As Minhas Prateleiras de Estaline
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Habituei-me assim, a gostar da profunda tristeza das sinfonias de Shostakovitch, por vezes misturada com uma ironia feroz. A luta entre o poder e a arte, a criação artística feita de angústias reprimidas e ao serviço do Terror. Estaline também teria estudado os autores de história dos czares, lido Balzac, Gorky e outros, e jamais renunciou á necessidade de usar escritores e compositores como instrumento do poder paranoico e do culto da personalidade. Afinal, a música, a literatura são armas sem limites na construção de um poder assassino e na consagração dos heróis messiânicos. O método tem sido eficaz ao longo da história, agora transposto para as redes sociais. Às vezes tenho um pesadelo terrível, que é o de ter que fazer uma viagem e não conseguir fazer a mala nem a viagem, por causa da impossibilidade aflitiva de fazer a mala».
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