O Baile
«
O baile ondula em círculos de luz ardente lá em baixo, na praia apertada entre as falésias. Volta com o verão, na languidez flutuante dos corpos que se tocam, na banalidade doce do prazer. O mundo pode ter mudado mas o baile, não. O conjunto tem aparelhagem potente, a globalização tornou-nos fungíveis, o terrorismo armadilhou-nos, os incêndios continuam a destruir o país mas, o baile permanece imune ao mal, à mudança. (...) O conjunto ataca com uns os Dire Straits domésticos, “You`re so far away from me”. A multidão ondula num só corpo de júbilo. (...) Depois de nós, a celebração do baile da festa de verão na aldeia ou na praia continuará igual, no tempo de um mundo que não existe. O baile nunca, nunca acaba, só nós».
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