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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

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sábado, maio 30, 2026

ÓRGÃOS DE SOBERANIA CALADOS

O presidente da República, António José Seguro, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, continuam em silêncio relativamente ao anúncio de Israel em cortar relações com António Guterres, secretário-geral da ONU, depois da instituição com sede em Nova Iorque ter anunciado que o Estado pária passou a fazer parte, lado a lado com o Hamas, da “lista negra” sobre violência sexual em conflitos.

P. S. De igual modo, também não existe qualquer declaração oficial que condene explicitamente a tortura e a violência sexual nas prisões/detenções israelitas contra palestinianos, tal como descrito no relatório da ONU, ou seja mais um péssimo exemplo para as famílias.

segunda-feira, maio 25, 2026

IPSE DIXIT. BOA SEMANA (21/2026)


A realidade 
é que quatro meses depois,
[tempestade distrito de Leiria] 
ainda temos pessoas sem luz, 
sem telecomunicações 
e muita gente 
à espera de reabilitar 
a sua habitação própria.
Paulo Raimundo
23/05/2026

Durante dois anos, 
a mais importante infra-estrutura 
de comunicação do Estado
esteve sem presidente, 
e qual foi a notícia 
que soubemos 
ontem [sexta-feira]: 
o Governo foi buscar 
ao fim de dois anos 
o general Viegas Nunes 
para voltar a assumir 
a presidência [SIRESP].
José Luís Carneiro
23/05/2026

A solidariedade 
com o povo da Palestina 
não acontece todos os dias.
Maria Beatriz Bartilotti
22/05/2026

Houve um homem, 
por exemplo, 
a quem partiram o joelho, 
e obrigavam-no sempre 
a apoiar-se sobre esse joelho. 
Riam-se 
enquanto cometiam 
todos estes actos 
(...) cantavam animadamente 
enquanto cometiam 
todos estes actos».
Gonçalo Reis Dias
22/05/2026

You were 
correctly outraged 
by how Ben-Gvir treated 
your nationals. 
Please think 
of how he treats ours.
Riyad Mansour
21/05/2026

Os médicos devem ser protegidos 
e respeitados 
em todas as circunstâncias. 
Nunca podem ser alvo 
de violência, 
intimidação 
ou qualquer forma 
de condicionamento, 
independentemente do contexto 
político ou militar.
Carlos Cortes 
21/05/2026

Os jornalistas
são também alvos
dessa barbárie [Gaza e Líbano].
(...) Distinguir as vozes 
que se agigantam 
e estremecem a indiferença mundial 
[Bragi Guðbrandsson (Islândia) e
Rami Abou Jamous (Palestina].
António José Seguro
19/05/2026



quinta-feira, maio 21, 2026

SEGURO À MODA CHINESA

A cada declaração de António José Seguro, condenando a crueldade e a barbárie do exército israelita (IDF) e as humilhações públicas infligidas aos membros da flotilha, fica ainda mais profundamente cavada a monstruosidade do silêncio cúmplice: genocídio em Gaza, selvajaria na Cisjordânia, invasão ilegal do Líbano e ataques militares ilegais ao Irão com passadeira vermelha na base das Lajes.

P. S. Xi Jinping alertou para os riscos da regressão à "lei da selva", mas omitiu as intervenções chinesas selváticas nos últimos 75 anos: invasão do Tibete (1950), massacre de Tiananmen (1989) e esmagamento da cidadania em Hong Kong (2020).

terça-feira, maio 19, 2026

SEGURO VALE MAIS

As referências directas do presidente da República aos jornalistas assassinados por Israel em Gaza, bem como ao sofrimento imposto pelo IDF aos palestinianos e libaneses, merecem ser escutadas: «Os jornalistas são também alvos dessa barbárie. Em Gaza e no Líbano, em particular».

P. S. A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em parecer consultivo (julho de 2024), bem como a maioria dos especialistas em direito internacional que não subescrevem o relatório Palmer (2011), consideram ilegal o bloqueio imposto por Israel a Gaza (2009); os participantes na Flotilla a caminho de Gaza foram novamente raptados; os presos são espancados e violados nas prisões israelitas; e o genocídio em Gaza é denunciado por uma vasta maioria de académicos e organizações internacionais. Afirmar o contrário, com a soberba da ignorância e fanatismo, só mesmo nalguns horários da rádio Observador.

domingo, maio 17, 2026

SILÊNCIOS DE MONTENEGRO E SEGURO AGRAVAM

A cada dia que passa, os silêncios do primeiro-ministro e do presidente da República, sobre o escândalo que envolve a cedência da base das Lajes para os Estados Unidos da América levarem a cabo as suas guerras ilegais, só agravam ainda mais o estado de culpa de Paulo Rangel e de Portugal, o que certamente não escapará aos investigadores e juízes dos tribunais internacionais.

