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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

sábado, fevereiro 05, 2011

Comunistas marcam a agenda

A política portuguesa está a viver um momento decisivo. Como é habitual, os comunistas deram o pontapé de saída, marcando a agenda ao admitir avançar com uma moção de censura, o que deixaria o Bloco de Esquerda numa situação aflitiva. De igual modo, a direita seria quase obrigada a definir prioridades, tendo de optar por enfrentar eleições ou sustentar o governo de José Sócrates. Ora, se acrescentarmos uma pitada de Belém, q.b., num cenário europeu mais desanuviado, então é possível compreender que os próximos meses vão aquecer as hostes partidárias e os barómetros políticos.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

União Europeia: Agradecidos, reverendos e serviçais

Alemães e franceses esticaram a corda até ao limite de forma a impor aos países periféricos e endividados mais regras draconianas a propósito da capacidade de endividamento externo. Inexplicavelmente, José Sócrates sorriu. E até pareceu aliviado. Mas com quê? Será que é uma vitória condenar este país a andar com uma trela ao pescoço ainda mais curta?

Sporting: entre o descalabro financeiro e desportivo

O empate com a Naval é a gota de água.
Depois do pior presidente de sempre, cuja demissão foi o mínimo dos mínimos, só falta correr com esta espécie de treinador inventado por uma direcção do departamento de futebol que mais parece uma brincadeira. A propósito, o Costinha e o Couceiro ainda não se demitiram?

O PS cada vez mais chinês

Capoulas Santos está com um discurso cada vez mais chinês. Não, não é por causa do seu camarada Almeida Santos. O discurso pretensamente democrático de estimular candidaturas alternativas a José Sócrates, para engalanar o congresso do PS, é de uma ingenuidade tal que parece mais um negócio da China.

Sinais de recuperação ou ajuda europeia?

O abrandamento das taxas de juro é uma boa notícia para o país endividado, cujos governantes andam pelo mundo de mão estendida. Mas será que tal se ficou a dever a sinais de recuperação económica e às reformas estruturais prometidas, ou apenas se pode explicar pela aparente mudança de estratégia dos alemães em relação á União Europeia?

Adeus Mubarak

Hoje, sexta, dia 4 de Fevereuiro, pode ficar na história de África.

P.S. Esperemos que o presidente egípcio não escolha a zona da Expo para o exílio.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Remodelação em marcha

Nunca foi tão claro e tão cristalino que José Sócrates está a preparar uma profunda remodelação governamental. Jorge Lacão que o diga: ministro dos Assuntos Parlamentares...ainda.

Cavaco Silva: investigação de José António Cerejo

É mais um artigo surpreendente. Que levanta ainda mais dúvidas. O último esclarecimento presidencial é manifestamente insuficiente, o que é mau para o exercício de tão altas funções. Até à tomada de posse, Cavaco Silva ainda tem tempo para esclarecer os portugueses.

Portucale: um julgamento do regime

O caso Portucale é muito mais do que o processo judiciaol e os intervenientes que estão sentados no banco dos réus. É o espelho do funcionamento do regime, a teia das ligações entre a política e a banca e a consgração dos serviçais diligentes do costume.

Justiça ou paródia?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Redução de deputados: Ups!

À beira do congresso, a estratégia dos socialistas é capaz de dar para o torto após a aceitação imediata do PSD para avançar com uma das reformas mais necessárias e evidentes aos olhos da generalidade dos cidadãos.

P.S. A partir de agora, cada gesto, palavra ou atitude de Pedro Passos Coelho vão passar a ser escrutinados ao milímetro. Os apêndices cavaquistas, marcelistas, barrosistas, santanistas e todos os outros que são, ou já foram, seguidores de uma destas tendências, quando não de todas ao mesmo tempo, passaram a ter o tacho em risco.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Debate, diz ele

A democracia c'est moi?

Cavaco Silva veio a terreiro explicar o negócio da casa do Algarve. Fê-lo tarde, muito tarde, mas acabou por o fazer.
P.S. Mais de dez dias depois da vitória eleitoral, continua por conhecer o nome da tal agência de comunicação, entre outros, que Cavaco Silva acusou de orquestrar uma campanha de difamação e calúnias. Querem ver que é a mesma do e-mail? Ou será que não interessa nada?

PSP: mais uma baixa

Mais um cidadão morreu na sequência de uma perseguição policial, em condições extraordinárias. E das duas uma: ou a PSP está em pé de guerra com o ministro ou o ministro está em pé de guerra com todas as forças de segurança e afins.

Egipto: Um milhão de novas oportunidades

As ditaduras que esmagam os africanos, e enchem os bolsos de europeus e norte-americanos, estão em risco. Os manifestantes esperados no Cairo, hoje, estão a fazer história.
P.S. Ups! Querem ver que outros amigos africanos, que se passearam por Lisboa, com tapete vermelho estendido, também estão na calha?

Tarzan na selva

segunda-feira, janeiro 31, 2011

O super dilema da esquerda

Pedro Passos Coelho voltou a incendiar a esquerda, com mais uma declaração ponderada e serena. Ao afirmar que o Estado deve liquidar as empresas públicas com défices crónicos, desde que existam privados que garantam os serviços prestados por essas empresas, levantou-se o coro da esquerda, mais ou menos virgem, em protesto. Curiosamente, a generalidade dos comentários omitiu a segunda parte da declaração. Ainda assim, ninguém ainda ousou explicar como vai ser possível manter estes buracos monumentais, tão grandes como os custos injustificados de milhares de gestores públicos de topo, está claro, com salários multimilionários. Não terá chegado a hora da maioridade da esquerda, já sem problemas de virgindade? De parar de esgrimir argumentos de exigência para os privados e de exibir uma tolerância a roçar a bandalheira para o sector público? Não terá chegado o tempo de os obrigar a andar e a ver o que se pssa nas ruas? E de os ensinar a ser responsáveis e a trabalhar por um vencimento equilibrado?

