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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

quinta-feira, junho 10, 2010

É verdade: Insustentável

No 10 de Junho, o presidente da República fez o discurso habitual. Em síntese, Aníbal Cavaco Silva tentou, tal como Manuel Alegre uns dias antes, alijar responsabilidades na actual situação. Honra lhe seja feita por ter tido a coragem de a classificar como insustentável. Nem que seja para perceber que José Sócrates continua em estado de negação política.

Dia de Portugal no imenso lodaçal

quarta-feira, junho 09, 2010

A realidade em Riachos

No país em que o governo quer um TGV, continuam a morrer portugueses por não existirem passagem aéreas, como aconteceu na estação da CP de Riachos, Golegã.

terça-feira, junho 08, 2010

A condecoração de Saldanha Sanches

A notícia da condecoração de José Luís Saldanha Sanches provoca um sentimento contraditório: por um lado, a distinção da República é inteiramente justa; por outro, o gesto de Aníbal Cavaco Silva é tardio e até passível de ser mal interpretado. Aliás, ninguém ficaria surpreendido se o presidente da República acompanhasse o silêncio do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a dimensão do percurso de José Luís Saldanha Sanches .

Proposta de líder da oposição

Pedro Passos Coelho assumiu, finalmente, uma atitude de líder ao apresentar uma proposta de regulação do regabofe da acumulação de reformas. Curiosamente, teve de ser um social-democrata a avançar com uma medida que nem a esquerda conseguiu liderar e levar a sério. Eis uma medida que pode fazer a diferença nas próximas legislativas.
P.S. A corte do costume, que tem acumulado reformas milionárias – excepção feita a Ramalho Eanes, digna do maior elogio – não vai perdoar a ousadia de Passos Coelho

segunda-feira, junho 07, 2010

Fernando Nobre: Um candidato para vencer

As entrevistas de Fernando Nobre, no último fim-de-semana, constituiram um passo em frente na candidatura às presidenciais de 2011. No Rádio Clube Português e na TSF, o candidato da cidadania apresentou os seus argumentos.

sexta-feira, junho 04, 2010

É de ficar Vara(do)

A machete do semanário Sol não deixa dúvidas: «Novas escutas provam que Armando Vara sabia de tudo». Vale a pena ler, com toda a atenção, e perguntar: Que país é este? Que primeiro-ministro é este?

Israel: ataque em águas internacionais

Os desenvolvimentos do bárbaro ataque contra a "Frota da Liberdade", no passado dia 31 de Maio, não surpreenderam. A generalidade da comunidade internacional foi unânime na condenação. O que surpreendeu foi a justificação israelita. Assim, fica a recomendação: se estiver em alto mar e for atacado por desconhecidos encapuçados, então não reaja. Pode ser o exército israelita.

quinta-feira, junho 03, 2010

Ética da responsabilidade by germany

Manuel Alegre: entrevista fatal

Foi confrangedor assistir à transformação de Manuel Alegre, líder de um movimento cívico que fez sonhar, num aparatchic envergonhado, uma espécie de último seguro de vida de José Sócrates até 2013. Nem uma palavra sobre a arrogância, a opacidade e o abuso de poder. Nem uma palavra sobre a corrupção. Nem uma palavra para responsabilizar aqueles que potenciaram a crise por razões eleitoralistas. Apenas o pobre discurso instrumental. E o desnorte provocado pela decisão de Cavaco Silva promulgar o casamento gay.
P.S. Felizmente, na entrevista à RTP, abandonou o tom tonitruante.

quarta-feira, junho 02, 2010

Computador Magalhães: um exemplo da (des)governação

A conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito é taxativa: «O Governo fugiu à obrigação de promover um concurso público para a distribuição dos computadores Magalhães, criou uma fundação que não se justificava e que controlava directamente, e acabou por gerar um monopólio para a JP Sá Couto». Por muito menos, já cairam vários governos, obviamente noutros países europeus. Por cá, como a situação é de extrema crise, José Sócrates continua em funções, abatendo mais uma vida política, como se a governação fosse um jogo de computador... do Magalhães. Por cá, é assim, com o maior desplante e impunidade, beneficiando da passividade da opinião pública.

