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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Moção de censura: os primeiros efeitos

A conferência de imprensa de Francisco Assis, a seguir ao anúncio da moção de censura ao governo, é um sinal importante do estado de pânico dos socialistas. E, nestas ocasiões, a linguagem política é muito reveladora. O PS que "exige" já lá vai. Agora, o líder da bancada parlamentar do PS "pede" aos outros partidos uma resposta rápida quanto possível à iniciativa do Bloco de Esquerda.

A luz ao fundo do túnel

Censura ao governo

José Sócrates teve a possibilidade de apresentar uma moção de confiança no Parlamento, de forma a renovar a legitimidade política. Perdeu uma oportunidade. E mais do que isso: revelou que o principal objectivo é manter o poder a todo o custo. Felizmente, o jogo democrático falou mais alto. O PCP ameaçou e o Bloco de Esquerda avançou: o governo vai ter uma moção de censura pela frente, no dia 9 de Março.

«Portugal não tem um governo, tem uma agência de publicidade»

É a declaração do dia, no Parlamento, de Paulo Portas. A resposta nervosa de José Sócrates é revelador de que a mudança já está em curso dos bastidores.

PGR tem responsabilidades por acção e omissão

Ana Gomes, in Conselho Superior da Antena 1

TMN: ao serviço de quem?

A operadora móvel da Portugal Telecom é o Estado dentro do Estado. Além do péssimo atendimento, só possível com o actual estado de (des)regulação, a recusa de fornecimento dos dados solicitados pelo tribunal de Aveiro, no âmbito do processo "Face Oculta", dizem tudo do momento que o país atravessa. Fora em qualquer país civilizado, as acções da PT teriam outro destino, ou seja dariam um tombo monumental. Isto sim, chama-se cidadania activa.

Governo aposta no ilusionismo

O país entrou outra vez numa vaga de ilusionismo. Apesar dos indicadores mais do que preocupantes e do dinheiro obtido nos mercados a taxas de juro incomportáveis. Com a aproximação das cada vez mais do que prováveis eleições antecipadas, o governo de José Sócrates lança mais uma vaga rosa para evitar ser corrido do poder. Mais uma vez, as receitas de 2005 e 2009 voltam em força. Agora, só é enganado quem quer.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Ana Benavente: a voz incómoda

Entre a apatia generalizada no seio dos militantes socialistas, ainda há vozes que se destacam de uma forma cristalina. Com ou sem razão, o último artigo de Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação de António Guterres é uma síntese lúcida e implacável da governação de José Sócrates. Ainda é possível acordar os socialistas?

domingo, fevereiro 06, 2011

Governação: A diferença entre presente e passado

A ideia que os portugueses e as empresas são subsidiodependentes já viu melhores dias. Basta andar nas ruas para perceber que a dependência do Estado é vista com bons olhos, desde que isso não pese nos bolsos de cada um. Ora, com o nível de défice e de endividamento a que chegámos, sem a contrapartida de mais e melhores serviços públicos, já todos perceberam que quem acaba por pagar a factura são os contribuintes. Pedro Passos Coelho já o percebeu; o primeiro-ministro continua agarrado ao século passado.

sábado, fevereiro 05, 2011

Comunistas marcam a agenda

A política portuguesa está a viver um momento decisivo. Como é habitual, os comunistas deram o pontapé de saída, marcando a agenda ao admitir avançar com uma moção de censura, o que deixaria o Bloco de Esquerda numa situação aflitiva. De igual modo, a direita seria quase obrigada a definir prioridades, tendo de optar por enfrentar eleições ou sustentar o governo de José Sócrates. Ora, se acrescentarmos uma pitada de Belém, q.b., num cenário europeu mais desanuviado, então é possível compreender que os próximos meses vão aquecer as hostes partidárias e os barómetros políticos.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

União Europeia: Agradecidos, reverendos e serviçais

Alemães e franceses esticaram a corda até ao limite de forma a impor aos países periféricos e endividados mais regras draconianas a propósito da capacidade de endividamento externo. Inexplicavelmente, José Sócrates sorriu. E até pareceu aliviado. Mas com quê? Será que é uma vitória condenar este país a andar com uma trela ao pescoço ainda mais curta?

Sporting: entre o descalabro financeiro e desportivo

O empate com a Naval é a gota de água.
Depois do pior presidente de sempre, cuja demissão foi o mínimo dos mínimos, só falta correr com esta espécie de treinador inventado por uma direcção do departamento de futebol que mais parece uma brincadeira. A propósito, o Costinha e o Couceiro ainda não se demitiram?

O PS cada vez mais chinês

Capoulas Santos está com um discurso cada vez mais chinês. Não, não é por causa do seu camarada Almeida Santos. O discurso pretensamente democrático de estimular candidaturas alternativas a José Sócrates, para engalanar o congresso do PS, é de uma ingenuidade tal que parece mais um negócio da China.

Sinais de recuperação ou ajuda europeia?

O abrandamento das taxas de juro é uma boa notícia para o país endividado, cujos governantes andam pelo mundo de mão estendida. Mas será que tal se ficou a dever a sinais de recuperação económica e às reformas estruturais prometidas, ou apenas se pode explicar pela aparente mudança de estratégia dos alemães em relação á União Europeia?

Adeus Mubarak

Hoje, sexta, dia 4 de Fevereuiro, pode ficar na história de África.

P.S. Esperemos que o presidente egípcio não escolha a zona da Expo para o exílio.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Remodelação em marcha

Nunca foi tão claro e tão cristalino que José Sócrates está a preparar uma profunda remodelação governamental. Jorge Lacão que o diga: ministro dos Assuntos Parlamentares...ainda.

