NÃO HÁ DIREITO
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Já não é a primeira vez que a Justiça em Portugal se curva ao poder político de um Estado estrangeiro. Todos nos lembramos da Operação Fizz e de outro vice-presidente angolano. (...) Mas em Portugal não há avanço que não tenha recuo. Mais ainda quando envolve figurões angolanos. Desta vez, o "Irritante" é Paulo Morais que, segundo o Ministério Público, cometeu o crime de falar livremente sobre algo que era, desde há muito, conhecido: os gastos milionários da filha do atual vice-presidente de Angola (então ministro), Bornito de Sousa, em vestidos de casamento. O caso é alarmante, porque mostra a obediência canina do MP português ao poder angolano. (...) Em causa está saber se somos mesmo um Estado de Direito ou se em Portugal, como muitos suspeitamos, o Direito é um instrumento ao serviço, não da Justiça, mas do poder».
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