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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher
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quinta-feira, julho 22, 2010
Ricardo Salgado em directo
A não perder a entrevista do presidente do BES ao Jornal de Negócios. Sem stress.
quarta-feira, julho 21, 2010
Carioca também sofre
Ouvi a entrevista de Chico Buarque a Carlos Vaz Marques, com interesse e até ao último segundo. E fiquei estupefacto com a ausência de uma pergunta ou de qualquer referência ao encontro entre o cantor brasileiro e José Sócrates, que ocorreu no passado dia 28 de Maio. De facto, a TSF já viveu dias melhores, sobretudo com mais respeito pela sua história e pelos seus ouvintes de sempre. Mesmo assim, quem poderia imaginar que a rádio, que até vai ao fim do mundo para dar notícias, seria capaz de falar com Chico Buarque e ignorar uma das mentirolas mais tristemente famosas do gabinete do primeiro-ministro?
P.S. Será que a entrevista foi a pedido de Chico Buarque?
Adenda - 06/08/2010 - Sou tão entusiasticamente fã do "Pessoal e ... Transmissível" que achei inconcebível a reposição de uma entrevista com mais de quatro anos com Chico Buarque, sobretudo depois da recente polémica em que o músico brasileiro foi envolvido por causa de José Sócrates. Fica o pedido de desculpa a Carlos Vaz Marques, cujo trabalho deveria ser merecedor de uma programação mais actual, tipo "Governo Sombra", que não induzisse o ouvinte em erro.
SCUT'S: o seu a seu dono
À última hora, o PSD corrigiu a estratégia, deixando a governação para o governo que foi eleito em 2009. Vai ser interessante assistir ao pagamento das portagens nas três SCUT's do Norte. Ou será que a cobrança vai ser uma medida tipo cheque-bébé? Anuncia-se e depois a aplicação fica para as calendas...
Filme simples com toque de génio
"Escritor fantasma" marca o regresso de Roman Polanski. Uma obra simples e honesta, que caracteriza magistralmente o poder em democracia, o legítimo e o ilegítimo, em que não falta a referência subtil aos que teimam em varrer o lixo contra o vento da história.
terça-feira, julho 20, 2010
Revisão constitucional: PSD começa a ganhar
A iniciativa de apresentar uma proposta de revisão constitucional já deu meia vitória ao PSD. A reacção dos velhos do restelo do regime é a prova que a proposta é válida e tocou em eixos principais do texto fundamental. Há demasiados anos que os mesmos de sempre insistem na letra morta e na falsa aparência. Chegou a hora de mostrar a dimensão da falência do SNS, o falhanço do sistema de Educação, a vida dos recibos verdes e o caos na Justiça. Venha o debate!
segunda-feira, julho 19, 2010
sábado, julho 17, 2010
PM dessacralizado
A iniciativa política de Paulo Portas resultou. O líder do CDS/PP conseguiu retomar a agenda política após ter sido relegado para um plano secundário pelo tango entre os líderes do PS e do PSD. Ao interpretar o sentimento do cidadão comum, sugerindo a Sócrates para pedir para sair, Portas dessacralizou o primeiro-ministro, obrigando-o a uma (previsível) reacção típica de quem se agarra à cadeira do poder com todas as forças.
sexta-feira, julho 16, 2010
Até parece impossível
É uma proeza de monta, sim senhor. Pretender elogiar o primeiro-ministro e criticar o governo que lidera ao mesmo tempo. Será chuva, será vento? Vento não é certamente, e a chuva não bate assim.
quinta-feira, julho 15, 2010
Paulo Portas: estocada final em Sócrates
Paulo Portas, com a intuição política que o caracteriza, conseguiu traduzir o sentimento generalizado em relação ao governo socialista. Ao pedir ao primeiro-ministro para demitir-se, liquidou qualquer espécie de hipótese de sobrevivência do governo de José Sócrates. De igual forma, ao propor uma grande coligação fez um enorme favor a Pedro Passos Coelho, permitindo ao PSD reafirmar o óbvio: só será alternância quando o povo o eleger.
Debate Estado da Nação: Um dia triste
José Sócrates falhou num debate decisivo para inverter a desconfiança generalizada e crescente no governo que lidera. A intervenção que realizou, face a deputados estupefactos, foi qualificada de uma forma brilhante e sintética por António Filipe: um insulto a todos os que sentem no dia-a-dia a crise acentuda por mais de cinco anos de governação marcada pelo ilusionismo, aventureirismo e incompetência.
P.S. Invocar dados de anos anteriores para tentar passar a imagem que o país está menos pobre é tocar o limite da inteligência e revela o desespero de quem já não sabe o que fazer para ultrapassar a situação que ajudou a criar.
O início da nova ficção
Um aumento insignificante da taxa de crescimento da economia foi empolado até a exaustão antes do início do Estado da Nação. Ainda que sem a coragem de afirmar que o país não tem futuro com uma taxa de crescimento inferior a 1%, o governo prepara o arranque da última peça de ficção para tentar deviar as atenções da desastrosa governação dos últimos cinco anos. Sem resultados para apresentar, e depois de desperdiçar uma maioria absoluta para fazer as reformas estruturais essenciais para a modernização, José Sócrates tenta esconder-se atrás da crise internacional. No último acto da governação socialista, fica a imagem do desespero político.
A consciência de Mota Amaral
Quando um presidente de uma comissão parlamentar tem necessidade de afirmar que está de consciência tranquila em relação ao seu trabalho, então estamos noutra dimensão da actividade parlamentar. Sem comentários.
quarta-feira, julho 14, 2010
À menor distracção...
