Depois da entrevista de Durão Barroso, à BBC, chegou a vez de Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, ser claro, muito claro: «Cabe aos países serem convincentes face à desconfiança dos mercados internacionais».
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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011
domingo, fevereiro 20, 2011
Pinto Monteiro: o clone de Sócrates
As palavras de Fernando Pinto Monteiro ao programa "Gente que conta", da TSF, revelaram cristalinamente por que razão o Ministério Público vive um dos piores momentos da sua história. Em vez de colocar as questões com frontalidade e rigor, o PGR limitou-se a uma atitude autojustificativa e a sacudir a água do capote, como se a generalizada desconfiança em relação à Justiça fosse da responsabilidade de todos menos do líder do Ministério Público.
Cada um invoca a "crise externa" que mais lhe convém para disfarçar as responsabilidades próprias. Mas até numa entrevista dócil, para não lhe chamar incompetente, a informação ficou a ganhar. Basta atentar aos elogios do PGR ao actual ministro da Justiça, Alberto Martins, e até ao anterior, Alberto Costa. Está tudo dito!
P.S. Com tanta gente «elegante e sensata» a mandar na Justiça, aliás, bem secundada por quem tenta iludir os portugueses, o PGR não escondeu a ânsia de conseguir transformar o "segredo de Justiça" numa nova versão de "segredo de Estado". É o velho sonho de uma Lei da Rolha para os jornalistas.
sábado, fevereiro 19, 2011
Manchete, boa notícia ou mais um truque?
A redução do défice, anunciada na manchete do semanário Expresso, até pode ser uma boa notícia, a confirmar-se que a despesa pública está sob controlo, pelo menos durante o mês de Janeiro. Todavia, a avaliar pela evolução dos juros que o país tem de pagar para obter financiamento externo, o mais provável é que os números divulgados não passem de mais um truque. De facto, não é por o governo ser liderado por José Sócrates que este tipo de anúncios são credíveis e consistentes. Muito pelo contrário, basta atentar no que afirmou, com toda a propriedade, Soares dos Santos, líder do grupo Jerónimo Martins, um dia antes da publicação do Expresso:«Não vale a pena continuar a mentir. (...) Truques é com o Sócrates.».
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Pedro Passos Coelho sem erros
O líder do maior partido da oposição foi à "Grande Entrevista", de Judite de Sousa, para afirmar, entre outras declarações serenas e sensatas, que um serviço público de televisão que custa 300 milhões de euros por ano é um mau exemplo num país que vive em dificuldades. E mais. Com um toque de autoridade, que começa a assentar-lhe bem, deixou um sério aviso: «O Governo tem de se despachar».
P.S. A notícia da agência Reuters, que dá como certo o pedido de ajuda de Portugal ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI, em Abril, deu outra importância a uma entrevista oportuna.
P.S. A notícia da agência Reuters, que dá como certo o pedido de ajuda de Portugal ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI, em Abril, deu outra importância a uma entrevista oportuna.
Câmara de Lisboa: Uma vitória suada do MP
O Tribunal da Relação de Lisboa determinou que Carmona Rodrigues, os ex-vereadores da Câmara de Lisboa Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão e ainda Remédio Pires, dos serviços jurídicos da mesma autarquia, vão mesmo a julgamento. O recurso do Ministério Público acabou por ultrapassar uma decisão de primeira instância que, à data, ninguém conseguiu compreender. Finalmente, os cidadãos poderão compreender melhor a fantástica permuta de terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer com o grupo Bragaparques.
Cartão do eleitor: erro ou chapelada?
Depois da monumental barraca no dia das eleições presidenciais, que o governo arrumou inacreditavelmente com a demissão de um director-geral, surge agora a intenção de
extinguir o número de eleitor, substituindo-o pelo número de identificação civil. Na actual conjuntura, em que parece valer tudo para manter o poder, a intenção agora avançada deve merecer o maior escrutínio.
extinguir o número de eleitor, substituindo-o pelo número de identificação civil. Na actual conjuntura, em que parece valer tudo para manter o poder, a intenção agora avançada deve merecer o maior escrutínio.
Face Oculta: o poder e a Justiça
É mais um dos processos mediáticos que vão fazer correr rios de tinta, com 36 arguidos que vão a julgamento, depois da conclusão do debate instrutório. Com José Sócrates de fora, e com as célebres escutas com Armando Vara a bailar de um lado para o outro, ao ritmo de diversos despachos judiciais, a primeira conclusão é simples: Em Aveiro, como noutras comarcas do país, há magistrados que não têm medo do poder, nem tão pouco desta espécie de poder em funções. e que não se vendem em troca de mordomias, nem se amedrontam com escutas, vigilâncias e perseguições. Também na Justiça, o país divide-se em dois: por um lado, os que querem trabalhar com condições e dignidade; por outro, os que fazem de conta, sempre fortes com os fracos e fracos com os fortes.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Media: estado de alerta
Estamos a entrar na fase política propensa às últimas negociatas. Tal como aconteceu no passado, com a esquerda e a direita no poder, o fim de ciclo que se aproxima, a passos galopantes, exige um escrutínio ainda mais apertado em relação a todas as decisões governamentais.
