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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

terça-feira, maio 04, 2010

TGV: um debate parlamentar útil?

A pressa com que o governo quer aprovar o que resta do projecto TGV, uma das marcas essenciais da (des)governação de José Sócrates, é o espelho do fim do regime. Nem uma iniciativa parlamentar de Paulo Portas, que pode embaraçar a esquerda, parece ser suficiente para travar o projecto. Será que é só a modernização do país que está em causa?

segunda-feira, maio 03, 2010

Maria Lourdes Afuni Mora

Petição
Libertem a juiza venezuelana Maria Lourdes Afuni Mora" no seguinte link:
http://www.peticaopublica.com/?pi=ASJP

Comissão de inquérito PT/TVI: os anjinhos

De anjinho em anjinho, uns mais anjinhos do que outros, o trabalho da comissão parlamentar continua em bom andamento. E contra ventos e marés, os resultados começam a bater a várias portas, designadamente à porta do Ministério da Presidência. Está quente, quente, cada vez mais quente...

Passar a onda positiva

A Grécia, a ferro e fogo, já tem luz verde para receber os milhões da União Europeia para pagar os milhões que o pacto de estabilidade da União Europeia obriga.

domingo, maio 02, 2010

Porto Benfica: violência e crise

O jogo decisivo do campeonato de futebol é muito mais do que um fenómeno desportivo. Vai ser necessário analisar a violência crescente à luz da crise de da elevada taxa de desemprego.

sábado, maio 01, 2010

Manuel Alegre sem máscara

«Alegre diz que Cavaco não deve interferir nas opções do Governo».
É uma declaração importante por três razões:
1. Cristalina em relação ao estado de desespero por ainda não ter o apoio oficial do PS, o que manifestamente não se compreende politicamente;
2. Reveladora da perspectiva das funções presidenciais, seguramente mais próxima do patrioteirismo folclórico, com tiradas ocas do tipo das de Charles De Gaulle e ao melhor estilo da rainha de Inglaterra;
3. Contraditória com o que já disse no passado recente, designadamente em relação à passividade do actual presidente da República.

Curto, directo e verdadeiro

«Corrupção já é legal em Portugal»
Ricardo Sá Fernandes, in SOL

sexta-feira, abril 30, 2010

Debate nivelado por cima

Há governantes que continuam a sorrir, apesar da actual situação. Ainda que admita, em tese, que cada um deles deu o seu melhor, não favoreceu o amigalhaço para garantir um tacho futuro, não desperdiçou criminosamente o dinheiro público, será que conseguem conviver pacificamente com o sofrimento provocado por uma governação marcada por erros colossais de previsão e opções desastrosas? Ou será que o rigor só "ataca" depois da vitória nas eleições?
Esta dúvida vem a propósito das viagens de Inês Medeiros. Será que a deputada socialista consegue viajar, tranquilamente, para Paris, no momento em que aqueles que a convidaram se preparam para cortar ainda mais nos subsídios de desemprego? A questão ultrapassa qualquer tipo de raciocínio moralista. Noutros tempos, porventura de vacas mais gordas, houve outro tipo de exemplos, como recorda Joana Amaral Dias. De facto, a política não tem que ser sempre nivelada por baixo, muito baixo. Felizmente, também pode ser nivelada por cima.

A crise da crise

O protagonismo de Fernando Teixeira dos Santos vai acabar mal. Por esta, ou por qualquer outra razão, designadamente a de não querer ficar para a história como o "coveiro" do país, é cada vez mais previsível o divórcio entre o ainda primeiro-ministro e o ainda ministro de Estado e das Finanças. Alguém vai ficar mal na fotografia, com ou sem Pedro Passos Cooelho, obviamente.