P. S.  A declaração de Nuno Melo – "Portugal fez o que tinha de ser feito" – traduz cristalinamente o estado politicamente moribundo do CDS/PP.

quinta-feira, maio 14, 2026

PR JÁ EXIGIU A DEMISSÃO DE RANGEL?

A declaração de Marco Rubio, a bordo do Air Force One, não deixa quaisquer dúvidas: «There are countries in NATO that were very helpful to us. Just singling one out – Portugal. They said yes before we even asked – told them what the question was» (tradução livre: há países na NATO que foram muito úteis para nós. Só para destacar um – Portugal. Eles disseram sim antes mesmo de perguntarmos).

P. Sobre Paulo Rangel já não há nada mais a dizer perante a evidência das mentiras e contradições nas declarações ao país. Resta António José Seguro, presidente da República: vai fazer de conta que não ouviu a declaração do secretário de Estado norte-americano ou ainda vai afundar mais Portugal na cumplicidade com as guerras ilegais?

sexta-feira, maio 01, 2026

ESPANHA CONDENA, PORTUGAL CONVOCA

As reacções de Espanha e de Portugal em relação ao rapto de cidadãos espanhóis e portugueses que integravam a flotilha a caminho de Gaza dizem tudo sobre as políticas externas dos dois países. Espanha condena formalmente, Portugal convoca o embaixador israelita, pasme-se, para explicar o inexplicável.

P. S. A politica externa liderada por Paulo Rangel é cada vez mais pequenina, rasteira e canina. António José Seguro em silêncio.

domingo, abril 26, 2026

SEGURO COM OUTRAS CONTAS

O discurso de António José Seguro no 25 de Abril  ficou marcado por várias passagens de um cinismo político que faz lembrar outros presidentes, designadamente as referências farisaicas à paz e ao cumprimento do direito internacional e humanitário. Mas a passagem enfática sobre a transparência e o alerta em relação ao financiamento partidário não resistem à nódoa do passado.

P. S. António José Seguro foi secretário-geral do PS de 23 de Julho de 2011 a 28 de Setembro de 2014. Remeteu-se ao silêncio quando o responsável pelas contas do PS, Luís Patrão, se envolveu numa polémica com a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP/Tribunal Constitucional).

sábado, abril 25, 2026

25 ABRIL E AS GUERRAS

As cerimónias do 25 de Abril de 2026 ficam marcadas pelo inimaginável: os representantes dos órgãos de soberania de Portugal estão do lado daqueles que fazem a guerra ilegal, ignoram o genocídio e escondem-se atrás das palavras.

sexta-feira, abril 24, 2026

CHEGARAM NOVAS ORDENS

Luís Montenegro apela ao diálogo com a Rússia.

P. S. O presidente da República continua calado. Vale tudo para continuar a permitir a guerra ilegal e a matança generalizada em Gaza e Cisjordânia (Palestina), Beirute (Líbano) e Teerão (Irão).

quarta-feira, abril 22, 2026

SERVIÇAIS SEM MÁSCARA NA UNIÃO EUROPEIA

Os tempos que correm nos Estados Unidos da América e na União Europeia não são assim tão diferentes: Donald Trump bombardeia e mata, com Benjamin Netanyahu, e Ursula Von der Leyen faz-de-conta e deixa morrer os palestinianos em Gaza e na Cisjordânia.

P. S. A implosão dos 27 está à vista: Friedrich Merz pode ser apenas mais um serviçal do presidente norte-americano – é lá com os alemães! –, mas Ursula Von der Leyen só pode continuar a ser serviçal do primeiro-ministro alemão se os restantes 26 países da União Europeia, incluindo Portugal, assim o permitirem. E permitem!

terça-feira, abril 21, 2026

PORTUGAL: HORA DA VERDADE SOBRE ISRAEL

A reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, no Luxemburgo, tem em cima da mesa o rompimento do acordo com Israel, a oportunidade para Portugal colocar um ponto final na política externa pequenina, rasteira e canina.

