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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

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sexta-feira, julho 10, 2026

LUÍS MONTENEGRO: "UNIDOS" FORA GAZA

O primeiro-ministro continua a senda de declarações objectivamente falsas para tentar alijar responsabilidades políticas e escapar entre os pingos da chuva. Desta vez a propósito do terrível incêndio em Almeria, Espanha, declarou: «Portugal e Espanha - Estamos sempre unidos».

P. S. Os papagaios do costume replicam a falsidade, sem escrutínio nem rigor, mas basta verificar nas redes sociais que esta súbita "unidade" não resiste à verdade dos factos em relação a Gaza e ao genocídio em curso.

ARRENDAMENTO: PASSO PARA TUDO NA MESMA

O melhor ministro de Luís Montenegro desilude: a redução de 3 para 2 meses de incumprimento do pagamento da renda para fundamentar acção de despejo é pouco ou nada para resolver o problema da habitação, tendo dado origem a uma imediata reacção negativa de Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários.

P. S. Não existindo qualquer reforma na Justiça, a medida agora anunciada por Miguel Pinto Luz não resolve, apenas vai servir para entupir ainda mais os tribunais e aumentar os prazos de despejo.

quarta-feira, julho 08, 2026

MARK RUTTE E O JORNALISTA DINAMARQUÊS


P. S. Alguém consegue imaginar um jornalista português a fazer uma questão semelhante?

PORTUGAL: CICLO POLÍTICO DE JOELHOS

É global o coro de pedidos de lbertação e de protestos contra a prisão ilegal do médico Hussam Abu Safiya, no Hospital Kamal Adwan (Gaza), imposta por Israel a 27 de Dezembro de 2024, com os seus advogados a denunciarem agora que tem sido vitima de tortura sistemática.

P. S. Os representantes dos órgãos de soberania continuam em silêncio, apesar de Portugal ter exigido, só em 2026, a libertação de outros presos ilegais como Roman Protasevich, Héctor Ferreira Domingues, activistas detidos na Líbia.

MAIS BOMBAS NO MÉDIO ORIENTE, MAIS CUMPLICIDADE EUROPEIA

A guerra continua instalada no Médio Oriente, com a intensificação dos ataques e bombardeamentos entre Estados Unidos da América e Irão, enquanto o genocídio na Palestina e os massacres no Líbano fazem o trágico caminho de Israel.

P. S. Os líderes da União Europeia permanecem em silêncio, com a Alemanha e a Itália do lado do genocídio na Palestina e da matança no Líbano, e o Reino Unido, com Keir Starmer de fora, a manter a trajectória da cumplicidade activa nas carnificinas.


sexta-feira, julho 03, 2026

RADICAIS E EXTREMISTAS EM SÃO BENTO E BELÉM

Por sua vez, mais de um ano depois, a 1 de Setembro de 2025, David Lammy, vice-primeiro-ministro, sustentou formalmente: «O governo não concluiu que Israel está agindo com essa intenção [genocídio]», tentando escapar às acções judiciais de ONG's (como Al-Haq) que questionaram a legalidade das exportações de armas para Israel.

P. S. Permanece o silêncio dos representantes dos órgãos de soberania portugueses, passados 1000 dias do início do genocídio em Gaza, amplamente documentado (mais de 60 mil vídeos e 17 mil fotos, com lista exaustiva de fontes, mais de 300 jornalistas), e confirmado por uma comissão independente da ONU, a 23 de Junho de 2026.

VAI MAIS UMA VIAGEM PARA VER OS 'HERÓIS DO MAR'?

A falta de transparência de António José Seguro já está a marcar indelevelmente o primeiro ano do seu mandato presidencial.  À condenação veemente em relação ao último ataque devastador da Rússia contra Kyiv sucede-se o silêncio em relação ao genocídio em Gaza, com ataques diários de Israel contra a Palestina e o Líbano.

P. S. Enquanto Luís Montenegro se passeia para acompanhar os seus 'heróis do mar', com toda a atenção dos Media, será que uma chacina, vista por todo o Mundo, conta para o presidente da República representar institucionalmente a indignação dos portugueses ou é apenas uma decisão pessoal à la carte sem prestação de contas?

quinta-feira, julho 02, 2026

1000 DIAS

As dúvidas subsistem sobre o que se passou realmente no dia 7 de Outubro de 2023. Felizmente, uma minoria de israelitas não esquece nem desiste.