P.S. Ainda há dias ouvi uma espécie de jornalista a dizer que o governo paga isto e não paga aquilo. Pois é, depois queixem-se...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

O ataque à cultura democrática

Tempos houve, em Portugal, que a palavra responsabilidade política tinha valor. De facto, houve políticos e governantes que perceberam que a nobreza do exercício de um cargo público tinha de ser entidada à luz dos mais elevados padrões de exigência. Vale isto a propósito do politicamente patético pedido de desculpa do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, na Assembleia da República (sem que esteja em causa a sinceridade de tal gesto), a propósito da bagunça no dia das eleições presidenciais. Não admira que, lentamente, a prática de irresponsabilização dos políticos e governantes, quais lapas agarradas ao poder e às suas mordomias, continue a fazer o seu caminho. Aliás, basta ouvir a penosa intervenção do primeiro-ministro, hoje, durante mais um debate quinzenal. Ninguém tem dúvidas sobre o entendimento que José Sócrates terá sobre estas matérias. O que ainda surpreende, ou talvez não, é o tipo de intervenção de Jorge Sampaio a defender o indefensável, a fazer lembrar o golpe de Estado constitucional de 2005, com a dissolução de uma maioria parlamentar.

O futuro do PS ou o PS sem futuro

A desastrosa governação de José Sócrates e o marasmo de ideias que criou à sua volta vão custar um elevado preço ao Partido Socialista. A primeira factura chegou nas presidenciais, com Manuel Alegre a ser estrondosamente derrotado. A única forma de evitar a segunda factura, que inevitavelmente conduzirá o partido a uma cura de oposição de muitos anos, é o partido acordar no próximo congresso de Abril, com alternativas que tragam credibilidade e projectos.

P.S. O exemplo de Zapatero diz tudo.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Carlos Silvino: Justiça em risco

As novas revelações de um dos condenados do processo "Casa Pia" e as posteriores declarações de Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, vão fazer correr rios de tinta, com teses e antíteses para todos os gostos.
Ainda que uma investigação judicial tenha outro valor que uma entrevista jornalística, e independentemente de se saber da verdade e/ou mentira das versões de Carlos Silvino, durante o inquérito, a audiência de julgamento ou agora, na entrevista à revista Focus, há duas conclusões inevitáveis: esta é a maior prova de fogo da PJ e do MP; e Carlos Silvino passou a ser uma espécie de bomba-relógio para a Justiça.

Eleitores sem voto

O extraordinário pedido de desculpas do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, é um hino ao "Simplex". Talvez algum dia seja possível de conhecer o número de cidadãos que foram impedidos de votar.

Egipto: a nova oportunidade

Os ventos da revolta em África chegaram às portas de Hosni Mubarak.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Opinião de António Barreto: "O nó cego"

Uma reflexão profunda sobre o estado do país, que merece a maior atenção.

Os líderes que Portugal merece

A eleição dos máximos representantes da República sob o manto da suspeita não é uma novidade, nem aconteceu pela primeira vez com a reeleição de Aníbal Cavaco Silva. Em 2005 e 2009, os eleitores também deram o seu voto a José Sócrates, em circunstâncias bem semelhantes. Aliás, o extraordinário argumentário do discurso do presidente reeleito mais pareceu uma cópia das palavras do primeiro-ministro nas noites eleitorais das duas últimas eleições legislativas. O resultado está à vista. O regime democrático está cada vez mais pobre e a legitimidade da representação cada vez mais enfraquecida.
P.S. Não é o escrutínio dos candidatos que é indigno. O que é indigno é o comportamento de alguns candidatos e a falta de transparência na vida política. A campanha eleitoral das presidenciais de 2011 teve a extraordinária bondade de demonstrar por que razão alguns líderes continuam a tentar confundir verdadeiros casos de polícia com a legitimidade eleitoral, ou seja, como a Justiça está transformada, no essencial, num apêndice quase totalmente paralisado.

Abstenção: a maioria silenciosa

A eleição do presidente da República revelou um alheamento extraordinário dos portugueses. Os 53,37% de abstencionistas poderiam facilmente eleger um presidente da República, à primeira volta.
P.S. Com a taxa de votos brancos (4,26%) e nulos (1,93), a percentagem de portugueses que votaram é ainda mais baixa.

Fernando Nobre: a reserva de esperança

O resultado eleitoral do único candidato independente nas eleições presicenciais de 2011 é a confirmação de que existe um núcleo de eleitores que apostam em movimentos cívicos e numa polítca mais limpa, em que obviamente cabem todos os partidos políticos.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Por que voto Fernando Nobre

O meu voto vai para o candidato independente, com obra exemplar, que apostou em fazer valer o direito de cidadania. E por que não tem nada a esconder sobre licienciaturas fantasmas, aterros sanitários, casas em Lisboa e no Algarve, empreendimentos e terrenos em Alcochete, etc. Pela primeira vez, os portugueses podem votar num candidato que não está conluiado com o sistema político e partidário que nos conduziram ao actual estado de desastre. E, sobretudo, podem dar uma lição exemplar a quem julga que a táctica, as contradições e a miserável chantagem política da escolha do mal menor são suficientes para condicionar o voto, seja à esquerda ou à direita.