Dos independentes às primárias
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Se o objetivo fosse realmente abrir o sistema partidário, aumentar a participação cidadã e diminuir a "cacicagem" local, então o caminho é outro completamente diferente. Teria de passar pela reforma da lei eleitoral, abertura das eleições legislativas a listas independentes, reforma do poder autárquico, despartidarização imediata das eleições para as juntas de freguesia e a prazo para as câmaras municipais (apenas listas de cidadãos), reforma do financiamento dos partidos, rerregulação do acesso à comunicação social (particularmente aos debates televisivos). Parece-me, pois, que as eleições primárias, assim como os independentes, são meras táticas para iludir o afastamento entre os partidos e a cidadania sem nenhum tipo de implicações práticas no atual sistema português».
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