O ausente persistente

Quando a crise aperta, e os principais indicadores são desfavoráveis, eis que o primeiro-ministro parte rumo ao estrangeiro. O tempo é de últimos negócios. Faltam nove dias para José Sócrates aterrar na realidade portuguesa, mesmo a tempo de começar o mundial de futebol. Nunca o futuro de um chefe de governo esteve tão dependente dos resultados da selecção de futebol.

terça-feira, junho 01, 2010

segunda-feira, maio 31, 2010

Israel: o erro dos 'falcões'

O ataque contra a "Frota da Liberdade" é um erro clamoroso das tropas israelitas. É um passo, mais um, na escalada da guerra, quando o mundo revela estar farto dos assassinos de um lado e do outro da guerra do Médio Oriente.

domingo, maio 30, 2010

POR QUE NÃO VOTO MANUEL ALEGRE

Há palavras que nos marcam. É o caso da da última crónica de José Luís Saldanha Sanches, publicada em vida no semanário Expresso.P. S. E há palavras que conseguem captar a essência.

Mais um café, mais um contrato?

Chico Buarque e José Sócrates encontraram-se, no Brasil, para tomar um café. Pouco importa se foi o Chico ou o José (ou um qualquer criado de serviço) que tomaram a iniciativa de promover o encontro. Apenas importa garantir que daqui a um dia, um mês ou um ano não venha a público a assinatura de mais um contrato ou de qualquer coisa semelhante à custa do dinheiro dos contribuintes. Obviamente, sem o conhecimento formal (sem provas) de José Sócrates.

A percepção da corrupção

Quem passou pela manifestação, ficou a perceber que o prazo de validade de José Sócrates acabou. E que a luta contra a corrupção é uma farsa. Bem pode Fernando Pinto Monteiro, de tempos a tempos, vir a terreiro dizer o contrário. A conclusão é simples: já ninguém acredita neste procurador-geral da República.

300 mil chegam?

A manifestação de protesto convocada pela CGTP, cujo sucesso evidente colou a UGT aos socialistas, foi muito mais do que um sinal de fim de ciclo. Foi uma demonstração alegre, pacífica e determinada, comprovando que que José Sócrates não conseguiu anestesiar e intimidar os portugueses. E que já deixou de os conseguir iludir. 300 mil chegam?

sábado, maio 29, 2010

Manifestação - Eu vou

Hoje, é dia de concentração de todos os protestos contra a irresponsável política governamental. Não sou militante do PCP ou do Bloco de Esquerda, nem tão pouco afecto à CGTP ou à UGT. Pela primeira vez, vou participar numa manifestação de contestação ao governo.

sexta-feira, maio 28, 2010

SMS, voos e gargalhadas

As respostas do primeiro-ministro, à Comissão de Inquérito Parlamentar ao negócio PT/TVI, que pretendem atestar que o próprio não mentiu ao parlamento, aparentemente encerram outra mentira, como revelou o semanário "Sol". (Gargalhada)
Então não é que, a propósito do momento em que soube do saneamento de Manuela Moura Guedes, José Sócrates afirmou que só soube da notícia pela comunicação social – presume-se, informalmente –, omitindo que recebeu antes da divulgação pública da notícia uma mensagem do diligente amigo Vara com tão inesperada novel? (Mais gargalhadas)
Aparentemente, a razão para tal desfazamento deveu-se ao facto de Sócrates estar a voar no momento em que recebeu o SMS. (Mais gargalhadas).
Entre um voo e outro, a SIC já pediu ao Ministério da Defesa para confirmar tão ilustre state flight (Mais gargalhadas).
Querem ver que vai começar o calvário aéreo: da Defesa para o INAC, do INAC para a NAV, da NAV para o Ministério dos Transportes, do Ministério dos Transportes para o Eurocontrol e do Eurontrol para o esquecimento. (Ainda mais gargalhadas).
Este rosário faz-me lembrar rotas passadas. E o rídiculo continua a cobrir o primeiro-ministro de Portugal...

