Dois anos e cinco meses depois de assumir a pasta da Saúde, Ana Paula Martins anuncia que as Urgências hospitalares só estarão a funcionar em 2027.
P. S. A reorganização agora prometida comprova o falhanço estrondoso no SNS.
Dois anos e cinco meses depois de assumir a pasta da Saúde, Ana Paula Martins anuncia que as Urgências hospitalares só estarão a funcionar em 2027.
P. S. A reorganização agora prometida comprova o falhanço estrondoso no SNS.
Nos primeiros cinco meses de 2026 mais 66 mil sem têm médico de família. Ainda mais grave: em 2025, no mesmo período, eram 53 mil. Luís Montenegro agrava o caos no SNS e na Saúde.
P. S. As palavras da ministra da Saúde, a propósito dos cuidados com a onda de calor, em que sugere a consulta com os médicos de família, roçam o insulto aos portugueses:
O SNS ä beira do caos não impediu Ana Paula Martins de tentar novamente dar um novo golpe: os novos limites aos médicos tarifeiros são a arma final para liquidar o que resta da saúde pública consagrada na constituição da República, mas que governos ignoram sucessivamente com a conivência de Belém.
P. S. O Ministério Público arquivou todos os casos em que a falta de assistência e cuidados médicos provocaram a morte de cidadãos portugueses, contrariando a evidência nalguns casos atestada pela Inspecção-geral da Saúde.
Afinal, a mobilização forçada dos médicos já não vai avançar. A ministra da Saúde já veio a público falar de negociação.
P. S. A manobra política de Ana Paula Martins foi só para envolver o primeiro-ministro?
A ministra da Saúde está, finalmente, a arrastar Luís Montenegro para o buraco, agora de forma clara e indesmentível. A ameaça da mobilidade forçada dos médicos nunca poderia ter sido feita sem o aval do primeiro-ministro, independentemente da forma desastrada como acabou por ser levada a cabo.
P. S. A reacção dos sindicatos não poderia ter sido pior. Por sua vez, a Ordem dos Médicos, que também reagiu negativamente, através de Carlos Cortes, deixou avisos e conselhos ao governo, de forma a evitar mais um golpe no SNS e o já habitual prejuízo para os cidadãos doentes que têm de recorrer ao serviço público de saúde.
Os subterfúgios formais de Ana Paula Martins para não se demitir, após a conclusão clara do IGAS relativa à morte por falta de socorro de um utente de Bragança, são de tal forma politicamente constrangedores que não merecem uma única palava. A cobertura política de Luís Montenegro antecipa o apodrecimento da governação mais rápido do que o previsível.
P. S. Marcelo Rebelo de Sousa continua institucional e politicamente escondido.
Tal como em anteriores Executivos, a ministra da Saúde vai ser o bombo da festa do XXV governo. Nada que não mereça, tendo em conta a última extraordinaria declaração após a morte de um bebé que ocorreu depois da mãe ter desesperadamente procurado assistência em cinco hospitais do SNS.
P. S. André Ventura demorou a pedir a demissão de Ana Paula Martins. Ocupado com os negócios de Estado, quiçá da Defesa?
A ministra da Saúde afirmou que vai continuar no cargo, ainda antes do MP se pronunciar, uma cautela em função da eventual abertura de um inquérito crime ao caso Spinumviva que envolve Luís Montenegro.
As máquinas partidárias do PS e do PSD a dar o máximo, com a comunicação social a fazer de conta que a mobilização das arruadas é um indicador de apoio para levar a sério.
Em Vila Real, Luis Montenegro ousou elogiar Ana Paula Martins, a ministra da Saúde que prometeu mundos e fundos e que contribuiu para mais caos no SNS e nas urgências.
P. S. Aumento de sem-abrigo nas urgências hospitalares por um teto, comida e higiene.