Portugal numa união doente
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À luz da teoria e da história económica, o guião imperfeito e incompetente de Maastricht era puro aventureirismo. Contudo, em 1992, o otimismo do "fim da história" fazia acreditar ser possível começar a casa da unidade europeia pelo telhado. Em 2010, Berlim aproveitou a bancarrota grega para agravar ainda mais a falha matricial do euro, transformando-o numa espécie de zona marco alargada ao serviço de uma agenda hegemónica. Agora, poucos dias após o brexit, parece evidente que não irá existir qualquer redenção. Pelo contrário, sem Londres como desculpa para travar medidas de maior integração política e económica, Berlim, apesar de alguns murmúrios inconsequentes do SPD, tomou a ofensiva para transformar, definitivamente, a zona euro num espaço disciplinar hierarquizado».
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