QUANDO O DEFEITO SE TORNA FEITIO
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Segundo o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, jornalismo pago pelo PS e feito para o PS é jornalismo na mesma. O "jornalista" rejubilou com a sentença. Eu pasmo. (...) A segunda lição, decorrente da primeira, é que mesmo quando temos um regulador atuante (o que é raro), continuamos a ter um poder judicial formalista, tosco e incapaz, sem sentido de missão. Este não é caso único: veja-se o que acontece às coimas milionárias da Autoridade da Concorrência quando passam para a saga de recursos e impugnações no sistema judicial. Faz falta mais especialização nos tribunais que são chamados a tratar matéria já abordada pelos reguladores. Ou então (e isto seria um alívio para muita gente) mais vale deixarmos-nos de modernices e acabar com os reguladores ditos independentes – que em muitos casos, aliás, de independentes não têm nada. No caso da imprensa, entre um regulador que pouco faz (a Entidade Reguladora da Comunicação Social) e outro a que não se deixa fazer (a Comissão da Carteira Profissional), mais vale fechar as portas e irmos todos para casa».
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