O discurso de Luís Montenegro no Pontal não desiludiu: o mesmo delírio, o mesmo país recriado que bate na realidade dura e crua, o mesmo tipo de promessas com truques semânticos que permitiram conquistar o poder.
P. S. Para desviar as atenções do lamaçal, a feérica crítica à chamada "censura moderna" (António Leitão Amaro em versão ficcionista?), como se o escrutínio da governação fora uma aberração, porventura mais um truque de propaganda para disfarçar a censura, tão manhosa quanto velha, como aquela que por exemplo abafa as notícias sobre o genocídio em Gaza e a ocupação assassina na Cisjordânia no Telejornal da RTP, aliás com a cumplicidade do Executivo, da ERC e da Presidência da República. Venham mais 20 milhões.
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