A notícia tem que ser lida duas vezes: "PSD questiona Sócrates sobre cerca de 150 mil euros gastos pela Anacom num jantar". À primeira, parece chocante; à segunda, tudo pode parecer diferente. Se calhar, a exemplo de outros gastos sumptuários do governo em anúncios, consultores e cerimónias pomposas, um jantar de 150 mil euros até nem é muito dinheiro. Afinal, os convivas comeram, não foi?
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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher
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sexta-feira, outubro 08, 2010
PM vai citar o SOL?
"Partidos já preparam eleições em Maio" é a manchete do SOL. Será que a vitimização do primeiro-ministro vai chegar ao ponto de, como não quer a coisa, citar o semanário dirigido por José António Saraiva?
Romper com o passado
Muito do desprestígio do PSD, entre o eleitorado, decorre da atitude leviana e simplista dos seus anteriores líderes que, em nome de um suposto "interesse nacional", viabilizaram sucessivos orçamentos socialistas caracterizados pela irresponsabilidade, despesismo e eleitoralismo. O resultado está à vista, e, agora, não podem alijar a respectiva quota de responsabilidade. A actual ruptura com esta prática, assumida por Pedro Passos Coelho, faz parte de uma mudança que há muito é reclamada em Portugal: o fim do bloco central dos interesses.
Greve geral
A situação chegou a um tal ponto que até a UGT, de João Proença, aceitou estar lado a lado de Carvalho da Silva, da CGTP, na próxima greve geral de 24 de Novembro. O país retrocede assim mais de 22 anos. Esta espécie de esquerda no poder vai ser responsável pela colocação da direita no poder e por muitos anos. Tal e qual como aconteceu com o cavaquismo, que permitiu a governação socialista que nos conduziu ao actual abismo.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Credibilidade internacional de rastos
O rocambolesco episódio do chumbo de magistrados portugueses é revelador da falta de credibilidade internacional do país e da Justiça portuguesa. Eis mais um caso que permite avaliar a governação desta espécie de PS, depois do caso Lopes da Mota, do caso Mário Gomes Dias, do caso da demissão dos procuradores do caso Freeport, etc.
P.S. Manuel Alegre insurgiu-se contra as medidas de austeridade anunciadas por José Sócrates. Táctica? Estratégia? Oportunismo? Convicção? Traição? O ZigZag é de tal forma descarado que até confunde.
P.S. Manuel Alegre insurgiu-se contra as medidas de austeridade anunciadas por José Sócrates. Táctica? Estratégia? Oportunismo? Convicção? Traição? O ZigZag é de tal forma descarado que até confunde.
Um líder diferente
Apesar de todas as pressões possíveis e imaginárias, Pedro Passos Coelho está a revelar estofo de líder, mantendo a promessa e a palavra dada aos portugueses em tempo últil, em como não aprovará um orçamento com aumento de impostos.
quarta-feira, outubro 06, 2010
O que realmente importa
«Um homem com convicções que vive de acordo com elas e que não tem medo, é uma força da natureza, é um farol».
Ricardo Sá Fernandes
«Eu acho que ele tinha medo, acho que tinha medo, porque quem não tem medo não tem coragem».
Fernando Araújo
Debate - Saldanha Sanches from Emanuel Santos on Vimeo.
terça-feira, outubro 05, 2010
5 de Outubro
Os mesmos discursos.
O blá-blá-blá do costume.
E os actores de sempre, rodeados de pompa e circunstância.
P.S. Fernando Nobre, um dos candidatos presidenciais, foi o único a recordar que as palavras, leva-as o vento. Afinal, a responsabilidade e ética repúblicana também deviam ser assumidas antes dos dias de crise.
domingo, outubro 03, 2010
sexta-feira, outubro 01, 2010
Preço certo
Quanto custou ao país o último orçamento antes de eleições legislativas?
Quanto custou ao país o braço-de-ferro que o primeiro-ministro inventou a propósito das agências de rating?
Quanto custou ao país o delírio optimista de quem do alto da maior irresponsabilidade julgou ser possível enganar os portugueses e os mercados com tiradas fantasiosas?
