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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

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quarta-feira, agosto 26, 2026

RANGEL ESTAVA PREPARADO PARA SER MNE?

O ministro dos Negócios Estrangeiros do XXIV e XXV governos constitucionais, já lá vão quase 1000 dias, nunca assumiu qualquer iniciativa de relevo pela construção da paz relativamente aos principais conflitos em curso: invasão russa na Ucrânia (4 530 dias); guerra no Sudão (1 226 dias); genocídio israelita em Gaza (1054 dias); ataque de EUA/Israel ao Irão (174 dias).

P. S. A política externa seguidista liderada por Paulo Rangel, com vassalagem à União Europeia, sempre ignorou o potencial de poder contar com o português António Guterres como secretário-geral da ONU, desde 1 de Janeiro de 2017.

sexta-feira, agosto 21, 2026

ALÔ, BRUXELAS

A crescente tensão entre Israel e a Turquia obriga a colocar a questão: num confronto militar entre o aliado Estado pária e um país membro da NATO de que lado estaria Portugal?

P. S. Alô, Bruxelas, daqui Portugal, e agora, o que temos de dizer?

domingo, agosto 16, 2026

CARNEIRO DE OLHÃO FALHADO

Uma amálgama de argumentos, todos muito estrategicos, sem uma ideia firme e mobilizadora, um discurso esforçado mas muito aquém do momento e do exigível.

P. S. José Luís Carneiro não teve uma palavra sobre a politica externa de Portugal, num Mundo em que a indiferença em relação à barbarie é a triste regra, em suma, os humanistas de todos os partidos nunca o podem esquecer.

quinta-feira, julho 16, 2026

OMERTÀ À PORTUGUESA

O debate do Estado da Nação 2026 atingiu o pináculo do grotesco político: Luís Montenegro foge a prestar contas por má gestão do tempo; a Iniciativa Liberal crítica a embaixada da Republica Popular da China para melhor esconder o Estado pária de Israel; a palavra reforma é um anátema da competência.

P. S. A politica externa foi o elefante na sala, seguramente o maior e mais escandaloso pacto de silêncio da esquerda à direita desde o 25 de Abril, quiçá a omertà à portuguesa finalmente assumida.

quarta-feira, junho 03, 2026

ISRAEL ESTADO TERRORISTA

Com as responsabilidades acrescidas que decorrem da eleição (voto secreto) de Portugal como membro não‑permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas é de esperar que a política externa pequenina de Portugal ultrapasse as condenações e a chamada de embaixadores para passar a exercer pressão diplomática sobre Israel, desde logo acompanhando os países que já declararam o Estado de Israel como terrorista, bem como interditaram a entrada em território nacional de criminosos de guerra indiciados e demais notáveis facínoras.

P. S. No meio do foguetório governamental de sublinhar o elogio de Luís Montenegro ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Finalmente, um elogio justo, ainda que tardio.

domingo, janeiro 04, 2026

CAUTELA DO FILHO DO SISTEMA

A farsa de Gouveia Melo, em brandir a bandeira de que não faz parte do sistema, ruiu de forma clamorosa depois da colagem expressa à política externa rasteira de Paulo Rangel, Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa.

P. S. Com a passagem à segunda volta das presidenciais cada vez mais distante, o almirante do dedo esticadinho já está a lançar a escada para um futuro tacho.

sábado, janeiro 03, 2026

PORTUGAL DE CÓCORAS

O comunicado do governo liderado por Luís Montenegro em relação à invasão na Venezuela levada a cabo pelos norte-americanos é a confirmação da política externa rasteira de Portugal.

P. S. Marcelo Rebelo de Sousa está atento, mas calado. Lá se vai a farsa da proximidade.

quinta-feira, junho 19, 2025

CHEGA ALINHADINHO

A concordância com o aumento da despesa militar pode ser um sinal do que o Chega já está a ser absorvido pelo Bloco Central dos interesses e pelos lobbies das armas. O princípio do fim do fenómeno André Ventura? 

P. S. Os consensos em relação à Defesa podem ser tão desastrosos quantos aqueles que têm permitido uma política externa de joelhos e insultuosa para uma grande parte dos portugueses.