O homem perante a morte
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Ó sombra fútil chamada gente! Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém… Sem ti correrá tudo sem ti”. Vêem, até o Álvaro acha que vocês não fazem falta, que o Mundo continuará sem a vossa presença. (...) E é verdade, sabem? O poema de Álvaro de Campos continua a ser um monumento à natureza humana e à morte, que a define. “Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem, Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, … És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?».
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