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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

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quinta-feira, junho 11, 2026

DO CAIS DA VERGONHA À BASE DA MATANÇA

O Papa Leão XIV não se esqueceu das Canárias, onde o "cais da vergonha" foi testemunha das atrocidades passadas por imigrantes que fugiram das ditaduras, da guerra e da pobreza, marcando a posição de solidariedade da Igreja e do Estado do Vaticano.

P. S. Com um par de dias de intervalo, a passagem de António José Seguro pela "base da matança", nas Lajes, Açores, sem a condenação da guerra ilegal e da cumplicidade criminosa de Portugal, faz uma diferença que ficará gravada para sempre.

sexta-feira, junho 05, 2026

ANJOS, DIABOS E MONTENEGRO

Depois de Donald Trump, qual "anjo" amado na Terra, ter corrido Mundo por alegadamente ter dito a Benjamin Netanyahu que é o diabo odiado por todos, a a situação política e social portuguesa atingiu um tal nível de apodrecimento político e social que só falta Luís Montenegro atirar para o ar que os portugueses detestam André Ventura e José Luís Carneiro.

P. S. A piada faz-se sozinha.

quarta-feira, junho 03, 2026

ISRAEL ESTADO TERRORISTA

Com as responsabilidades acrescidas que decorrem da eleição (voto secreto) de Portugal como membro não‑permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas é de esperar que a política externa pequenina de Portugal ultrapasse as condenações e a chamada de embaixadores para passar a exercer pressão diplomática sobre Israel, desde logo acompanhando os países que já declararam o Estado de Israel como terrorista, bem como interditaram a entrada em território nacional de criminosos de guerra indiciados e demais notáveis facínoras.

P. S. No meio do foguetório governamental de sublinhar o elogio de Luís Montenegro ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Finalmente, um elogio justo, ainda que tardio.

terça-feira, junho 02, 2026

EUA DESALINHAM MAS UNIÃO EUROPEIA FIRME

A situação terrível na Palestina e no Líbano só tem paralelo com a posição inimaginável da União Europeia em relação ao Médio Oriente. Enquanto Donald Trump começa a colocar a cabeça de Benjamin Netanyahu no cepo, a União Europeia continua a manifestar "preocupação" com a situação humanitária, a expansão dos colonatos, tendo aberto a "discussão" a sanções a Israel, conforme a última reunião informal “Gymnich” dos ministros dos Negócios Estrangeiros de 27 e 28 de Maio de 2026.

P. S. Até poderia parecer uma anedota não fora a tragédia de Portugal participar convictamente nesta farsa europeia à vista de todos: os Estados Unidos da América dão sinais públicos de desalinhamento com o expansionismo israelita, mas os 27 continuam firmes na cumplicidade com o genocídio. 

segunda-feira, junho 01, 2026

PORTUGAL NA GUERRA

As investigações jornalísticas e as denúncias políticas sobre ligações entre o rearmamento/defesa da União Europeia e Israel, principalmente via fundos de pesquisa e programas de defesa, entre outros, pode desvendar com estrondo Portugal na guerra.

P. S. Exemplos de empresas como Israel Aerospace Industries (IAI), Elbit Systems, Elta Systems e Rafael são apenas algumas pontas do iceberg, num contexto europeu de compra e venda de armas/componentes/tecnologia a Israel.

domingo, maio 24, 2026

LUSA ESCONDE DECLARAÇÕES DOS DOIS MÉDICOS DA FLOTILHA

A chegada dos dois membros portugueses na flotilha Global Sumud deu origem a um take da agência de notícias Lusa. Outro take até divulga as fotografias da chegada dos dois médicos, abraçados aos familiares, ao aeroporto Francisco Sá carneiro. E o que disseram? Nada, para a agência de notícias pública, nem uma declaração completa entre aspas.

P. S. As declarações:
Gonçalo Reis Dias
«Foi horrível. A violência foi muito gratuita. Estivemos presos alguns dias num barco. [...] No nosso barco havia duas pessoas que foram baleadas [...], batiam-nos, havia muita violência psicológica também.(...) O que eles filmam é a parte boa, digamos assim, foi horrível, a violência foi muito gratuita. [...] Batiam-nos, havia muita violência. (...) Sofremos, mas comparado com algumas pessoas, tivemos sorte. Bateram-me, amarraram as algemas com muita força, ainda não sinto estes três dedos. Deram cotoveladas, pontapés...” (...) Houve um homem, por exemplo, a quem partiram o joelho, e obrigavam-no sempre a apoiar-se sobre esse joelho. Riam-se enquanto cometiam todos estes atos [...] cantavam animadamente enquanto cometiam todos estes atos».