Cavaco Silva: investigação de José António Cerejo

É mais um artigo surpreendente. Que levanta ainda mais dúvidas. O último esclarecimento presidencial é manifestamente insuficiente, o que é mau para o exercício de tão altas funções. Até à tomada de posse, Cavaco Silva ainda tem tempo para esclarecer os portugueses.

Portucale: um julgamento do regime

O caso Portucale é muito mais do que o processo judiciaol e os intervenientes que estão sentados no banco dos réus. É o espelho do funcionamento do regime, a teia das ligações entre a política e a banca e a consgração dos serviçais diligentes do costume.

Justiça ou paródia?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Redução de deputados: Ups!

À beira do congresso, a estratégia dos socialistas é capaz de dar para o torto após a aceitação imediata do PSD para avançar com uma das reformas mais necessárias e evidentes aos olhos da generalidade dos cidadãos.

P.S. A partir de agora, cada gesto, palavra ou atitude de Pedro Passos Coelho vão passar a ser escrutinados ao milímetro. Os apêndices cavaquistas, marcelistas, barrosistas, santanistas e todos os outros que são, ou já foram, seguidores de uma destas tendências, quando não de todas ao mesmo tempo, passaram a ter o tacho em risco.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Debate, diz ele

A democracia c'est moi?

Cavaco Silva veio a terreiro explicar o negócio da casa do Algarve. Fê-lo tarde, muito tarde, mas acabou por o fazer.
P.S. Mais de dez dias depois da vitória eleitoral, continua por conhecer o nome da tal agência de comunicação, entre outros, que Cavaco Silva acusou de orquestrar uma campanha de difamação e calúnias. Querem ver que é a mesma do e-mail? Ou será que não interessa nada?

PSP: mais uma baixa

Mais um cidadão morreu na sequência de uma perseguição policial, em condições extraordinárias. E das duas uma: ou a PSP está em pé de guerra com o ministro ou o ministro está em pé de guerra com todas as forças de segurança e afins.

Egipto: Um milhão de novas oportunidades

As ditaduras que esmagam os africanos, e enchem os bolsos de europeus e norte-americanos, estão em risco. Os manifestantes esperados no Cairo, hoje, estão a fazer história.
P.S. Ups! Querem ver que outros amigos africanos, que se passearam por Lisboa, com tapete vermelho estendido, também estão na calha?

Tarzan na selva

segunda-feira, janeiro 31, 2011

O super dilema da esquerda

Pedro Passos Coelho voltou a incendiar a esquerda, com mais uma declaração ponderada e serena. Ao afirmar que o Estado deve liquidar as empresas públicas com défices crónicos, desde que existam privados que garantam os serviços prestados por essas empresas, levantou-se o coro da esquerda, mais ou menos virgem, em protesto. Curiosamente, a generalidade dos comentários omitiu a segunda parte da declaração. Ainda assim, ninguém ainda ousou explicar como vai ser possível manter estes buracos monumentais, tão grandes como os custos injustificados de milhares de gestores públicos de topo, está claro, com salários multimilionários. Não terá chegado a hora da maioridade da esquerda, já sem problemas de virgindade? De parar de esgrimir argumentos de exigência para os privados e de exibir uma tolerância a roçar a bandalheira para o sector público? Não terá chegado o tempo de os obrigar a andar e a ver o que se pssa nas ruas? E de os ensinar a ser responsáveis e a trabalhar por um vencimento equilibrado?

P.S. Ainda há dias ouvi uma espécie de jornalista a dizer que o governo paga isto e não paga aquilo. Pois é, depois queixem-se...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

O ataque à cultura democrática

Tempos houve, em Portugal, que a palavra responsabilidade política tinha valor. De facto, houve políticos e governantes que perceberam que a nobreza do exercício de um cargo público tinha de ser entidada à luz dos mais elevados padrões de exigência. Vale isto a propósito do politicamente patético pedido de desculpa do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, na Assembleia da República (sem que esteja em causa a sinceridade de tal gesto), a propósito da bagunça no dia das eleições presidenciais. Não admira que, lentamente, a prática de irresponsabilização dos políticos e governantes, quais lapas agarradas ao poder e às suas mordomias, continue a fazer o seu caminho. Aliás, basta ouvir a penosa intervenção do primeiro-ministro, hoje, durante mais um debate quinzenal. Ninguém tem dúvidas sobre o entendimento que José Sócrates terá sobre estas matérias. O que ainda surpreende, ou talvez não, é o tipo de intervenção de Jorge Sampaio a defender o indefensável, a fazer lembrar o golpe de Estado constitucional de 2005, com a dissolução de uma maioria parlamentar.

O futuro do PS ou o PS sem futuro

A desastrosa governação de José Sócrates e o marasmo de ideias que criou à sua volta vão custar um elevado preço ao Partido Socialista. A primeira factura chegou nas presidenciais, com Manuel Alegre a ser estrondosamente derrotado. A única forma de evitar a segunda factura, que inevitavelmente conduzirá o partido a uma cura de oposição de muitos anos, é o partido acordar no próximo congresso de Abril, com alternativas que tragam credibilidade e projectos.

P.S. O exemplo de Zapatero diz tudo.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Carlos Silvino: Justiça em risco

As novas revelações de um dos condenados do processo "Casa Pia" e as posteriores declarações de Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, vão fazer correr rios de tinta, com teses e antíteses para todos os gostos.
Ainda que uma investigação judicial tenha outro valor que uma entrevista jornalística, e independentemente de se saber da verdade e/ou mentira das versões de Carlos Silvino, durante o inquérito, a audiência de julgamento ou agora, na entrevista à revista Focus, há duas conclusões inevitáveis: esta é a maior prova de fogo da PJ e do MP; e Carlos Silvino passou a ser uma espécie de bomba-relógio para a Justiça.