PROTEGER A VÍTIMA PUNIR O AGRESSOR
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Estava no DIAP de Lisboa, era março de 2010, quando por vontade e sabedoria da procuradora da secção, decidimos criar a Unidade Contra a Violência Doméstica, com a missão de prevenir e combater o fenómeno através de um modelo próprio, à semelhança do existente no DIAP do Porto. A lei previa tudo, nós não tínhamos nada. (...) Os mais recentes dados de homicídio em violência doméstica são reveladores do falhanço da política oficial. É sempre o mesmo, paradigmas de combate burocráticos, equipas especializadas imaginárias, falta de dinheiro para a justiça, falta de organização. Isto não é um eterno choradinho, estamos há nove anos à espera dos famigerados meios especializados, mas lutamos com o que temos. Acima de tudo aprendi com a garra daquela Unidade, da polícia, que é impossível desistir».
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