Maria Beatriz Bartilotti
«Chegar aqui é emocionante e é incrível ver esta solidariedade.(...) A solidariedade com o povo da Palestina não acontece todos os dias. (...) Fico triste que esta solidariedade só aconteça quando pessoas que não são palestinianas se expõem a esta violência, porque esta violência é muito pior, todos os dias, em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e realmente a solidariedade só se vê quando pessoas de outros países se expõem».

sábado, maio 23, 2026

ALTÂNTICO DE CUMPLICIDADES

A cumplicidade com Donald Trump, de políticos pequeninos nacionais e europeus, não está limitada ao genocídio e às guerras ilegais. A situação é idêntica, com o mesmo tipo de silêncio e inacção, quando estão em causa as sanções e ameaças dos Estados Unidos, incluindo congelamento de bens, contra magistrados (TPI/ICC), jornalistas e investigadores.

quarta-feira, maio 20, 2026

MONTENEGRO PARCIAMENTE OBRIGADO

A matança, o genocídio, a chacina de jornalistas, a ocupação selvagem na Palestina e os ataques militares ilegais no Irão e no Líbano não foram suficientes, mas a humilhação pública dos membros da flotilha acabou por desencadear, felizmente, o mínimo dos mínimos: a tomada de posição formal e inequívoca do primeiro-ministro de Portugal.

P. S. O desconforto de Luís Montenegro, que mais pareceu obrigado a defender uma revisão "parcial" do acordo entre a União Europeia e Israel, ocorreu depois de o governo alemão ter assumido uma rara declaração de condenação de Israel, ou não fora e continua a ser o país dos 27 mais cúmplice da barbárie israelita.


quinta-feira, maio 14, 2026

PR JÁ EXIGIU A DEMISSÃO DE RANGEL?

A declaração de Marco Rubio, a bordo do Air Force One, não deixa quaisquer dúvidas: «There are countries in NATO that were very helpful to us. Just singling one out – Portugal. They said yes before we even asked – told them what the question was» (tradução livre: há países na NATO que foram muito úteis para nós. Só para destacar um – Portugal. Eles disseram sim antes mesmo de perguntarmos).

P. Sobre Paulo Rangel já não há nada mais a dizer perante a evidência das mentiras e contradições nas declarações ao país. Resta António José Seguro, presidente da República: vai fazer de conta que não ouviu a declaração do secretário de Estado norte-americano ou ainda vai afundar mais Portugal na cumplicidade com as guerras ilegais?

quarta-feira, maio 13, 2026

STARMER, LOBBIE E INVESTIGAÇÃO EM PORTUGAL

«A renúncia de Keir Starmer não é suficiente. O que precisa de ser expulso é a política que ele representa: ganância empresarial, retórica anti-imigrante e guerra sem fim». Quem o afirma é Jeremy Corbyn.

P. S. A influência e a força do dinheiro do lobbie israelita sobre os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos da América têm sido alvo de inúmeras e esclarecedoras investigações jornalísticas. Em Portugal, nem palavra.

domingo, maio 10, 2026

FARTAR VILANAGEM

A libertação de Saif Abukeshek e Thiago Ávila, activistas pacifistas raptados por Israel em águas internacionais, é uma boa notícia que alimenta esperança, mas desvalorizada pelas TV's de notícias de Portugal. 

P. S. O criterio editorial está a saque, sem qualquer vislumbre de actualidade, humanidade e respeito pelo direito internacional. Nem mesmo os relatos lancinantes de tortura despertam mercenários e afins. É fartar vilanagem, mesmo à custa de audiências miseráveis. Quem paga?

terça-feira, maio 05, 2026

PREÇO DO GENOCÍDIO PARA UNIÃO EUROPEIA

A indiferença da União Europeia em relação ao genocídio em Gaza, leia-se Ursula Von der Leyen, com o apoio de Friedrich Merz e de Giorgia Meloni, tem permitido a ultrajante manutenção do acordo comercial dos 27 com Israel. O preço é o superavit de cerca de 10,7 mil milhões de euros em 2024 (não existem dados para 2025).

P S. Para Portugal bastaram 268 milhões de euros.

sexta-feira, maio 01, 2026

ESPANHA CONDENA, PORTUGAL CONVOCA

As reacções de Espanha e de Portugal em relação ao rapto de cidadãos espanhóis e portugueses que integravam a flotilha a caminho de Gaza dizem tudo sobre as políticas externas dos dois países. Espanha condena formalmente, Portugal convoca o embaixador israelita, pasme-se, para explicar o inexplicável.