Só falta a esquerda, ou o que ainda resta dela, tocar a reunir em torno de José Sócrates. Francamente, há limites para a cegueira mesmo para quem é verdadeiramente de esquerda.
P.S. O primeiro-ministro, em entrevista à RTP, disse que é preciso ter coragem para tomar medidas tão duras. Seguramente, muito mais coragem têm de ter os portugueses para pagar a factura e para aturar estas encenações. Aliás, e apertos de coração à parte, há um certo lixo marketeiro que nem merece uma palavra de comentário.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Sócrates de fora
É triste o espectáculo de quem fala muito em servir o país, mas tem pouco para demonstrar que o serviu com verdade e lisura. No debate quinzenal, José Sócrates bem pode tentar vestir a pele de Estado, mas já todos os portugueses perceberam que já não pode continuar a liderar o Estado. As eleições antecipadas são uma inevitabilidade. Foi pena que José Sócrates não tenha tido a grandeza de sair antes de levar o país à actual situação de humilhação internacional e de assalto aos bolsos dos contribuintes.
O desastre anunciado
O primeiro-ministro que anunciou recentemente que o Portugal era o campeão do crescimento é o mesmo primeiro-ministro que tem de anunciar novas medidas draconianas para evitar que o país caia no abismo que tem ajudado a criar com a política aventureira, incompetente e arrogante.
domingo, setembro 26, 2010
Justiça Fiscal
A fiscalidade não tem que ser um tema denso e impenetrável. A prova é a edição de "Justiça Fiscal", de José Luís Saldanha Sanches. Palavras reflectidas e simples que merecem ser lidas e relidas.
P.S. A edição é impecável. Estão de parabéns a Fundação Francisco Manuel dos Santos e Relógio d'Água Editores.
sexta-feira, setembro 24, 2010
A dimensão da corte do costume
João Duque, um dos mais credíveis comentadores de assunto económicos, revelou, na SIC, a dimensão da corte que vive à custa do Estado. De sublinhar dois exemplos gritantes: mais de 13 mil instituições dependen do Estado; e mais de 600 fundações beneficiam de todo o tipo de isenções. Com estes números, talvez seja mais fácil compreender a influência asfixiante da corte do costume, bem como a dimensão da mistificação em curso que tenta a todo o custo repartir a responsabilidade do actual estado do país entre José Sócrates e o líder do maior partido da oposição.
Começou a fuga de Sócrates
A declaração do primeiro-ministro, em Nova Iorque, para anunciar a intenção de apresentar a demissão no caso do Orçamento de Estado para 2011 não ser aprovado, é duplamente infeliz. Por um lado, é a constatação da fuga às responsabilidades; por outro, parece esquecer que o governo pode ser obrigado a ficar em funções durante longos meses. Afinal, não teria tudo sido mais simples se a clarificação tivesse ocorrido antes de 9 de Setembro?
quinta-feira, setembro 23, 2010
Falta de sentido de responsabilidade
Enquanto no parlamento os deputados discutiam as finanças públicas, num debate da maior importância, o primeiro-ministro voava para Nova Iorque. Vem aí mais uma subida de impostos, não é?
O primeiro-ministro vai falar
Paulo Portas já deve estar à espera que o telefone toque: — O primeiro-ministro vai falar! Depois de Pedro Passos Coelho ter colocado José Sócrates no devido lugar, obrigando-o a apresentar um Orçamento de Estado credível e rigoroso, de acordo com as duas exigências que o PSD manifestou frontal, responsável e atempadamente. O que será que poderia haver para negociar? Mais um truque?
