O extraordinário pedido de desculpas do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, é um hino ao "Simplex". Talvez algum dia seja possível de conhecer o número de cidadãos que foram impedidos de votar.
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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher
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quarta-feira, janeiro 26, 2011
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Os líderes que Portugal merece
A eleição dos máximos representantes da República sob o manto da suspeita não é uma novidade, nem aconteceu pela primeira vez com a reeleição de Aníbal Cavaco Silva. Em 2005 e 2009, os eleitores também deram o seu voto a José Sócrates, em circunstâncias bem semelhantes. Aliás, o extraordinário argumentário do discurso do presidente reeleito mais pareceu uma cópia das palavras do primeiro-ministro nas noites eleitorais das duas últimas eleições legislativas. O resultado está à vista. O regime democrático está cada vez mais pobre e a legitimidade da representação cada vez mais enfraquecida.
P.S. Não é o escrutínio dos candidatos que é indigno. O que é indigno é o comportamento de alguns candidatos e a falta de transparência na vida política. A campanha eleitoral das presidenciais de 2011 teve a extraordinária bondade de demonstrar por que razão alguns líderes continuam a tentar confundir verdadeiros casos de polícia com a legitimidade eleitoral, ou seja, como a Justiça está transformada, no essencial, num apêndice quase totalmente paralisado.
Abstenção: a maioria silenciosa
A eleição do presidente da República revelou um alheamento extraordinário dos portugueses. Os 53,37% de abstencionistas poderiam facilmente eleger um presidente da República, à primeira volta.
P.S. Com a taxa de votos brancos (4,26%) e nulos (1,93), a percentagem de portugueses que votaram é ainda mais baixa.
Fernando Nobre: a reserva de esperança
O resultado eleitoral do único candidato independente nas eleições presicenciais de 2011 é a confirmação de que existe um núcleo de eleitores que apostam em movimentos cívicos e numa polítca mais limpa, em que obviamente cabem todos os partidos políticos.
domingo, janeiro 23, 2011
Eleições Presidenciais 2011: o início do fim de Sócrates
Aníbal Cavaco Silva eleito à primeira volta.
Eleições presidenciais: abstenção a cima dos 50%?
A fraca participação dos eleitores, até ao momento, é a grande certeza das Presidenciais de 2011. Quem vai começar com a disparatada desculpa do frio?
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Por que voto Fernando Nobre
Presidenciais: silêncios embaraçosos
Os silêncios ou explicações mal amanhadas dos candidatos Aníbal Cavaco Silva e Manuel Alegre sobre as revelações públicas de aspectos da sua vida pessoal, profissional e académica envergonham os próprios e a Democracia.
Presidenciais: últimos comícios
As declarações finais dos candidatos são de extrema importância, pois revelam não só o estado de espírito de cada um, mas as verdadeiras sondagens que cada um tem nas mãos.
Presidenciais: Alegre anuncia saída de Sócrates
Uma das frases de campanha mais politicamente assassinas em relação a José Sócrates coube a Manuel Alegre: «Não entreguem todo o poder à direita». Quem diria? Acerto de contas entre socialistas? Só falta dizer como e quando é que o primeiro-ministro vai cair no caldeirão... das responsabilidades.
Presidenciais: a revelação saudável
Uma das melhores campanhas eleitorais desde o 25 de Abril está quase a terminar.
Entre o debate e o escrutínio, com mais ou menos serviçais à mistura, a campanha para as presidencias de 2011 fica marcada pela revelação de um candidato, José Manuel Coelho, que usou a imaginação com uma mestria impressionante, sem gastar rios de dinheiro.
Não é todos os dias que um candidato usa em campanha um carro fúnebre, entrega um submarino de brincar na sede do CDS/PP, distribui sacos azuis com batatas, em Gondomar, ou parte em busca do paradeiro de Manuel Dias Loureiro, a partir da embaixada de Cabo Verde, em Lisboa.
Afinal, o humor não morreu em Portugal. Valeu a pena. Nem que seja para assistir ao ar enjoado dos estadistas da treta e da corte do costume.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
TGV: No país dos milagres
Num país em que nada é programado, só faltava programar o que ainda não se sabe quando e se vai existir: Obras do TGV em Lisboa condicionam trânsito na cidade.
Presidenciais: Presidente ou presidente?
