A HONRA DE FLOR, PANAMA PAPERS E WATERGATE
«
Querem, pois, fazer-nos acreditar que há dois tipos de jornalismo: o de referência, “cheio de ética e de princípios (que atropela mal se apanha no poleiro de um órgão de comunicação social...)” e o jornalismo de investigação, o mau da fita. O primeiro, como sabemos, “convive com um sorriso nos lábios com os vários poderes instalados, sempre com muita ética e a transbordar de cuidados deontológicos”. O segundo, diz esse meu amigo e digo eu, mesmo com “insuficiências e erros, já fez cair ministros, banqueiros, presidentes de câmara ou qualquer responsável de uma grande empresa ou instituição”. Não é, pois, de estranhar que os arautos da deontologia tenham “inveja e raiva dos jornalistas que são capazes de fazer jornalismo a sério, de investigar, de incomodar, de pôr a nu as misérias e ilegalidades da política e da sociedade. Estes jornalistas ‘de referência’ até teriam acusado Woodward e Bernstein de falta de elementos e de fundamentos no caso Watergate”. Nem mais!».
Sem comentários:
Enviar um comentário