MAIS ACTUAL BLOG

Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

quinta-feira, julho 23, 2009

A política no estado infantil

"Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu".
José Sócrates, num encontro restrito com 15 empresários.

Sinais da maioria

«Neste sítio um ministro pode ir para a rua por um par de cornos infantis ou por uma piada de mau gosto. As roubalheiras, os negócios escuros, os compadrios, a corrupção a céu aberto e o tráfico de influências, não só são tolerados como premiados nas urnas».
António Ribeiro Ferreira, jornalista, in "Correio da Manhã"

A parte que ficou a ganhar

Jorge Coelho, líder do grupo Mota-Engil, tem razões para estar satisfeito. Segundo o Tribunal de Contas, o lucro da Liscont com a prorrogação do contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara quase duplicou em apenas uma semana. Em Outubro de 2008, subiu o rendimento líquido de 4,2 milhões de euros para 7,4 milhões de euros.

quarta-feira, julho 22, 2009

Conselheiro de Estado

Vítor Bento é uma escolha pessoal de Cavaco Silva tão infeliz quanto as responsabilidades diferenciadas de ambos na política de reprivatizações dos anos noventa.

A mentira é publicável?

O desvio de quase 300% no défice não impediu o ministro das Finanças de afirmar que as contas públicas estão controladas. Mais fantástico ainda é a a imprensa publicar uma afirmação destas como se nada fosse. Qual é o limite para a informação acéfala? José Sócrates convocar os jornalistas para dizer que a terra é triangular?

Vem aí um tsunami

A confirmar-se a colaboração de Oliveira e Costa com a Justiça, a propósito do BPN, entre outros assuntos, o Bloco Central vai implodir. Querem ver que Francisco Louçã ainda corre o sério risco de ser primeiro-ministro de Portugal?

terça-feira, julho 21, 2009

Ataque à Justiça

«Há estranhos a entrar no sistema Citius. É a devassa completa dos processos».
João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

Da propaganda ao delírio

O governo encetou uma vertiginosa corrida contra o tempo: «Segurança Social ajuda empresas com dívidas a encontrar investidores». Quais empresas? Quais investidores? E com que critérios? Este tipo de anúncios revela tudo...

Cuidado com a pulsão justicialista

O caso Lopes da Mota é um desafio à isenção, liberdade de imprensa e Estado de Direito. É fácil, e até compreensível, detestar a figura, tendo me conta os seus antecedentes. O que não é admissível é a política da rolha em relação ao processo depois de tudo o que já se disse. Magalhães e Silva, advogado de Lopes da Mota, tem o direito de se indignar com a recusa da publicidade do processo. E a Comunicação Social deveria tentar descortinar a razão de tal decisão do Conselho Superior do Ministério Público.

A película...espelhada

Há momentos de inspiração. Eis um desses momentos, a propósito da medida de recurso que o governo aplicou depois de se ter descoberto que um dos principais magistrados do país tinha sido instalado num gabinete protegido por simples vidraças:
«Vai toda uma política nesta solução. Primeiro: já toda a gente sabe qual é o gabinete do Juiz. Segundo: o regime aplicou a solução correspondente ao seu estado actual. A película espelhada é, verdadeiramente, um estado de espírito do regime. Ver e não ser visto. E com isso se basta, porque ver e não ser visto é um poder superior.
De facto este regime vê-nos a todos de dentro para fora, mas não nos deixa ver nada de fora para dentro. Somos vigiados pelo Estado, mas o Estado não se deixa vigiar. Vivemos rodeados de segredos por todos os lados. Fundações secretas, contratos do Estado com empresas secretos, tudo secreto»
Jorge Ferreira, in Tomar Partido.

segunda-feira, julho 20, 2009

É mau para a Democracia

Em política, a prova de vida é evidente. A morte não é. Que o diga José Sócrates que mais parece um cadáver cada vez mais isolado. O cenário para as próximas eleições legislativas não poderia ser pior.

Mais buscas

O caso BPN está a ficar Moderno.

sexta-feira, julho 17, 2009

Manuel Pinho foi despedido por muito menos

A polémica aberta pelo presidente do Instituto Nacional do Sangue constitui um sinal inquívoco de que a Democracia portuguesa ainda é uma miragem. Importa recordar que Gabriel Olim foi nomeado por José Sócrates e Correia de Campos, em 30 de Novembro de 2006. E, aparentemente, ainda continua em funções.
PS. O sangue doado é controlado?

Um caminho inteligente

Os trabalhadores do jornal "Público" aceitaram a redução dos salários para fazer face aos prejuízos. É uma medida de excepção para trabalhadores com retribuições brutas acima dos 1200 euros. Mais um corte nos recursos humanos só poderia fragilizar ainda mais o futuro.

Para encher o olho

O estudo do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) é muito mais do mesmo. As conclusões são conhecidas e estafadamente repetidas. É mais um diagnóstico de um organismo cuja eficácia é mais do que duvidosa, como referiu Maria José Morgado no prefácio de «Corrupção e os Portugueses».

quinta-feira, julho 16, 2009

Mais crise

A expectativa de um agravamento do desemprego em 2009 e 2010 deve fazer pensar um qualquer eleitor no próximo dia 27 de Setembro. Certamente, José Sócrates não vai ter o topete político de prometer mais 150 mil empregos.

António Costa recupera

O presidente da Câmara de Lisboa conseguiu um trunfo na corrida eleitoral ao 'absorver' Helena Roseta. Resta saber se os eleitores da candidata que surpreendeu nas últimas autárquicas estão disponíveis para 'engolir' tudo o que foi dito anteriormente sobre a política de alianças com os partidos.

Era inevitável

O pedido de afastamento de Cândida Almeida do caso Freeport.

terça-feira, julho 14, 2009

Momento político

«É todo um mundo de quatro anos a ruir a dois meses de eleições».
Jorge Ferreira, in Tomar Partido

Uma declaração com 10 de atraso

«A defesa dos direitos dos contribuintes deixou de se reportar apenas à mera definição da equidade fiscal, passando a exigir também uma avaliação rigorosa sobre a forma como o seu dinheiro é gerido e repartido, ou seja, sobre a transparência, os benefícios, a justiça e a equidade dos gastos do Estado».
Cavaco Silva, 13 de Julho de 2009