Opacidade e bizarria ganham terreno

Num país em que um pedido de esclarecimento assume contornos de desafio, em que as medidas governamentais são decididas à socapa e em que o pragmatismo é invocado pelo ministro das Finanças para contornar a lei, não é de estranhar a patética declaração de Francisco Assis para adiar o debate sobre a redução do número de deputados. Aparentemente, quando toca a cortar no desperdício público, evidente aos olhos dos portugueses, a estratégia é agarrar o tacho e acusar de demagogia quem pretende promover o debate. Até apetece citar Belmiro de Azevedo, que acusa o governo de falta de transparência.

O lado mais forte de Durão Barroso

O presidente da comissão europeia fez duras críticas a Merkel. Como sempre, falou tarde, muito tarde, com a União Europeia em chamas. Falta de coragem? Não! Esperou o tempo suficiente para colocar-se ao lado dos mais fortes. Aparentemente, para Durão Barroso, a Alemanha passou a estar isolada.

Não digas nada

«A Manela não apresenta mais o jornal. Mas não digas nada».
Os diligentes amigos são tantos. As atenções são tantas. Os favores são tantos. Mas ele nunca sabe de nada, nem se recorda do que quer que seja.
P.S. Seria interessante saber o que pensam os ex-jornalistas/assessores sobre o governo para que (ainda) continuam a trabalhar. Porventura, também não sabem de nada, nem dizem nada a ninguém.

Banal, mas impressionante

O slogan que se ouviu na manifestação dos polícias, ontem, na Avenida da Liberdade, não surpreende, mas continua a impressionar: «Sócrates, aldrabão! Os polícias têm razão!»

quinta-feira, maio 27, 2010

Despedimentos nos Media?

Nos últimos dois dias, JN e Jornal de Negócios, duas referência da imprensa escrita, foram oferecidos aos leitores. A grande questão é saber como vão reagir os principais títulos da comunicação social com a crise a ganhar cada vez mais terreno. Será que vamos assistir a mais e melhores notícias, mais marketing ou a uma vaga de despedimentos?

Uma questão de direito

A condenação do semanário Sol e dos jornalistas que assinaram os artigos com as escutas do processo "Face Oculta" envergonham a justiça portuguesa. Com sucessivas condenações no tribunal europeu dos Direitos do Homem, em diversos processos, o poder judicial reforça a posição de violação dos direitos de informação. Não é com a perseguição aos jornalistas que a justiça conseguirá sair do actual estado de descredibilização, aliás, bem patente após a conclusão da investigação do Ministério Público do processo aberto em Aveiro..

quarta-feira, maio 26, 2010

Evitar o debate inquinado

A comissão de inquérito parlamentar ao negócio PT/TVI encerrou as audições. E não pretende colocar mais perguntas ao primeiro-ministro. Esperemos que as conclusões finais não sejam um grande flic-flac à rectaguarda, com Pacheco Pereira com as barbas de molho. A acontecer, a opacidade de hoje, porventura pelas estafadas "razões de Estado", apenas implicaria, a breve prazo, que o debate voltaria a ficar inquinado pelas revelações agora não divulgadas. Tipo DVD, com a chancela de Charles Smith, lembram-se?

Salvar a pele

Pedro Passos Coelho está a tentar corrigir o discurso a toda a velocidade. Aparentemente, já percebeu que correram mal, muito mal, aquelas coisas coisas do apoio-mas-não-apoio e do pedido de desculpa – esperemos que tenha aprendido que Sócrates é inimitável e que apenas tenha sido influência de um adjunto pouco inspirado.
Hoje, no American Club, o líder do maior partido de oposição corrigiu o discurso: «A responsabilidade é do Governo e cabe-lhes mostrar que estão à altura. O PSD já deu o seu contributo».
Assim, sim. O governo a governar e a oposição a escrutinar.