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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

sábado, dezembro 05, 2020

MARCELO E OS SEM-ABRIGO

Está na hora de começar a fazer um balanço do mandato presidencial. Sem folclore. Com factos. A erradicação dos sem-abrigo foi um dos únicos desígnios anunciados da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa. O resultado está à vista: «Em apenas quatro anos há mais 157% pessoas a viver na rua em território português».

P. S. Quando a opinião resiste ao tempo: «Haverá limites para Marcelo?»

OBRIGAÇÃO MORAL

 «Cuidar de quem cuidou de nós não pode ser só um slogan».

NATAL É QUANDO O HOMEM QUISER

De um momento para o outro, passamos de criminosos a exemplares. E, por isso, temos uma prenda do Menino Jesus anunciada pelo Pai Costa entre 23 e 26 de Dezembro

P. S. O primeiro-ministro aguentou, e não passou o limite do ridículo: não há imposição de um limite ao número de pessoas na ceia de Natal.

A PGR E O TRIBUNAL DE JUSTIÇA EUROPEU

«Não é por acaso que a publicação da directiva nº 4/2020 ocorreu no pico da segunda vaga da pandemia e no auge da crise sanitária e económica que assola o nosso País. Momentos como os que vivemos são propícios a derivas autoritárias e ataques ao regime».

PRESIDENTE CALCULISTA E PERDIDO

A comunicação ao país foi mais de um recandidato a pensar nas presidenciais do que de um presidente a pensar no país. O sexto período de estado de emergência é a consequência de um presidente calculista e perdido, sem autoridade para pedir aos portugueses um comportamento exemplar, porque é incapaz de escrutinar e exigir rigor, transparência e competência ao governo.

sexta-feira, dezembro 04, 2020

ZONA FRANCA DO BLOCO CENTRAL


P. S. Eis um tema que faz a diferença entre Ana Gomes e Pedro Rebelo de Sousa, perdão, Marcelo Rebelo de Sousa.

ACUSAR E JULGAR EM TEMPO DE PANDEMIA

«O Processo de Emergência em Curso (PEEC) alargou o campo de produção das normas executivas, de quase inútil avaliação jurídica. Com a produção de um quadro legal de normas inspirado por critérios científicos opacos, sustentado no pânico coletivo e na biopolítica, há potenciais efeitos à distância no bom funcionamento dos tribunais. Numa vivência de profundas incertezas e angústias, as chamadas bionormas envolvem um impacto humano inédito, com controvérsia inevitável na distinção entre factos e política, exigindo firmeza e sensatez. Porque os fundamentos do higienismo cego, numa mecânica de ditadura sanitária legal, têm natureza anormal e de muito difícil escrutínio. Haverá limites inultrapassáveis. O limite da recusa da consagração de um excecional direito penal sanitário do inimigo (...). O limite de impedir a erosão da capacidade de aplicação objetiva e independente da lei (...). O limite da proibição do excesso, numa sociedade dilacerada pelo desemprego, destruição económica e desespero (...). O limite da defesa intransigente da independência dos tribunais e da autonomia do Ministério Público, enquanto pilares do Estado de Direito Democrático. A qualidade dos tribunais é a qualidade da democracia. De Tianamem a Guantanamo, do terrorismo global à corrupção internacional, resta-nos como sempre o caminho estreito, irrenunciável, da liberdade com independência e responsabilidade».

APRENDER COM O OUTRO MUNDO

MAIS EMERGÊNCIA E TABU À BEIRA DO FIM

O presidente e recandidato (o tabu está quase a acabar) prepara mais uma comunicação ao país para anunciar mais um período de estado de emergência. Não de 15, mas aparentemente de 30 dias. Desrespeito pela Constituição? Não, Rui Rio estará no Parlamento para votar favoravelmente, mantendo uma oposição que tem dias sim e dias não, sem que se consiga descortinar um padrão de coerência, mais escape menos escape.

P. S. Também é esperado o anúncio de um abrandamento durante o Natal, não vá algum eventual votante ficar aborrecido com tanta mão-de-ferro para esconder os ziguezagues do governo na gestão da pandemia. 

O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE FALHOU! O QUE FAZER AGORA?

COVID-19: A ESTRATÉGIA DO GOVERNO CONTINUA ERRADA

COVID, PLANO E VACINAS

As duas novidades, ao longo das 21 páginas do "Plano de Vacinação-Covid19", são as seguintes promessas: 1. «Aquando da primeira aprovação pela Agência Europeia do Medicamento das vacinas contra a COVID-19, toda a logística da campanha de vacinação (desde o armazenamento central até à administração em todos os pontos de vacinação) estará montada», sublinho o "estará montada"; 2. As duas primeiras entregas somam 11 milhões de vacinas até ao final de Junho de 2021, mas a vacina só chega a todos os portugueses a partir de Julho.