FMI muito mais perto
Quando o ex-presidente da República, Mário Soares, vem a terreiro dizer que a entrada do FMI em Portugal não é uma tragédia, então estamos realmente face à iminente intervenção do FMI para obrigar José Sócrates a meter as contas públicas em ordem.
quarta-feira, setembro 22, 2010
Paulo Bento: prémio merecido
A selecção nacional de futebol necessita mais de um treinador sério do que competente. A escolha de Paulo Bento é uma decisão acertada. Pode não ser o melhor treinador do mundo, mas será, seguramente, um treinador dedicado.
terça-feira, setembro 21, 2010
Demitam-se
Laurentino Dias e Luís Horta não têm quaisquer condições para permanecer nos respectivos cargos depois de Carlos Queiroz ter apresentado uma queixa-crime por indícios de fraude processual.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Bem-vindo Manuel Maria Carrilho
Manuel Maria Carrilho foi corrido por pensar e escrever com liberdade. É claro que a corte do costume vai apresentar mil e uma maneiras de justificar o afastamento da UNESCO. E até é capaz de insinuar que o silêncio é devido por quem ocupa tão altas funções. Enfim, o rosário triste a que temos assistido. O que conta, é o pensamento e a obra. Por isso, aqui fica a referência ao último livro: "E agora?".
domingo, setembro 19, 2010
A velha fórmula do medo
Depois do papão comunista, encenado por Mário Soares e António Guterres, chegou a vez de José Sócrates regressar à formula do fantasma neoliberal, como se algum dia tivesse recusado a companhia dos novos e velhos donos do capital.. Entretanto, o país afunda, cada vez mais, arrastando o regime democrático para o abismo.
sexta-feira, setembro 17, 2010
TIAC de pé
Luís de Sousa e Paulo Morais estão de parabéns. Conseguiram erguer a TIAC ( Transparência e Integridade Associação Cívica), cuja cerimónia de constituição decorreu no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa. O feito tem um significado especial, tanto mais que surge no momento em que o poder político manifesta ausência de vontade política para enfrentar o fenómeno da corrupção e a liderança do Ministério Público atravessa a maior crise dos últimos 30 anos.
E agora, segue-se o pânico
Depois de todas as promessas, mentirolas, truques, cafés da manhã e cerimónias pomposas à tarde, acompanhadas de um esbanjamento extraordinário, eis a realidade a surgir em todo o esplendor.
P.S. O site do SOL está com mais brilho.
O requinte do sofisma
A corte do costume tem multiplicado esforços para convencer os papalvos que vem aí o caos se não houver acordo entre o PS e o PSD para fazer aprovar o Orçamento de Estado para 2011. Curiosamente, esquecem que há outros partidos à esquerda do PS. E mais, até esquecem que, se o Orçamento for chumbado, o país não está condenado a viver em regime de duodécimos, pois o governo pode apresentar um novo orçamento. Se não passar à primeira pode sempre passar à segunda. Qual é o drama!? O governo até tem um seguro de vida por mais seis meses.
quarta-feira, setembro 15, 2010
SAÚDE À PORTUGUESA
Ana Jorge disse que o «Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda não está como gostaria, mas lembrou que está cada vez mais forte». Não está como gostaria? Mais forte? Há quantos anos é que os portugueses ouvem estas tretas? Na realidade, os fornecedores ficam a arder anos a fio, os privados ganham cada vez mais espaço, à custa dos contribuintes, e os doentes do serviço público continuam a esperar meses por uma cirurgia ou por uma consulta. Mas há que manter a fé. Aliás, à boa maneira portuguesa, uma cunha tendencialmente partidária ainda tem muito valor no SNS, não é?
A receita do costume
A falta de imaginação desta espécie de PS dá sempre em insulto ou em mentirola. Mais uma! A reacção de Francisco Assis ao anúncio do projecto de revisão constitucional do PSD é disso um flagrante exemplo. Tenta-se esconder que este é o governo que mais tem atacado o Estado Social, acusando o adversário de ter a intenção de... atacar o Estado Social.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Pedro Passos Coelho a falar claro
As declarações de Pedro Passos Coelho, à SIC, revelam que o líder do maior partido da Oposição está cada vez mais seguro e com força para resistir às pressões de dentro e fora do PSD. De facto, já basta de ilusionismo político e desprezo pelas promessas feitas aos portugueses. Quem não consegue cumprir o que prometeu em Portugal e em Bruxelas não tem credibilidade. E se não tem credibilidade não pode continuar a governar, como muito bem sublinhou Pedro Passos Coelho.
P.S. Apesar de estar cada vez mais dependente do humor de José Sócrates, até Alberto João Jardim é capaz de compreender que o líder do PSD tem razão.
domingo, setembro 12, 2010
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