Tráfico de armas:três décadas para investigar
Ricardo Sá Fernandes continua a insistir na necessidade de uma investigação da maior relevância para compreender a evolução da Democracia portuguesa: «Portugal era referenciado como o paraíso do tráfico de armas no princípio da década de oitenta».
Desemprego: novo máximo
A escalada alucinante do número de desempregados continua a fazer vítimas em Portugal.
No 4º trimestre de 2010, a taxa atingiu os 11,1%.
Mais um recorde para o que resta deste governo e do primeiro-ministro (ainda em funções).
P.S. Basílio Horta é um pândego. Então não é que o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que já foi do CDS/PP, tem dúvidas sobre se é bom para o país conhecer as análises do Banco de Portugal. Será que também é prejudicial que o INE revele os desgraçados números do desemprego?
O assalto ao BCP
O consulado da maioria socialista — a absoluta e a relativa —, ficará na história da democracia, seguramente por boas, mas sobretudo pelas más razões. Não é todos os dias que um ex-ministro das Finanças afirma que a «Caixa Geral de Depósitos financiou o assalto ao BCP, com luz verde do Governo e apadrinhada pelo Banco de Portugal, pela CMVM e pelo ministro das Finanças[Teixeira dos Santos».
"E la nave va", não é?
P.S. E a falta que faz, hoje, Vítor Constâncio...
Recessão e comunicação governamental
Mais uma vez, o primeiro-ministro utilizou a táctica habitual para tentar diminuir o impacto das más notícias sobre a economia e as finanças. Um par de dias antes do discurso de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, que confirmou que o país já está em recessão, José Sócrates desatou a fazer uma festa com o crescimento económico, beneficiando de um jornalismo acéfalo que se limita a papaguear os discursos governamentais (modelo da RTP).
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Francsico Louça: jogada de mestre
O líder do Bloco de Esquerda recuperou de uma só penada da derrota nas presidenciais. Ao apresentar a moção de censura, prestou um serviço ao país, clarificando a situação politicamente panatanosa que estava a asfixiar o debate público. E mais: encostou o PCP às cordas e conseguiu meter no mesmo saco o primeiro-ministro (Governo), Pedro Passos Coelho (PSD) e Paulo Portas (CDS/PP).
Agora, não há dúvidas relativamente a quem está a suportar a insuportável (des)governação socialista. E, a partir de agora, a oposição à direita do PS tem de comer e calar. Resta saber por quanto tempo.
P.S. O líder do maior partido da oposição tem de tirar consequências do tacitismo que está a liquidar a normal alternância democrática. Ao não liderar a oposição, como lhe compete, Pedro Passos Coelho foi obrigado a andar a reboque e a engolir (novamente) quem tanto tem criticado.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Crescimento económico: Mais do que copo meio cheio ou meio vazio
A revelação dos dados do INE relativos ao crescimento do PIB em 2010 fizeram regressar os truques de ilusionismo político do primeiro-ministro, que exultou com um crescimento de 1,4%. Aliás, não tarda nada, os cidadãos serão bombardeados com a a análise idiota do copo meio cheio ou meio vazio. Mas o que é realmente importante é sublinhar que o país não é viável com uma taxa de crescimento de 1,4%, tanto mais que o dinheiro que andamos a pedinchar por aí fora já ultrapassou os inimagináveis 8%.
Não será tempo de acabar com as meias verdades deste governo moribundo?
P.S. A contracção da economia no último trimestre de 2001 é um indicador preocupante. Para quem ainda tem dúvidas, basta uma rápida consulta das cotações bolsistas para perceber como é dramática a situação do país.
P.P.S. O choradinho oficial que anda por aí, a propósito dos recentes casos de idosos que morrem em casa, sozinhos e abandonados, é ultrajante, simplesmente ultrajante.
domingo, fevereiro 13, 2011
Democracia: ambiente pesado à portuguesa
Um dos maiores estrangulamentos da vida pública é a falta de renovação da classe política. Não faltam exemplos, desde Paulo Portas (CDS/PP), Alberto João Jardim (PSD Madeira), António Almeida Santos (PS), Carvalho da Silva (CGTP) e João Proença (UGT), entre muitos outros. Mas também não faltam ex-líderes que não saiem de cena, nem depois de serem dispensados por imposição constitucional e/ou vontade popular, como são os casos de Mários Soares e Jorge Sampaio (PS), Marques Mendes, Pedro Santana Lopes e Morais Sarmento (PSD), entre muitos outros. Afinal, e à falta de melhor, o espírito de missão e os sacrifícios da exposição pública não são assim tão pesados, pois não?
sábado, fevereiro 12, 2011
Quem tem medo do voto?