P. S. E quanto à outra vacina, a da gripe, para este ano... Não há nada para ninguém, certamente as que restam são só para alguns. Um retrato que desperta toda a a (des)confiança.

quinta-feira, dezembro 03, 2020

CONFIANÇA E AUTORIDADES DE SAÚDE

Em tempos de pandemia, e de propaganda desenfreada, é de recordar o dia 4 de Fevereiro de 2015, em que um cidadão deixou o país abismado, surpreendendo o então ministro da Saúde [Paulo Macedo] e os deputados: «Não me deixe morrer!». Por não confiar nas autoridades de Saúde, nem tão-pouco se ter resignado, José Carlos Saldanha conseguiu autorização para iniciar o tratamento que o Estado até então lhe recusara. Salvou milhares de vidas. Morreu cinco anos depois de um enorme gesto de cidadania.

ANA GOMES A FAZER MAIS

FUNDAMENTALISMO IDEOLÓGICO SEM LIMITES

O plano de vacinação Covid foi, finalmente, apresentado. E, numa primeira leitura, salta à vista a ausência de explicação para o exclusivo do SNS. O objectivo não é vacinar o maior número de pessoas no mais curto espaço de tempo? É nestes momentos que fica ainda mais claro como um mandato presidencial refém do apoio de um partido pode ser desastroso.

P. S. A saúde privada representa uma enorme fatia dos cuidados de saúde prestados aos portugueses. Basta recordar, por exemplo, que cerca de metade dos testes Covid são assegurados pelos privados. O que aconteceria se também tivessem sido excluídos?

FATALIDADE À VISTA

O braço-de-ferro politicamente desnecessário com os 10 empresários da restauração e da diversão pode acabar em tragédia. E a responsabilidade é de o presidente e recandidato (há notícia, sem confirmação oficial, que vai anunciar a recandidatura) e de o primeiro-ministro.

P. S. Marcelo não se aproxima da tenda dos grevistas, nem a pé nem de carro, nem a pão e água. Pois é, com as presidenciais à vista todos os cuidados são poucos. E lá se vão as selfies e os afectos...

CABRITA E LUCÍLIA GAGO NO PARLAMENTO

O ministro da Administração Interna e a procuradora-geral da República vão ao Parlamento. Finalmente! Ambos têm muitas explicações a dar aos deputados e ao país. O caso do assassínio de um cidadão ucraniano e a recente diretiva de a PGR sobre os poderes hierárquicos são demasiado importantes para ficarem para trás. E quanto mais cedo melhor. É que ainda há tanto que há a esclarecer em tempos de pandemia.

MARCELO: NÃO HÁ VACINA?

O presidente e recandidato (que insiste em fazer de conta que não é recandidato) já começou a branquear o que pode correr mal no processo de vacinação da Covid: «Portugal vai demorar meses a vacinar os cidadãos», adverte. Coitados dos grandes e populosos países, pois certamente vão levar anos... E não há nem um pingo de vergonha?

quarta-feira, dezembro 02, 2020

BLOCO DE ESQUERDA NÃO DESISTE

UM ORÇAMENTO CONTRA OS ENFERMEIROS

EUROPA E OPORTUNIDADE ÚNICA

O novo alinhamento na União Europeia pode passar a ser determinado entre os Estados que respeitam os Direitos Humanos e combatem a corrupção e os outros que querem continuar a chafurdar no pântano dos negócios com ditadores e demais ladrões. É uma oportunidade única para um Portugal mais justo.

PORTUGAL 2020: O PÂNTANO

TAP: CONFLITO À VISTA

Ignorar o Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC) é um erro clamoroso. «Pilotos da TAP entregam providência cautelar para ver informação que suporta despedimentos».

PSD: AINDA HÁ ESPERANÇA

MÃO-DE-FERRO E VOTOS

Com o acentuar da crise é evidente a estratégia de endurecimento do discurso e das medidas da "dupla" Marcelo/Costa, mais uma fuga em frente concertada por quem sabe que perdido por um, perdido por mil, na esperança que a política de mão-de-ferro ainda continue a render votos.

O PAÍS ESTÁ QUASE TODO A PÃO E ÁGUA

HONG KONG À ESPERA DA "NOVA" AMÉRICA

Enquanto por cá a "dupla" Marcelo/Costa anda ocupada com o número de pessoas à mesa da ceia de Natal, o NYT publica um artigo de opinião de Nathan Law Kwun Chung e Alex Chow, dois ícones do movimento pró-democracia de Hong Kong.

A FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE PELOS TRIBUNAIS

terça-feira, dezembro 01, 2020

OPORTUNISMO ATÉ AO ÚLTIMO DIA

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, sem anunciar, a recandidatura. É apenas mais um passo na estratégia de usar Belém para tentar obter vantagens próprias. Vale tudo quando pouco ou nada se tem para mostrar. Afinal, o princípio de um mandato único é só para os outros, sobretudo para aqueles que escrutinaram o poder.

P. S. Já passaram o cheque?

É O PODER QUE TEMOS E MERECEMOS

Não, não são os pares do poder nem representantes das farmacêuticas. São apenas 10 empresários em greve de fome, desesperados que não se resignam. Merecem respeito, nem que seja por humanidade. O presidente e recandidato (que só vai anunciar a recandidatura quando der mais jeito) e o primeiro-ministro não têm tempo para ouvir os cidadãos em protesto.

P. S. João Cotrim Figueiredo e Francisco Rodrigues dos Santos foram os primeiros líderes partidários a descerem ao nível do movimento "A Pão e Água". Tanta gente em falta...