justiça suíça reconheceu o genocídio em Gaza e recusou criminalizar actos de protesto,  apoio e solidariedade políticos e humanitários com a Palestina – agitar uma bandeira, gritar um slogan e participar em manifestação. 

P. S. Ficam ainda mais evidenciados os flagrantes abusos e arbítrios em França, Reino Unido e República Federal da Alemanha, entre outros.

terça-feira, junho 02, 2026

EUA DESALINHAM MAS UNIÃO EUROPEIA FIRME

A situação terrível na Palestina e no Líbano só tem paralelo com a posição inimaginável da União Europeia em relação ao Médio Oriente. Enquanto Donald Trump começa a colocar a cabeça de Benjamin Netanyahu no cepo, a União Europeia continua a manifestar "preocupação" com a situação humanitária, a expansão dos colonatos, tendo aberto a "discussão" a sanções a Israel, conforme a última reunião informal “Gymnich” dos ministros dos Negócios Estrangeiros de 27 e 28 de Maio de 2026.

P. S. Até poderia parecer uma anedota não fora a tragédia de Portugal participar convictamente nesta farsa europeia à vista de todos: os Estados Unidos da América dão sinais públicos de desalinhamento com o expansionismo israelita, mas os 27 continuam firmes na cumplicidade com o genocídio. 

domingo, maio 24, 2026

LUSA ESCONDE DECLARAÇÕES DOS DOIS MÉDICOS DA FLOTILHA

A chegada dos dois membros portugueses na flotilha Global Sumud deu origem a um take da agência de notícias Lusa. Outro take até divulga as fotografias da chegada dos dois médicos, abraçados aos familiares, ao aeroporto Francisco Sá carneiro. E o que disseram? Nada, para a agência de notícias pública, nem uma declaração completa entre aspas.

P. S. As declarações:
Gonçalo Reis Dias
«Foi horrível. A violência foi muito gratuita. Estivemos presos alguns dias num barco. [...] No nosso barco havia duas pessoas que foram baleadas [...], batiam-nos, havia muita violência psicológica também.(...) O que eles filmam é a parte boa, digamos assim, foi horrível, a violência foi muito gratuita. [...] Batiam-nos, havia muita violência. (...) Sofremos, mas comparado com algumas pessoas, tivemos sorte. Bateram-me, amarraram as algemas com muita força, ainda não sinto estes três dedos. Deram cotoveladas, pontapés...” (...) Houve um homem, por exemplo, a quem partiram o joelho, e obrigavam-no sempre a apoiar-se sobre esse joelho. Riam-se enquanto cometiam todos estes atos [...] cantavam animadamente enquanto cometiam todos estes atos».

Maria Beatriz Bartilotti
«Chegar aqui é emocionante e é incrível ver esta solidariedade.(...) A solidariedade com o povo da Palestina não acontece todos os dias. (...) Fico triste que esta solidariedade só aconteça quando pessoas que não são palestinianas se expõem a esta violência, porque esta violência é muito pior, todos os dias, em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e realmente a solidariedade só se vê quando pessoas de outros países se expõem».

quinta-feira, maio 21, 2026

SEGURO À MODA CHINESA

A cada declaração de António José Seguro, condenando a crueldade e a barbárie do exército israelita (IDF) e as humilhações públicas infligidas aos membros da flotilha, fica ainda mais profundamente cavada a monstruosidade do silêncio cúmplice: genocídio em Gaza, selvajaria na Cisjordânia, invasão ilegal do Líbano e ataques militares ilegais ao Irão com passadeira vermelha na base das Lajes.

P. S. Xi Jinping alertou para os riscos da regressão à "lei da selva", mas omitiu as intervenções chinesas selváticas nos últimos 75 anos: invasão do Tibete (1950), massacre de Tiananmen (1989) e esmagamento da cidadania em Hong Kong (2020).

quarta-feira, maio 20, 2026

MONTENEGRO PARCIAMENTE OBRIGADO

A matança, o genocídio, a chacina de jornalistas, a ocupação selvagem na Palestina e os ataques militares ilegais no Irão e no Líbano não foram suficientes, mas a humilhação pública dos membros da flotilha acabou por desencadear, felizmente, o mínimo dos mínimos: a tomada de posição formal e inequívoca do primeiro-ministro de Portugal.

P. S. O desconforto de Luís Montenegro, que mais pareceu obrigado a defender uma revisão "parcial" do acordo entre a União Europeia e Israel, ocorreu depois de o governo alemão ter assumido uma rara declaração de condenação de Israel, ou não fora e continua a ser o país dos 27 mais cúmplice da barbárie israelita.