Uma estranha aliança surgiu: os fiéis de Sócrates, os inimigos de Pedro Passos Coelho e a corte do costume. Esta santa aliança, que no passado apenas tinham outras moscas com outros nomes, desataram a vociferar contra a moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda, esquecendo que o país não aguenta mais esta governação de ilusões e mais negociatas de Estado.
Uns não querem perder o poder e as benesses; outros têm medo que o poder caia nas mãos de quem já os conhece de ginjeira; por último, os parasitas do costume querem evitar quaisquer mudanças que os coloquem em risco.
Por tudo isto, a opção política de Francisco Louçã teve três vantagens: não agradou a esta espécie de PS; incomodou o tacitismo da nova liderança do PSD; e agitou o chiqueiro em que a estabilidade está transformada.
Chamem o Figo
Apesar de Rui Pedro Soares, João Carlos Silva e Américo Tomati já não poderem dar uma mãozinha, e da PT e do Taguspark terem sido obrigados a operações mais cuidadosas, a situação complicou-se para o primeiro-ministro. Quase que apetece ironizar: Será que vamos ter, em breve, mais um pequeno almoço entre José Sócrates e Luís Figo?
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Moção de censura: os primeiros efeitos
A conferência de imprensa de Francisco Assis, a seguir ao anúncio da moção de censura ao governo, é um sinal importante do estado de pânico dos socialistas. E, nestas ocasiões, a linguagem política é muito reveladora. O PS que "exige" já lá vai. Agora, o líder da bancada parlamentar do PS "pede" aos outros partidos uma resposta rápida quanto possível à iniciativa do Bloco de Esquerda.
Censura ao governo
José Sócrates teve a possibilidade de apresentar uma moção de confiança no Parlamento, de forma a renovar a legitimidade política. Perdeu uma oportunidade. E mais do que isso: revelou que o principal objectivo é manter o poder a todo o custo. Felizmente, o jogo democrático falou mais alto. O PCP ameaçou e o Bloco de Esquerda avançou: o governo vai ter uma moção de censura pela frente, no dia 9 de Março.
«Portugal não tem um governo, tem uma agência de publicidade»
É a declaração do dia, no Parlamento, de Paulo Portas. A resposta nervosa de José Sócrates é revelador de que a mudança já está em curso dos bastidores.
TMN: ao serviço de quem?
A operadora móvel da Portugal Telecom é o Estado dentro do Estado. Além do péssimo atendimento, só possível com o actual estado de (des)regulação, a recusa de fornecimento dos dados solicitados pelo tribunal de Aveiro, no âmbito do processo "Face Oculta", dizem tudo do momento que o país atravessa. Fora em qualquer país civilizado, as acções da PT teriam outro destino, ou seja dariam um tombo monumental. Isto sim, chama-se cidadania activa.
Governo aposta no ilusionismo
O país entrou outra vez numa vaga de ilusionismo. Apesar dos indicadores mais do que preocupantes e do dinheiro obtido nos mercados a taxas de juro incomportáveis. Com a aproximação das cada vez mais do que prováveis eleições antecipadas, o governo de José Sócrates lança mais uma vaga rosa para evitar ser corrido do poder. Mais uma vez, as receitas de 2005 e 2009 voltam em força. Agora, só é enganado quem quer.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Ana Benavente: a voz incómoda
Entre a apatia generalizada no seio dos militantes socialistas, ainda há vozes que se destacam de uma forma cristalina. Com ou sem razão, o último artigo de Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação de António Guterres é uma síntese lúcida e implacável da governação de José Sócrates. Ainda é possível acordar os socialistas?
domingo, fevereiro 06, 2011
Governação: A diferença entre presente e passado
A ideia que os portugueses e as empresas são subsidiodependentes já viu melhores dias. Basta andar nas ruas para perceber que a dependência do Estado é vista com bons olhos, desde que isso não pese nos bolsos de cada um. Ora, com o nível de défice e de endividamento a que chegámos, sem a contrapartida de mais e melhores serviços públicos, já todos perceberam que quem acaba por pagar a factura são os contribuintes. Pedro Passos Coelho já o percebeu; o primeiro-ministro continua agarrado ao século passado.
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