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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

quarta-feira, junho 16, 2010

Problema ou fatalidade para Portugal?

Fui parar a um texto de Eugénio Rosa, no Cinco Dias (via Cortex Frontal), que analisa o súbito corte que o IEFP fez no número de desempregados. O autor do texto faz referência à credibilidade, ou falta dela, destes números por causa do instituto ser tutelado pelo governo.
A desconfiança está a aumentar nos últimos anos. Entre tantos outros exemplos, de sublinhar o recente relatório «Audit Medel Portugal 2010», do Movimento Europeu de Magistrados para Democracia e a Liberdade (MEDEL) que também alerta para o facto dos meios colocados à disposição de magistrados e investigadores dependerem do Ministério da Justiça.

terça-feira, junho 15, 2010

Nem a selecção escapa

Portugal alcançou um empate com a Costa do Marfim. A decepção generalizada só pode ter justificação pelo aumento artificial das expectativas levado a cabo nas últimas semanas. Curiosamente, é uma situação que faz lembrar o estilo de governação socialista que propala aos sete ventos o crescimento económico e ignora os resultados miseráveis do desemprego.

Portugal em festa: Força Ronaldo

Quem considera que os portugueses não comemoram os seus símbolos, por atavismo, ignorância ou falta de respeito pela história, tem uma oportunidade, hoje, para começar a fazer o mea culpa. A adesão do povo à selecção nacional de futebol é um exemplo gritante da capacidade de mobilização dos sentimentos nacionais. É a bola! Pois é. Porventura, o Estado, o regime e os políticos ajudaram a matar uma parte do orgulho nacional no passado.

Força vuvuzela

A forma dos adeptos sul-africanos expressarem apoio no Mundial de 2010 está a incomodar as almas sensíveis portuguesas. Porventura, preferem o espectáculo (audível em qualquer transmissão televisiva) dos adeptos a gritarem insultos e ameaças ao árbitro. Certamente, é uma questão de cultura...

segunda-feira, junho 14, 2010

Sócrates pediu compra da TVI

É o título do Correio da Manhã. Será que o pedido foi formal ou informal? E será que é suficiente para o incriminar politicamente (?) como referiu Pedro passos Coelho?

domingo, junho 13, 2010

Do disparate ao marketing no mundial

A selecção de futebol ainda não começou a jogar e já está entranhada a sensação de algo que não está a correr bem para os lados da equipa liderada por de Carlos Queiroz. Começou com o treino e a linguagem militares, depois foi a singela comparação dos jogadores com os navegadores quinhentistas e culminou com um discurso tão disparatado a propósito da lesão de Nani que todos desconfiaram da versão oficial. Como se não fosse suficiente, Cristiano Ronaldo fez uma declaração fantástica: «Os golos são como o ketchup». Qual ketchup? Heinz?

sábado, junho 12, 2010

Onde estão as provas?

É um dos mais cristalinos exemplos desta espécie de democracia formal. Vão ser precisas décadas para restaurar a credibilidade dos governantes, deputados e políticos, após o relatório da comissão parlamentar de inquérito relativo ao assalto governamental à estação de televisão TVI:
1. José Sócrates mentiu;
2. O relatório da comissão evitou formalmente a afirmação que o primeiro-ministro de Portugal mentiu à Assembleia da República;
3. As provas da mentira não fazem parte do relatório porque o presidente da comissão, Mota Amaral, o impediu no último minuto;
4. A divulgação dos despachos dos magistrados de Aveiro, autorizados à última da hora, comprovam que as provas que a comissão não quis utilizar são constituídas por escutas legais, que respeitam a vida privada dos visados, essenciais para descoberta da verdade;
Em síntese:
1. A manhosice do regime permite a José Sócrates continuar a governar;
2. O líder do maior partido da oposição parlamentar, Pedro Passos Coelho, aplaude e deixar cair a promesa de apresentação de uma moção de censura pela simples razão que o relatório da comissão não afirma expressamente que o primeiro-ministro de Portugal mentiu à Assembleia da República;
3. Aníbal Cavaco Silva, aterrado com a possibilidade de uma crise política, assume uma atitude de faz-de-conta e continua a marcha triunfal para a reeleição em 2011.
P.S. E as provas, senhores, onde estão as provas do estado a que isto chegou?

