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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

sábado, novembro 06, 2010

A confirmação de eleições antecipadas

Os projectos de reestruturação da RTP e da Lusa costumam ocorrer em tempos agitados da governação ou prenunciar eleições antecipadas. Não é de estranhar que, agora, e apesar do caos nas finanças públicas, o governo comece a preparar «soluções de agregação» entre a RTP e a Lusa. Em época de passadeira vermelha ao presidente chinês Hu Jintao (com o prémio Nobel, Liu Xiaobo, metido no bolso) só falta mesmo estudar novas sinergias com a Xinhua.
P.S. Quanto vale a participação na Lusa das 8 empresas privadas da comunicação social ?

O dinheiro sem cor

A trajectória do BCP não poderia impressionar mais. Da escalada das montanhas para estar mais perto de Deus, até à pintura dos picos de Huangshan para adorar a natureza. Em suma: «Maior banco chinês negoceia compra de dez por cento do BCP».

Pedrada no charco da governação

quinta-feira, novembro 04, 2010

Mercado de olhos em bico

Carlos Monjardino regressou à ribalta, através da SIC Notícias.
Eis a grande dúvida para começar a tirar a limpo, a partir de amanhã, na Bolsa de Valores: grupo BANIF, grupo BCP ou grupo MONTEPIO?

À beira do precipício

«A falta de credibilidade do primeiro-ministro está custar ao país milhões e milhões de euros por dia».

Juros da dívida a subir (4)

A fasquia da taxa de juro das obrigações a 10 anos já ultrapassou o máximo histórico, atingindo os 6,554%. A cada declaração governamental, insistindo em negar a evidência, os mercados respondem com uma nova subida.

Juros da dívida a subir (3)

A fasquia da taxa de juro das obrigações a 10 anos está nos 6,4%. Ao fim de oito sessões consecutivas a subir, aproximando-se do máximo histórico, a corte do costume começou a lançar uma fortíssima campanha, tentando justificar o comportamento dos mercados com a tensão entre o Governo e o PSD. Qual será o próximo passo: apelar à suspensão da Democracia?

quarta-feira, novembro 03, 2010

Anekdiegetos governantes

Os elogios do primeiro-ministro a Manuela Ferreira Leite resumem na perfeição a governação socialista.
P.S. Não assisti ao discurso de Augusto Santos Silva. Pelos relatos já divulgados, parece que perdi mais um grande momento.

Yes, they can

Barack Obama teve uma derrota desastrosa. Mereceu-a voto por voto, tal como mereceu a vitória há dois anos.

Um momento de glória

A intervenção da ex-líder do PSD foi um raro momento de coerência na política portuguesa, um tributo a quem falou verdade aos portugueses e perdeu as eleições em 2009. A credibilidade é uma coisa, as opções políticas são outra. O resto é a ilusão, a mentira e o aventureirismo.

O discurso mais esperado

Manuela Ferreira Leite intervém no Parlamento.

Errata de 830 milhões

Pode ser o pretexto necessário e suficiente para José Sócrates apresentar o bode expiatório para a crise abissal do país. A gelada reacção da bancada parlamentar do PS ao discurso de Fernando Teixeira dos Santos está explicada.
P.S. Vieira da Silva, ao melhor jeito ilusionista de José Sócrates, acaba de fazer o discurso mais vazio que algum ministro da Economia alguma vez proferiu no Parlamento.

Juros da dívida a subir (2)

Repitam 6,33%. É quanto o Estado português está a pagar quando pede dinheiro emprestado. Apesar da garantia da viabilização do Orçamento de Estado para 2011.

terça-feira, novembro 02, 2010

"Sócrates vai passar pela vergonha de ser demitido"

A afirmação do deputado José Pedro Aguiar Branco marcou o primeiro dia do debate do Orçamento de Estado para 2011. Curiosamente, o deputado social democrata não disse qual seria o presidente da República a fazê-lo.

Nem dignidade nem limites

As intervenções do primeiro-ministro de Portugal no debate sobre o Orçamento de Estado de 2011 envergonham o país. Em qualquer país civilizado, e já que do presidente da República em exercício apenas se pode esperar o calculismo para garantir a reeleição, esta triste performance não ficaria sem uma pronta e clara resposta dos cidadãos. Sim, uma resposta nas ruas, como noutros países europeus.

