NO PRINCÍPIO ERA O ERRO (COMO UMA MEDIEVAL "CANTIGA DE AMIGO")
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Achar que se não cobra, ou calar em face dessa afirmação ou dessa convicção, isso não. Isso conduz ao equívoco, ao ressentimento, à frustração, à anulação; e, quanto mais, mais ainda, acumulação, camadas e camadas, uma inexorável e esmagadora bola de neve ou de fogo. O que acaba em intransponível desencontro. Fatalmente, embora a fatalidade da gestão de cada desencontro seja uma ciência (ou falta dela) de cada par. Mas talvez não seja fatal, e não seja necessário, que à deceção se siga sempre a mentira e/ou o desgosto – como diriam alguns poetas, ditos “malditos”. Não».
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