A três dias das eleições que vão escolher o novo inquilino do palácio de Belém, surgiu um novo posicionamento dos principais candidatos. De um lado, estão aqueles que entendem o mais alto magistrado da República como a principal referência da República, com capacidade para assumir as suas funções constitucionais (Cavaco Silva e Fernando Nobre); do outro, estão aqueles que o querem transformar num boneco subserviente em relação ao governo de José Sócrates (Manuel Alegre).
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Fernando Nobre: ascendente na recta final
A capacidade de mobilização mediática está a crescer. Ao ponto do candidato já ter apelado a Manuel Alegre para desistir em seu favor, de forma a poder acalentar a esperança de uma segunda volta com Cavaco Silva. A recta final do único candidato independente dos partidos está a surpreender.
terça-feira, janeiro 18, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Presidenciais: campanha clarificadora
No actual cenário de crise e de caos governativo, eis uma boa notícia para a Democracia: a cerca de uma semana da eleições presidenciais, o debate está a permitir um escrutínio apertado de cada um dos candidatos. A campanha eleitoral que está a decorrer está a ser uma das mais esclarecedoras desde o 25 de Abril.
domingo, janeiro 16, 2011
Fim da era Roquette
A demissão de José Eduardo Bettencourt é muito mais do que a actual crise de resultados desportivos. É o fim de uma geração de presidentes que quase liquidaram o espírito do clube.
sábado, janeiro 15, 2011
Mário Mendes: mais uma demissão
Mário Mendes, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, apresentou a demissão. É mais uma baixa numa área sensível, depois da demissão de Jorge Silva Carvalho, que liderava o SIED, que passa quase em branco em termos de escrutínio e opinião pública. O que se estará a passar (preparar) depois destas duas baixas?
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Crise: Não aprendemos nada?
Não obstante os resultados preocupantes da última emissão de dívida pública, a longo prazo, que registou um aumento da taxa de juro superior a 70%, o tom eufórico da generalidade dos comentários governamentais, oficiais e da corte do costume são de pasmar. Restaram algumas vozes prudentes, internas e externas, designadamente a de Paul Krugman: «Emissão de dívida foi pouco menos que ruinosa». Mas o que mais impressiona é que os principais responsáveis pela dimensão da actual crise continuam impune e alegremente a tentar iludir o povo, numa vetiginosa fuga para a frente.
P.S. As críticas contundentes de Cavaco Silva em relação à actual governação atiraram Manuel Alegre, irremediavelmente, para os braços de José Sócrates.
O candidato das privatizações
«Para quem tem tanto jeito a comprar e vender acções, é um pouco incompreensível a recomendação da venda de acções quando estas atingem mínimos históricos. Por outro lado, se detivéssemos um qualquer activo que estivesse a valorizar fortemente nos mercados internacionais... Sei lá, como o ouro, a recomendação de Cavaco faria mais sentido».
João Rodrigues, in Ladrões de Bicicletas
João Rodrigues, in Ladrões de Bicicletas
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Presidenciais: começou a campanha à séria
As críticas mais contundentes de Cavaco Silva ao governo já fizeram estalar o verniz dos socialistas, designadamente de Francisco Assis. Curiosamente, o interesse nacional vale mais em campanha eleitoral do que nos últimos cinco anos de mandato presidencial. Afinal, ainda há quem tenha dúvidas de quanto vale o interesse nacional para os político que ocupam os lugares cimeiros da República?
Leilão da dívida pública: desastre ou sucesso?
O mercado continua a não acreditar nos números governamentais sobre as contas públicas. E reflectiu as previsões negativas do Banco de Portugal para 2011. Só mesmo o governo pode considerar um sucesso relativo uma taxa de juros de 6,716 por cento.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Governo: a última mentira?
A apresentação dos números da execução orçamental do último trimestre de 2010 e a afirmação taxativa de que Portugal não precisa de ajuda externa valem o que valem. E, desta vez, valem a dobrar. Por um lado, a boa notícia, que tem de ser confirmada por outros indicadores, pode ser um ponto de partida positivo; por outro, se Portugal vier a pedir ajuda externa, então deixou de haver quaisquer dúvidas que José Sócrates não tem condições para continuar a frente do governo.
P.S. Não são as notícias e os comentários sobre o eventual pedido de ajuda externa que são negativos para Portugal. O que é verdadeiramente negativo é o estado a que o país chegou por força de uma governação irresponsável, como revela a manchete do Público: Preparativos para ajuda do FMI a Portugal já começaram
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