O poder dos caça-níqueis

Quando todos esperavam um maior escrutínio nas benesses que o Estado concede aos bancos, às grandes empresas e aos mega negócios, eis que a fúria controladora de José Sócrates se virou para as vítimas da governação: os desempregados. Surpreendente? Não. Paulo Portas já tinha avançado para aqueles que recebem o rendimento mínimo. Só falta Pedro Passos Coelho atirar-se aos doentes e pensionistas.

quinta-feira, abril 29, 2010

Não salvem a espécie

Os últimos dias têm corrido a um ritmo vertiginoso. Portugal transformou-se numa trágico-comédia interpretada por estrelas e figurantes rascas. Da tentativa frustrada de convencer a malta que "estamos a ser atacados" à farsa da "união nacional", só faltava mesmo o coro da corte do costume a pedir ainda mais rigor para os que mais sofrem com a crise. Tem valido tudo para tentar desviar as atenções do essencial: a responsabilidade política de José Sócrates. E será que um "coelho", tirado de uma qualquer cartola, por bondade, simpatia, solidariedade, cinismo, calculismo, oportunismo ou pavor de ter de assumir o poder, é suficiente para mitigar a evidência? Agora, compreende-se melhor por que razão Manuela Ferreira Leite teve tanta maré, vento e energia negativa à sua volta. Será isto sentido de Estado?
P.S. Cavaco Silva já garantiu a passadeira vermelha. Vai ser penoso assistir ao ensanduichar de Manuel Alegre.

E viva o livro que resiste

Feira do Livro 2010 - 29 de Abril a 16 de Maio

136 inscrições de editoras e livreiros;
249 credenciais de representação;
57 representados da Tenda dos Pequenos Editores;
Biblioteca do Brasil;
Câmara Municipal de Lisboa;
236 pavilhões;
1 pavilhão especial do Brasil;
4 tendas + 1 quiosque + 1 autocarro (biblioteca itinerante) da CML;
5 tendas que compõem o pavilhão dos Pequenos Editores;
2 auditórios (Auditório APEL e Espaço EDP);
3 restaurantes (um junto ao Marquês e dois no outro extremo da Feira);
1 palco central e 4 palcos “secundários” em cada uma das Praças (Verde, Amarela, Azul e Laranja.

terça-feira, abril 27, 2010

A coligação para o desastre

O anúncio de um acordo de princípio ou até de um governo de coligação entre o PS e o PSD, após o encontro entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, não eliminaria o principal problema do país: a falta de credibilidade de José Sócrates e da governação. Diluir essa irresponsabilidade política, numa espécie de farsa de salvação nacional, seria o passo em direcção ao abismo.

Da arrogância à subserviência

As declarações de José Sócrates e de Fernando Teixeira dos Santos metem dó. O mais grave é que ambos parecem surpreendidos com a evolução dos acontecimentos, o que traduz desde logo a irresponsabilidade da actual governação. O nervosismo patente nas últimas declarações são um mau prenúncio. E não podendo calar, despedir ou comprar as agências de rating, só nos resta temer mais más notícias. Ao menos, podiam poupar-nos o espectáculo da transformação da arrogância em subserviência.
P.S. Quem acredita na recuperação de um país quando o próprio primeiro-ministro está a ser investigado por mentir aos seus concidadãos?

Medina Carreira em alta


Por várias vezes, nas mais diferentes circunstâncias, alertei para as teses de Medina Carreira. O discurso directo, lúcido e duro teve sempre o mérito de alertar para a realidade. Também por diversas vezes, tentei contrariar quem do alto da sua arrogância e ignorância, quicá, interesse pessoal, se atreveu a rotulá-lo como o "chato", o "tontinho", simplesmente por o ex-ministro das Finanças assumir uma linha de pensamento contrária ao mainstream socrático. A realidade económica e financeira está à vista. Só falta mesmo alguém vir dizer que Medina Carreira é grego e muito agressivo.

P.S. José Gomes Ferreira e Mário Crespo apostaram em dar tempo de antena a Medina Carreira. E ganharam a aposta.

Título do dia

«Se "o país sabia", Sócrates poderia saber, mas só informalmente».