P.S. O seguidismo dos deputados da primeira fila da bancada parlamentar socialista, sem esquecer o silêncio dos restantes, será recordado numa eventual e próxima noite das facas longas no PS.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Juros da dívida a subir

Os juros para comprar dívida portuguesa a 10 anos inverteram a tendência e já ultrapassam os seis por cento. A manter-se a tendência, apesar do orçamento no papo, vai ser interessante assistir à explicação da corte do costume para disfarçar o indisfarçável: os mercados perderam a confiança no governo de José Sócrates.

Abono para que te quero

É uma dia significativo. Entra em vigor, hoje, conforme tem sido amplamente assinalado na comunicação social, um dos cortes mais miseráveis em relação às famílias. O abono de família, conforme sempre foi concebido, designadamente pela esquerda, acabou sem apelo nem agravo. Eis mais uma "medalha" para quem enche a boca com a defesa do Estado Social.

domingo, outubro 31, 2010

Mensalão ganhou

Apesar do envolvimento no maior escândalo de corrupção no Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu eleger mais um presidente: Dilma Rousseff.
Eis um resultado que deve passar a ocupar os estudiosos da sociologia e da ciência política, quiçá, todos os candidatos a assumirem a alternância.

Aviso à navegação

Enquanto a corte do costume rejubila, com mais um par de meses de crédito garantido, fica o aviso do líder do maior partido da oposição para mais tarde recordar: «Sabendo agora que o caminho em Portugal será estreito e que o pior está ainda para vir (...)».

Balão de oxigénio na Justiça

A reunião magna dos juízes foi adiada. O adiamento é mais uma oportunidade para a pacificação na Justiça, uma espécie de balão de oxigénio no preciso momento em que é anunciada a saída do secretário de Estado da Justiça, João Correia.

sábado, outubro 30, 2010

De olhos postos na Justiça

Os juízes reúnem para decidirem se aderem à greve geral do próximo dia 24. Nunca a acção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses foi tão coerente e decisiva.

Um país "novo"

A viabilização do Orçamento de Estado para 2011 está garantida. A partir de agora, o governo tem tolerância zero.
P.S. Resta saber se também continua a contar com o "bom senso" da corte do costume que nos levou até ao actual abismo.

Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação

Aqui fica o link, via Micael Sousa

sexta-feira, outubro 29, 2010

Maldita coincidência

Um dia de chuva forte e aí estão as inundações. Obviamente, ninguém é responsável por diversas situações que se arrastam ao longo de muitos e muitos anos. Ou melhor, a culpa é de mais uma coincidência. Quem o afirmou? Manuel Brito, vereador da Protecção Civil na Câmara de Lisboa.
P.S. De António Costa, presidente da Cãmara de Lisboa, não há sinal. Porventura, está a tratar da terceira travessia do Tejo ou do que resta dos contentores de Alcântara, quiçá, de convencer mais uma empresa pública a gastar centenas de milhares de euros numa ciclovia.

O preço da aventura

Um dia depois de chegar a Bruxelas, para mais um Conselho Europeu, José Sócrates meteu a fanfarronice no bolso. E mudou de estratégia, apesar de continuar por esse mundo fora de mão estendida. O desespero é tal que José Sócrates já não olha a nada para garantir uns trocados que lhe permitam manter a governação à tona. Depois do venezuelano Chávez, chegou a vez de outra referência "democrata", a China, ser chamada a salvar o país. Só falta mesmo convocar os ditadores e assassinos que se passearam por cá, na célebre e triste Cimeira União Europeia/África em Novembro de 2007.

Uma questão de independência

Quem acompanha a realidade das negociações a propósito da viabilização do Orçamento de Estado para 2011 pode ser induzido a pensar que a governação de Portugal é partilhada entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho. Mas quem se der ao trabalho de ler o que diz a imprensa estrangeira fica, seguramente, com outra ideia: o actual impasse resulta do falhanço do governo.