Portugal vira motivo de galhofa dentro e fora de portas. Por cá, os cortes absolutamente necessários na Cultura passaram a ser dispensáveis. Lá por fora, o Finantial Times, que chamou estupidez colonialista ao chumbo do negócio da PT (o da Telefónica, não confundir com o assalto à TVI), fez as delícias dos seus leitores com uma entrevista delirante do primeiro-ministro, José Sócrates.
terça-feira, julho 13, 2010
Sem medo das palavras
Hernâni Lopes fez uma intervenção, nas jornadas parlamentares do PSD, que ficará na história do debate político. É uma peça essencial para conhecer melhor quem (ainda) nos governa. O tempo do ilusionismo político acabou.
P.S. A agência Moddy's baixou o rating português em dois níveis, de A1 para Aa2.
segunda-feira, julho 12, 2010
Jorge Barreto Xavier: exemplo para a Administração
O director-geral das Artes bateu com a porta, aliás como o seu antecessor Orlando Farinha. A forma como a ministra da Cultura reagiu à demissão prova o desnorte do governo e, sobretudo, que ser músico (pianista) não é uma garantia de qualidade para um governante.
Polvo à distância
A minha equipa favorita chegou à final, mas não não ganhou. A vitória de Espanha valeu pela forma como a Rainha Sofia desceu aos balneários (sem obrigar os jogadores a vestir a rigor) e pelo beijo de Iker Casillas a Sara Carbonero.
P.S. Confesso que o irritante polvo Paul já me tinha vencido noutros palpites! Quanto ao periquito, ao jacaré e ao macaco deixo outros comentários para os especialistas.
P.S. Confesso que o irritante polvo Paul já me tinha vencido noutros palpites! Quanto ao periquito, ao jacaré e ao macaco deixo outros comentários para os especialistas.
domingo, julho 11, 2010
Indigências do Mundial 2010
Nem no dia da grande final (que a Holanda vai ganhar), não há por aí uma vuvuzela que desperte os acéfalos que nos massacram com as aventuras do polvo Paul?
Pedro Passos Coelho: caminho com autoridade
A reacção do PSD às últimas desvairadas declarações dos socialistas, a propósito das posições públicas de Pedro Passos Coelho sobre as acções douradas da PT, revelam a consistência da estratégia social-democrata. Ao meter na ordem os socialistas, primeiro-ministro e apensos incluídos, o líder do PSD passou uma imagem de autoridade natural sobre a situação política. Vai ser interessante assistir aos novos desenvolvimentos. E é caso para dizer: Não se afobe, não. Que nada é pra já.
sábado, julho 10, 2010
E jantam, jantam, jantam
O jantar de José Sócrates e Paulo Portas, em casa de Basílio Horta, um dos cortesãos do regime, é uma das manchetes do Expresso. Quem assiste aos debates parlamentares, em que a troca de insultos entre o primeiro--ministro e o líder do CDS/PP chega ao nível pessoal, fica com uma ideia, ainda que pálida, do teatro em que a política está transformada.
sexta-feira, julho 09, 2010
António Mendonça: O ministro deslizante
O ministro ministro das Obras Públicas entende que «mais valia dar um carro a cada passageiro, do que manter o modelo em que estava a funcionar a Linha do Tua». Porventura, e de acordo com o mesmo raciocínio deslizante, também ficaria mais barato dar um carro a cada passageiro, do que construir o TGV.
Constituição: passar da farsa à realidade
Não basta dizer que os portugueses têm direito à Saúde porque está consagrado na Constituição. A verdade é que os portugueses morrem em listas de espera ou sofrem por causa de todo o tipo de ineficências e erros grosseiros.
Muitos outros exemplos poderiam ser apontados, comprovando a letra morta em que o poder político transformou a Constituição da República. É necessário dar credibilidade ao regime e ao texto fundamental. O resto é paleio, paleio barato de candidato ou de político habituado à impunidade de décadas de promessas políticas.
quinta-feira, julho 08, 2010
Viagens sem Sol
P.S. A intervenção do ministro da Economia é esperada a qualquer momento, quiçá antes da queda do governo.
quarta-feira, julho 07, 2010
Desaparecido também é VIP?
Não tarda nada, vai começar o desfile acéfalo dos inquéritos sobre as férias dos VIP's. Será que este ano Dias Loureiro vai escapar a tão tremenda provação?
MP em alta velocidade
Tradicionalmente, a Justiça não mete pé em ramo verde quando está em causa o poder Executivo ou a Segurança Interna. Basta ver o histórico das últimas décadas. E observar a última extraordinária proeza da acusação ao motorista do carro do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, envolvido num acidente em Novembro de 2009 no centro de Lisboa. É caso para dizer: «A viatura circulava em grande excesso de velocidade porque era o comitente, isto é, o juiz conselheiro Mário Mendes, e não o motorista, que necessitava de estar na tomada de posse dos governadores civis», como muito bem sublinhou Manuel João Ramos, presidente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), assistente no processo.
Artistas e pândegos
Neste período, o debate político está cada vez mais divertido e fresco. A declaração de Daniel Proença de Carvalho, à Rádio Renascença, merece uma citação por estar ao nível da criatividade dos artistas e pândegos do regime. Aparentemente, os (novos) estadistas são os políticos que correm riscos, nomeadamente em período eleitoral. Eis um notável contributo para explicar o estado a que chegou o Estado de José Sócrates.
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