Estado de desgraça
«
O incêndio de Pedrogão Grande veio alterar isso tudo. O estado de graça esfumou-se, a começar pelo do Presidente da República. As declarações precipitadas de Marcelo Rebelo de Sousa - de tanto falar, um dia haveria de errar - de que "não era possível fazer mais" colocaram-no na posição insustentável de alguém que surgiu mais interessado em aplacar ânimos e distribuir afetos do que, perante a gravidade dos acontecimentos, pedir explicações e exigir responsabilidades. Quanto ao Governo, falhou na sua obrigação de proteger a comunidade que serve, deixando à mostra o país que somos, desordenado, desorganizado, mal preparado, que mais uma vez se afunda nas suas limitações».
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