ONDA DE CALOR, INCÊNDIOS E A COMUNICAÇÃO INFANTILIZADA

As temperaturas elevadas, quer por causa da onde de calor, quer pelos riscos de incêndios, voltam a dar lugar a uma comunicação infantilizada da parte do governo e demais autoridades, como se os portugueses fossem bebés.

P. S. É o repetir do fazer de conta em relação ao que está a montante: por um lado, a falta de médicos de família, de cuidados de saúde e socorro atempados e de urgências com capacidade de resposta; por outro, o ordenamento do território, a prevenção e a sobrevivência dos pequenos agricultores. 

quarta-feira, julho 01, 2026

SIC E TVI IGNORAM GAZA

A SIC e a TVI, no principal espaço informativo das 20, esqueceram Gaza, certamente para aproveitar a boleia das audiências do miserável choradinho com as vítimas do terramoto na Venezuela. Resultado: zapping.

P. S. Apesar de cada vez mais esporádicas, a RTP continua a fazer referência a Gaza, mas sem denunciar o genocídio, porque desagrada ao poder (à espera de novas ordens de Friedrich Merz e Ursula Von der Leyen?), mesmo depois das conclusões apresentadas pela ONU.

VENTURA A CEGAR

O líder do Chega não resiste. Mesmo depois de ter averbado uma clara vitória política com o chumbo da espécie de acordo laboral e a colocação da diminuição da idade da reforma em cima da mesa política.

P. S. A tentativa de se substituir aos tribunais, apelando para que não seja paga qualquer indemnização a José Sócrates mesmo que seja verificada uma condenação do Estado português em última instância, é um caminho perigoso e sem retorno..

terça-feira, junho 30, 2026

MAIS PORTUGUESES SEM MÉDICO DE FAMÍLIA

Nos primeiros cinco meses de 2026 mais 66 mil sem têm médico de família. Ainda mais grave: em 2025, no mesmo período, eram 53 mil. Luís Montenegro agrava o caos no SNS e na Saúde.

P. S. As palavras da ministra da Saúde, a propósito dos cuidados com a onda de calor, em que sugere a consulta com os médicos de família, roçam o insulto aos portugueses: 

SÓCRATES ENCAIXA 15 MIL

A má administração da Justiça custou 15 mil euros ao Estado, de acordo com a mais recente condenação judicial no âmbito da Operação Marquês.

P. S. O atraso nos processos, os prazos incumpridos pelo Ministério Público e a violação do segredo de Justiça (responsabilidades dos agentes judiciários) custam uma bagatela, pelo que não é de espantar que o Estado continue tranquilamente a infernizar a vida dos cidadãos.

domingo, junho 28, 2026

sábado, junho 27, 2026

EUA: FIM DA SUPERPOTÊNCIA

É o fim da hegemonia global das forças armadas norte-americanas, apesar da ameaças radículas e da propaganda de Donald Trump. A prova é simples: os Estados Unidos da América nem conseguem vencer os seus inimigos, como o Irão, nem controlar os seus aliados, como Israel e demais países do Golfo Pérsico.

P. S. Apesar da farsa dos cessar-fogos, a matança continua na Palestina e no Líbano.

PADRÃO DA MATANÇA

Mais uma morte por causa do caos SNS/INEM: jovem de 20 anos, em Vila Real, não resiste a falta de assistência médica e a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

P. S. O padrão da matança é sempre igual, de Norte a Sul de Portugal, desde a Palestina ao Líbano, sem esquecer a Venezuela: a indiferença generalizada do poder e da União Europeia em relação às mortes desnecessárias de civis, seja pela criminosa incúria seja pelas balas assassinas.

sexta-feira, junho 26, 2026

VENEZUELA: TERRAMOTO AFECTA OS MAIS POBRES

As áreas mais pobres e vulneráveis foram duramente atingidas pelo terramoto na Venezuela, especialmente por causa da qualidade das construções: 
La Guaira: tem altos índices de pobreza (cerca de 70-80% da população em pobreza por rendimentos e mais de 50% em pobreza extrema, segundo relatórios como o HumVenezuela).
Bairros como Catia La Mar, Playa Grande, Caraballeda e Macuto sofreram colapso de dezenas (alguns relatos falam em mais de 100) de edifícios residenciais, incluindo torres de habitação social (como complexos da Missão Vivienda). 
Caracas: Danos em bairros mistos e mais vulneráveis do oeste (El Paraíso, San Bernardino) e também no leste (Los Palos Grandes, Altamira/Chacao). Mesmo em zonas relativamente melhores, muitos edifícios colapsaram ou sofreram danos graves por falta de manutenção sísmica.