ANGOLA E DINHEIRO (2ª edição), de Rui Verde
(... ) «
Os efeitos de uma transição em Angola, ainda que mais ou menos controlada e pacífica, não têm sido analisados na perspectiva das consequências de uma nova atitude dos órgãos de soberania angolanos. O que aconteceria às participações financeiras de altas individualidades angolanas, por exemplo em Portugal, se a justiça daquele país africano recuperasse as dúvidas públicas sobre a forma como foi obtido o dinheiro para as pagar? Ou até, simplesmente, as colocassem sob escrutínio? De facto, se o Estado angolano abrisse um processo de averiguações em relação a eventuais desfalques de dinheiros públicos, eventualmente para enriquecimento de particulares ou empresas, o imediato terramoto financeiro na Bolsa portuguesa seria inevitável. E é preciso não esquecer o outro lado da medalha, pois o mesmo poderia acontecer se outras investigações fossem levadas por diante, relativamente a outros grandes interesses portugueses em Angola». (...)
(Págs. 43 e 44)
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