Um país encalhado

«O que temos é uma crise política em cima de uma crise económica. O que temos é uma crise política que resulta de um impasse político. O que temos é umas eleições presidenciais que condicionam a actuação de todos os partidos, sobretudo os da oposição. O que temos é um Presidente da República que não quer aborrecimentos até ser reeleito (se for, claro). Isto é o que vamos ter durante um ano. Alguns chamam-lhe estabilidade».
Luís Marques, in Expresso

sexta-feira, junho 11, 2010

Comissão PT/TVI: Não passa nada

Quando Sócrates é apanhado, há sempre um bode expiatório ou um expediente para desviar as atenções. Como em anteriores casos, o assalto à PT/TVI, que culminou com o saneamento de Manuela Moura Guedes, não escapou a esta espécie de fatalidade. Pacheco Pereira passou a ser o alvo da corte do costume, numa versão ampliada de coligação negativa, por não desistir – pasme-se! – de usar as escutas que a própria comissão solicitou e que o magistrado do Ministério Público enviou e considerou essencial para o esclarecimento do caso. Há provas, mas não querem usá-las. Não passa nada. Não tarda, alguém da corte do costume vai dizer, em surdina, que não é possível divulgar a verdade porque estamos mergulhados numa crise muito grave. E a malta acredita. Afinal, o Mundial de futebol de 2010 começa logo ao princípio da tarde.

quinta-feira, junho 10, 2010

É verdade: Insustentável

No 10 de Junho, o presidente da República fez o discurso habitual. Em síntese, Aníbal Cavaco Silva tentou, tal como Manuel Alegre uns dias antes, alijar responsabilidades na actual situação. Honra lhe seja feita por ter tido a coragem de a classificar como insustentável. Nem que seja para perceber que José Sócrates continua em estado de negação política.

Dia de Portugal no imenso lodaçal

quarta-feira, junho 09, 2010

A realidade em Riachos

No país em que o governo quer um TGV, continuam a morrer portugueses por não existirem passagem aéreas, como aconteceu na estação da CP de Riachos, Golegã.

terça-feira, junho 08, 2010

A condecoração de Saldanha Sanches

A notícia da condecoração de José Luís Saldanha Sanches provoca um sentimento contraditório: por um lado, a distinção da República é inteiramente justa; por outro, o gesto de Aníbal Cavaco Silva é tardio e até passível de ser mal interpretado. Aliás, ninguém ficaria surpreendido se o presidente da República acompanhasse o silêncio do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a dimensão do percurso de José Luís Saldanha Sanches .

Proposta de líder da oposição

Pedro Passos Coelho assumiu, finalmente, uma atitude de líder ao apresentar uma proposta de regulação do regabofe da acumulação de reformas. Curiosamente, teve de ser um social-democrata a avançar com uma medida que nem a esquerda conseguiu liderar e levar a sério. Eis uma medida que pode fazer a diferença nas próximas legislativas.
P.S. A corte do costume, que tem acumulado reformas milionárias – excepção feita a Ramalho Eanes, digna do maior elogio – não vai perdoar a ousadia de Passos Coelho

segunda-feira, junho 07, 2010

Fernando Nobre: Um candidato para vencer

As entrevistas de Fernando Nobre, no último fim-de-semana, constituiram um passo em frente na candidatura às presidenciais de 2011. No Rádio Clube Português e na TSF, o candidato da cidadania apresentou os seus argumentos.

sexta-feira, junho 04, 2010

É de ficar Vara(do)

A machete do semanário Sol não deixa dúvidas: «Novas escutas provam que Armando Vara sabia de tudo». Vale a pena ler, com toda a atenção, e perguntar: Que país é este? Que primeiro-ministro é este?