Negócios em aceleração

As notícias sobre negócios de Estado e/ou com o Estado são tão frequentes que a notícia do Sol, assinada por Luís Rosa, quase passou despercebida. A investigação sobre o autódromo do Algarve é mais uma confirmação do actual modelo de investimento e desenvolvimento. Os "corredores" são os do costume. Os pagantes também.

Face Oculta: a um passo da verdade

A audição do procurador Marques Vidal é cada vez mais incontornável para o bom desenvolvimento dos trabalhos da comissão de inquérito parlamentar ao negócio PT/TVI. Aliás, o exemplo que este procurador tem dado, a par de outros magistrados da comarca do Baixo Vouga (Aveiro), merece visibilidade pelo silêncio e serenidade que demonstraram ao longo de todo o processo de investigação. A Justiça bem preciso deste tipo de exemplos.

segunda-feira, abril 26, 2010

O "verniz" da propaganda estalou

Quem pudesse ter dúvidas, sobre a gravidade da situação económica e financeira, ficou esclarecido com o primeiro-ministro mais agressivo de sempre a fazer queixinhas públicas da agressividade da oposição.

sábado, abril 24, 2010

A verdade de Mário Soares

Mário Soares defende que um primeiro-ministro não deve estar à disposição de uma qualquer comissão de inquérito parlamentar. É uma declaração típica de quem se sente a cima da lei e, porventura, habilitado a transmitir esse estatuto de divindade num regime republicano. Aliás, ao nível da transparência da democracia que ajudaram a construir.

Pacotinho anti-corrupção

Vera Jardim falhou, como já era previsível. Com este PS, não é possível desenhar uma estratégia de combate à corrupção. Como já todos perceberam, ao longo dos últimos cinco anos, esta prioridade ficou na gaveta, como outras propostas muito concretas e definidas que poderiam ter evitado o actual espectáculo de degradação da vida pública.

Comissão de inquérito PT/TVI: táctica da cadeira vazia

A pressão no sentido de desvalorizar as comissões de inquérito parlamentares está a aumentar ao mesmo ritmo do nervosismo dos deputados do PS, quicá, do "chefe". A estratégia de desespero ficou consagrada com a ameaça dos socialistas de disistirem do apuramento da verdade na comissão de inquérito PT/TVI.

quinta-feira, abril 22, 2010

Relação para a posteridade

O acórdão que absolveu o empresário Domingos Névoa é um dos mais extraordinários dos últimos tempos. Esperemos pela publicitação da douta decisão para conhecer na íntegra a fundamentação e, sobretudo, nunca mais esquecer os nomes dos seus autores.

A primeira banhada no governo?

Os relatos atestam que o governo levou uma tareia da bancada parlamentar do PSD. Aparentemente, só Viera da Silva é que ainda não percebeu por que razão lhe deram a pasta da Economia...

Chá e scones?

Será que o problema na Justiça vai ao sítio com reuniões... reuniões...e mais reuniões?
O que falta é trabalho... trabalho... e mais trabalho. E, já agora, transparência e mais respeito pelos cidadãos.

terça-feira, abril 20, 2010

Digam comigo: BPP

A investigação judicial ao escândalo do Banco Privado Português pode estar em risco, de acordo com as declarações de Maria José Morgado no último "Expresso". Um alerta, em tempo útil, faz toda a diferença.
P.S. As posições claras e transparentes do Ministério Público são um bem cada vez mais escasso. Mas existem, como também comprova o pedido de anulação judicial do negócio dos contentores de Alcântara.

Paulo Sérgio?

É uma piada?
O 1 de Abril já passou.
Qualquer treinador merece o benefício da dúvida, mas qual é a diferença entre Carvalhal e o ainda treinador do Guimarães.
Será que a resposta é Costinha? E uma invasão de jogadores brasileiros?

segunda-feira, abril 19, 2010

Manuel Alegre: a janela de oportunidade

Com os sucessivos alertas em relação à situação de ruptura nas finanças públicas, emanados dos mais diversos quadrantes, Cavaco Silva e José Sócrates estão cada mais mais reféns um do outro.