Licenciados no ridículo
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Eu sei que está no ADN da nossa classe política ultrapassar as crises produzindo doses cavalares de relatórios, auditorias ou comissões. Porque, ao recorrer a esse expediente formal, transfere as reais responsabilidades para o domínio do protocolar, não raramente com recurso a linguagem intrincada, propositadamente vazia e garantidamente estupidificante. Mas convém não deixar a memória esvair-se: Pedrógão Grande foi grave demais. Tudo, mas tudo, correu mal. E ainda nada se sabe. Do total de 21 estudos, pareceres e relatórios (lá está!) encomendados pelo Governo, ainda não há respostas definitivas ou responsabilidades atribuídas. A única cabeça que rolou foi a de um cordeiro. Por um dano colateral. Saímos do lixo, mas continuamos atolados na ignorância».
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