Um governo de mortos-vivos políticos
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Os actuais governantes formam um grupo unido por velhas amizades e até por parentescos (maridos e mulheres, pais e filhos). Chegaram aos lugares da frente depois da queda do Muro de Berlim. São a geração da chamada Terceira Via. Nunca sofreram dos escrúpulos ideológicos de “homens de esquerda”, como Manuel Alegre. São clubistas, mas não doutrinários. Para eles, a política só faz sentido no governo. A fim de lá chegar, estão prontos para tudo, como se viu em 2015, quando, após perderem as eleições, aproveitaram a disponibilidade dos inimigos históricos da actual democracia europeia para formarem uma maioria parlamentar. A acreditar nalguma coisa, acreditam nos maquinismos do poder. A sua maneira de governar consiste, por isso, em ocupar o Estado, manipular a comunicação social, controlar bancos e empresas. José Sócrates é, a esse respeito, muito mais representativo desta geração do que agora lhes convém admitir».
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