A reforma laboral está à beira de passar na Assembleia da República, confirmando uma vitória política de Luís Montenegro.
P. S. O voto do Chega implicou uma negociação, sendo assim legítimo conhecer qual é contrapartida ou o preço a pagar.
A reforma laboral está à beira de passar na Assembleia da República, confirmando uma vitória política de Luís Montenegro.
P. S. O voto do Chega implicou uma negociação, sendo assim legítimo conhecer qual é contrapartida ou o preço a pagar.
É mais uma oportunidade para Luís Montenegro: recuperar a iniciativa política e a liderança da agenda mediática que têm sido controladas pelo Chega.
P. S. André Ventura está a ganhar confiança, resultante de uma consistência que tardou mas está à vista.
O ministro da Administração Interna, na véspera de ser conhecida a decisão do juiz de Instrução Criminal sobre as medidas de coacção dos seis detidos no dia da greve geral, entendeu fazer declaração pública (pressão sobre o JIC?) para elogiar "firmeza e robustez" da acção da PSP, leia-se correr os manifestantes à bastonada, invocando a ordem pública.
P. S. Ainda que não seja conhecida a data em que Luís Neves vai ao Parlamento, explicar a "cacetada" no relatório do SIRESP, pasme-se, por razões de segurança nacional – ainda mais outro sinal! –, pode ser que os deputados estejam à altura de um país que não é o faroeste da selvajaria.
A confirmarem-se as declarações de André Ventura e José Luís Carneiro, a revisão laboral será chumbada na Assembleia da República, remetendo a urgência inventada por Luís Montenegro depois de ganhar as eleições para as calendas.
P. S. A negociação é o único caminho, pois aproveitar o mais que justificado chumbo da oposição parlamentar para precipitar eleições antecipadas seria um suicídio político.
As cerimónias do 25 de Abril de 2026 ficam marcadas pelo inimaginável: os representantes dos órgãos de soberania de Portugal estão do lado daqueles que fazem a guerra ilegal, ignoram o genocídio e escondem-se atrás das palavras.
A táctica de confronto de Luís Montenegro à portuguesa, com inspiração em Donald Trump, resultou num flique-flaque na revisão laboral: ou isto ou o Parlamento, para depois recuar durante uns dias, tentando assim simular boa-fé negocial que serve de justificação para melhor legitimar a legislação pura e dura proposta desde o início.
P. S. A ministra do Trabalho tem sido tantas vezes desautorizada que é difícil compreender a insistência no tom arrogante.
A cerimónia que assinalou os 50 anos da Constituição da Republica ficará nos anais da história pelo confronto entre o país do passado e o país do futuro, por mais uma acalorada encenação e debate sobre a revisão de um texto fundamental que nalguns casos (saúde, habitação, educação, segurança, etc) continua a ser letra morta.
P. S. António José Seguro, presidente da República, afirmou sem se rir: «O nosso ADN de nação livre, de vocação universalista e respeitadora do direito internacional». Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na Assembleia da República.
O debate faz-se com mais ou menos facilitação do uso das armas pelas policias, enquanto o Estado se arroga o direito de invadir a esfera individual e familiar para proibir o uso dos telemóveis e das redes sociais.
P. S. Num ambiente de delírio nacional e internacional, só faltava mesmo os europeus caírem no colo dos chineses, uma velha aspiração da esquerda fandanga, aliás, há muito a fazer caminho em Portugal, face à "ameaça" do outro lado do Atlântico.
A demissão da liderança da Iniciativa Liberal é uma atitude exemplar no panorama partidário, um grande desafio para a instituição e futuro líder.
A confirmação da liderança da oposição, agora formalmente, com 60 deputados, confere ao Chega mais poder, logo mais responsabilidade, após as eleições em que o primeiro-ministro também foi premiado, apesar de ter colocado os seus interesses pessoais e empresariais à frente de Portugal.
P. S. Depois de Luís Montenegro, agora André Ventura também se autoproclama como "farol", pelo que toda a atenção e luz certamente estarão concentradas na constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso Spinumviva. Promete!
Com o jogo parlamentar feito, com as bolhas política e mediática a darem como certo a realização de eleições antecipadas, o país aguarda a decisão presidencial. de convocação de eleições antecipadas depois de ouvir os partidos e o Conselho de Estado. Preparados?
A realização de um conselho de ministros extraordinário, seguido de uma comunicação ao país de Luís Montenegro, está a aumentar a temperatura política, mas ninguém ficará admirado que o primeiro-ministro tente manter-se agarrado ao poder, apesar de saber – é público! – que não tem a confiança da maioria dos deputados da Assembleia da República.
P. S. Marcelo Rebelo de Sousa desapareceu, compreende-se.