P. S. A politica externa liderada por Paulo Rangel é cada vez mais pequenina, rasteira e canina. António José Seguro em silêncio.

quinta-feira, abril 30, 2026

RANGEL E RTP INDIFERENTES AO TERROR DE ISRAEL

O reinado de terror de Israel, mais uma vez confirmado, ontem, com o assalto à flotilha que rumava a Gaza, já nem incomoda o titular da pasta da política externa pequenina, rasteira e canina de Portugal, nem os jornalistas de Estado.

P. S. Como se não bastassem os truques para disfarçar o envolvimento de Portugal na guerra ilegal, de sublinhar que duas horas depois do inicio do assalto de pirataria de Israel, que visou 58 embarcações da flotilha humanitária Global Sumud (Gaza Freedom Flotilla), consumado pela força em pelo menos 22 embarcações, Paulo Rangel dava uma entrevista à RTP. Nem uma pergunta, nem um comentário, é o desrespeito pelo direito internacional e pelos portugueses, obviamente no canal de televisão público.

quarta-feira, abril 22, 2026

SERVIÇAIS SEM MÁSCARA NA UNIÃO EUROPEIA

Os tempos que correm nos Estados Unidos da América e na União Europeia não são assim tão diferentes: Donald Trump bombardeia e mata, com Benjamin Netanyahu, e Ursula Von der Leyen faz-de-conta e deixa morrer os palestinianos em Gaza e na Cisjordânia.

P. S. A implosão dos 27 está à vista: Friedrich Merz pode ser apenas mais um serviçal do presidente norte-americano – é lá com os alemães! –, mas Ursula Von der Leyen só pode continuar a ser serviçal do primeiro-ministro alemão se os restantes 26 países da União Europeia, incluindo Portugal, assim o permitirem. E permitem!

TRUMP: RECUO ESPECTACULAR

As negociações entre o Irão e os Estados Unidos da América foram prolongadas sine die, o que traduz mais uma derrota da fanfarronice e da agressividade politicas e uma vitória da diplomacia.

P. S. Com Donald Trump tudo é espectacular ("amazing") até mesmo o recuo, sem esquecer que a boçalidade e a vulgaridade podem confirmar as negociações como um simulacro que antecede mais um ataque surpresa, com a base das Lajes à disposição, faça o favor, nas costas dos portugueses.

terça-feira, abril 21, 2026

PORTUGAL: HORA DA VERDADE SOBRE ISRAEL

A reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, no Luxemburgo, tem em cima da mesa o rompimento do acordo com Israel, a oportunidade para Portugal colocar um ponto final na política externa pequenina, rasteira e canina.

P. S. No final da visita oficial a Espanha, o presidente da República afirmou que ambos os países estão no essencial de acordo em relação à paz. Não é verdade, nem correcto: Espanha reclama o fim do acordo com Israel e fechou o espaço aéreo aos norte-americanos, Portugal é a humilhação conhecida, da base das Lajes a Belém.

sábado, abril 11, 2026

LÍBANO E MIGRAÇÃO

O Líbano é o padrão de um mosaico étnico e religioso, provocado pela historia que o elegeu geograficamente como refúgio, mas também é cada vez mais ingovernável, um exemplo real para reflexão quando se debate a economia, a pressão sobre os salários e os fluxos migratórios artificiais e descontrolados.


quarta-feira, abril 08, 2026

ISRAEL VAI CONSEGUIR MINAR A PAZ?

A sensação de alívio percorre o planeta, depois do cessar-fogo anunciado para o Médio Oriente.

P. S. O governo e o presidente portugueses são dos maiores perdedores, pois escolheram o lado da ilegalidade e da guerra, factos que nenhum cidadão jamais poderá esquecer.

sexta-feira, abril 03, 2026

ALVO, PREÇO E NÓDOA

A política externa rasteira e canina de Portugal, que beneficia quem ataca os interesses da União Europeia, que vira ostensivamente as costas a outros aliados, como por exemplo o Vaticano, vai ter um alto preço a pagar pelo governo liderado por Luís Montenegro.

P. S. A cumplicidade de Portugal em crimes de guerra, mais uma vez, agora com o envolvimento directo e indesmentível no ataque ilegal e injustificado contra o Irão, é uma nódoa irreversivel no primeiro mandato de António José Seguro.