P. S. No final da visita oficial a Espanha, o presidente da República afirmou que ambos os países estão no essencial de acordo em relação à paz. Não é verdade, nem correcto: Espanha reclama o fim do acordo com Israel e fechou o espaço aéreo aos norte-americanos, Portugal é a humilhação conhecida, da base das Lajes a Belém.

TV'S DE NOTÍCIAS TENTAM DISFARÇAR DIFERENÇA ENTRE SUSPENSÃO E ROMPIMENTO

Os canais de TV de notícias (CNN Portugal, SIC Notícias e RTP Notícias), estão ao lado de Pedro Rangel, Luís Montenegro e António José Seguro, tentando enganar os portugueses sobre o que está em cima da mesa na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, no Luxemburgo.
Posição oficial de Espanha, através de declarações do primeiro-ministro Pedro Sánchez:
Fevereiro de 2024 - Pede suspensão do acordo com Israel;
Junho de 2025 - Pediu pela primeira vez a suspensão imediata do acordo;
Abril de 2026 (dia 8) - Voltou a pedir suspensão após os ataques ao Líbano;
Abril de 2026 (dia 21) - A proposta é mais dura - rompimento total -, com apoio da Irlanda e Eslovénia.

domingo, abril 19, 2026

SÁNCHEZ ACELERA, CARNEIRO AFUNDA

Cada vez que Pedro Sánchez acelera com uma medida a nível  internacional - agora formalmente com a ruptura do acordo entre a União Europeia e Israel -, José  Luís Carneiro afunda ainda mais no silêncio e na cumplicidade. 

P. S. O presidente da República, vergado ao mais forte e às armas, está em Madrid. Pode ser que sirva de inspiração, porque qualquer tipo de passividade ou omissão também podem servir a corrupção, institucional ou de Estado, pública ou privada, de seguidismo ideológico ou filiação partidaria.

sexta-feira, abril 17, 2026

CONSELHO DE ESTADO VALIDA ILEGALIDADE

A reunião do Conselho de Estado, o primeiro presidido por António José Seguro, sublinhou o "cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no âmbito das suas alianças e do respeito pela Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional".

P. S. A piada faz-se sozinha, mas ainda mais grave: o órgão consultivo do presidente da República acompanha e valida a politica externa de Portugal, magnânima com agressores e agredidos (EUA/Israel versus Palestina, Líbano e Irão), um hino à politica externa pequenina, rasteira e canina de Portugal.

sexta-feira, abril 03, 2026

ALVO, PREÇO E NÓDOA

A política externa rasteira e canina de Portugal, que beneficia quem ataca os interesses da União Europeia, que vira ostensivamente as costas a outros aliados, como por exemplo o Vaticano, vai ter um alto preço a pagar pelo governo liderado por Luís Montenegro.

P. S. A cumplicidade de Portugal em crimes de guerra, mais uma vez, agora com o envolvimento directo e indesmentível no ataque ilegal e injustificado contra o Irão, é uma nódoa irreversivel no primeiro mandato de António José Seguro.

quinta-feira, abril 02, 2026

DEMOCRACIA: A ENCENAÇÃO CONTINUA

A cerimónia que assinalou os 50 anos da Constituição da Republica ficará nos anais da história pelo confronto entre o país do passado e o país do futuro, por mais uma acalorada encenação e debate sobre a revisão de um texto fundamental que nalguns casos (saúde, habitação, educação, segurança, etc) continua a ser letra morta.

P. S. António José Seguro, presidente da República, afirmou sem se rir: «O nosso ADN de nação livre, de vocação universalista e respeitadora do direito internacional». Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na Assembleia da República. 

quarta-feira, março 18, 2026

BASE DAS LAJES É PRIORIDADE?

As audiências do presidente da República aos partidos políticos com assento parlamentar devem servir para identificar algumas das linhas principais do mandato presidencial em relação às grandes reformas nas áreas críticas – saúde, habitação, tribunais, escola e segurança.

P. S. As declarações dos lideres partidários vão permitir compreender se a cumplicidade de Portugal na guerra/agressão ilegal ao Irão e a base das Lajes fazem parte das preocupações e prioridades de António José Seguro.

terça-feira, março 10, 2026

SEGURO CUMPRE (2)

A visita à aldeia de Mourísia revelou um presidente da República que cumpre a palavra dada. E não branqueia a propaganda de Luís Montenegro de prometer ajudas e depois não cumprir.

P. S. A firmeza da palavra revelada no primeiro dia de funções é um sinal de esperança.