Israel: ataque em águas internacionais

Os desenvolvimentos do bárbaro ataque contra a "Frota da Liberdade", no passado dia 31 de Maio, não surpreenderam. A generalidade da comunidade internacional foi unânime na condenação. O que surpreendeu foi a justificação israelita. Assim, fica a recomendação: se estiver em alto mar e for atacado por desconhecidos encapuçados, então não reaja. Pode ser o exército israelita.

quinta-feira, junho 03, 2010

Ética da responsabilidade by germany

Manuel Alegre: entrevista fatal

Foi confrangedor assistir à transformação de Manuel Alegre, líder de um movimento cívico que fez sonhar, num aparatchic envergonhado, uma espécie de último seguro de vida de José Sócrates até 2013. Nem uma palavra sobre a arrogância, a opacidade e o abuso de poder. Nem uma palavra sobre a corrupção. Nem uma palavra para responsabilizar aqueles que potenciaram a crise por razões eleitoralistas. Apenas o pobre discurso instrumental. E o desnorte provocado pela decisão de Cavaco Silva promulgar o casamento gay.
P.S. Felizmente, na entrevista à RTP, abandonou o tom tonitruante.

quarta-feira, junho 02, 2010

Computador Magalhães: um exemplo da (des)governação

A conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito é taxativa: «O Governo fugiu à obrigação de promover um concurso público para a distribuição dos computadores Magalhães, criou uma fundação que não se justificava e que controlava directamente, e acabou por gerar um monopólio para a JP Sá Couto». Por muito menos, já cairam vários governos, obviamente noutros países europeus. Por cá, como a situação é de extrema crise, José Sócrates continua em funções, abatendo mais uma vida política, como se a governação fosse um jogo de computador... do Magalhães. Por cá, é assim, com o maior desplante e impunidade, beneficiando da passividade da opinião pública.

O ausente persistente

Quando a crise aperta, e os principais indicadores são desfavoráveis, eis que o primeiro-ministro parte rumo ao estrangeiro. O tempo é de últimos negócios. Faltam nove dias para José Sócrates aterrar na realidade portuguesa, mesmo a tempo de começar o mundial de futebol. Nunca o futuro de um chefe de governo esteve tão dependente dos resultados da selecção de futebol.

terça-feira, junho 01, 2010

segunda-feira, maio 31, 2010

Israel: o erro dos 'falcões'

O ataque contra a "Frota da Liberdade" é um erro clamoroso das tropas israelitas. É um passo, mais um, na escalada da guerra, quando o mundo revela estar farto dos assassinos de um lado e do outro da guerra do Médio Oriente.

domingo, maio 30, 2010

POR QUE NÃO VOTO MANUEL ALEGRE

Há palavras que nos marcam. É o caso da da última crónica de José Luís Saldanha Sanches, publicada em vida no semanário Expresso.P. S. E há palavras que conseguem captar a essência.

Mais um café, mais um contrato?

Chico Buarque e José Sócrates encontraram-se, no Brasil, para tomar um café. Pouco importa se foi o Chico ou o José (ou um qualquer criado de serviço) que tomaram a iniciativa de promover o encontro. Apenas importa garantir que daqui a um dia, um mês ou um ano não venha a público a assinatura de mais um contrato ou de qualquer coisa semelhante à custa do dinheiro dos contribuintes. Obviamente, sem o conhecimento formal (sem provas) de José Sócrates.

A percepção da corrupção

Quem passou pela manifestação, ficou a perceber que o prazo de validade de José Sócrates acabou. E que a luta contra a corrupção é uma farsa. Bem pode Fernando Pinto Monteiro, de tempos a tempos, vir a terreiro dizer o contrário. A conclusão é simples: já ninguém acredita neste procurador-geral da República.

300 mil chegam?

A manifestação de protesto convocada pela CGTP, cujo sucesso evidente colou a UGT aos socialistas, foi muito mais do que um sinal de fim de ciclo. Foi uma demonstração alegre, pacífica e determinada, comprovando que que José Sócrates não conseguiu anestesiar e intimidar os portugueses. E que já deixou de os conseguir iludir. 300 mil chegam?

sábado, maio 29, 2010

Manifestação - Eu vou

Hoje, é dia de concentração de todos os protestos contra a irresponsável política governamental. Não sou militante do PCP ou do Bloco de Esquerda, nem tão pouco afecto à CGTP ou à UGT. Pela primeira vez, vou participar numa manifestação de contestação ao governo.