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Rui Costa Pinto - Jornalista/Editor/Publisher

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

É bem

Ler um post certeiro e bem informado.

Nunca visto

O nível de mediocridade e fanfarronice, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, envergonha a Democracia e esta espécie de primeiro-ministro, que insiste em hipotecar a governação com um estilo arrogante ímpar. Aliás, tal só se pode explicar pela tentativa de disfarçar um momento de crescente contestação e por uma actualidade marcada por uma das maiores e mais graves crises institucionais e operacionais da PJ. Ou Portas não o percebeu, ou então está a colaborar com este embuste político. Hoje, salvaram-se Pedro Santana Lopes e Francisco Louçã, que deram brilho a um modelo parlamentar que está a dar provas de sucesso.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Alberto Costa sem saída

O ministro da Justiça, que tutela a PJ, é responsável pelo que está a passar. Depois de ter aceite a indicação de Almeida Pereira para dirigir aquele órgão de polícia criminal no Porto, é o próprio magistrado que vem agora assumir que não aceita o lugar, deixando Alípio Ribeiro, Director Nacional da PJ, numa posição insustentável.

António Costa em recuperação

O Presidente da Câmara de Lisboa começou a pagar aos pequenos credores. São 20 milhões de euros para 1287 credores.

Em grande

O regresso da opinião de Constança Cunha e Sá às páginas do Público é de assinalar, nomeadamente a sua crónica de hoje, ”Cálculos e Balanços“, sobre as velhas Novas Fronteiras do engº Sócrates.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

CTT em guerra com a DECO

Como assinante da Protest, fui um dos que li com cuidado o artigo da revista da DECO, que faz um retrato arrasador sobre o funcionamento dos balcões dos Correios. A empresa pública já reagiu. Em vez de pedir desculpa e de prometer melhorar os serviços, optou por ameaçar a associação de defesa do consumidor com um processo judicial. É um passo legítimo, mas arriscado. E se a moda pega, então não haverá mapa judiciário que resista. Ou estamos perante um trabalho fraudulento, o que não parece, ou então é caso caso para dizer: PHONIX!

Imaginem por um segundo

Um cidadão francês teve o seguinte diálogo com o Presidente Sarkozy:
- Não me toques, que me sujas!
- Então, desaparece, imbecil!
Se o diálogo fosse em Portugal, por exemplo com José Sócrates, o que poderia acontecer?
Hesito entre a carga de porrada no cidadão e o processo judicial por ofensas ao PM.
PS: Aqui ficam imagem e som, via Corta-Fitas.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Tempos perigosos

Rui Santos foi alvo de uma tentativa cobarde de agressão depois de mais uma emissão do ”Tempo extra“ na SIC. Os encapuzados que apareceram pela calada da noite ainda não mereceram uma palavra digna de referência da parte da espécie de Ministro dos Assuntos Parlamentares, que ainda tem a pasta da Comunicação Social. Não se esperava outra coisa. Fica a agressão a um comentador livre e competente, que é muito mais de que um caso de polícia.

domingo, fevereiro 24, 2008

Uma entrevista sem medo







Ana Gomes deu um passo em frente. A partir de agora, Cavaco Silva e José Sócrates passam a ser politicamente responsáveis se acontecer alguma ”estupidez“ à eurodeputada do Partido Socialista.

Fazer a diferença

” O feito de Fidel foi educar uma população, o defeito foi submetê-la depois disso. Talvez por isto seja impossível odiar completamente a ditadura de Fidel».
Clara Ferreira Alve, in Única, 23 de Fevereiro de 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

Curiosidade

O líder da oposição, seja ele quem for, de esquerda ou de direita, tem de passar pelo crivo de alguns comentadores. É legítimo, ainda que seja mais fácil criticar quem está na oposição do que quem está no poder. Foi assim com António Guterres, com Durão Barroso, com José Sócrates e Luís marques Mendes, só para falar nos últimos 13 anos.
No caso do PSD, Manuela Ferreira Leite está sempre na linha da frente. Das críticas, obviamente, pois não quis avançar para a liderança no passado recente. Apesar de altas funções no Santander, certamente muito bem remuneradas, e depois de ter sido Ministra das Finanças, incompatibilidades à parte, a militante social-democrata confessa agora que Luís Filipe Menezes não deve chegar a 2009. Curioso, muito curioso, para quem recebeu o actual líder na véspera das Directas, o que foi determinante no resultado final. Fico curioso de conhecer qual será a alternativa: um espanhol?

É bom sinal

O Juiz Carlos Alexandre, que tem alguns dos mais mediáticos processos judiciais, tem sido alvo de sucessivos ataques.

Então quando se trata do Pacto de Justiça...

Os desmentidos de Belém são sempre entendidos como confirmações políticas.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

PJ sem norte

Vítor Guimarães apresentou pedido de demissã ao director nacional, Alípio Ribeiro

Padrão de comportamento

Quando José Sócrates desata em intervenções públicas de propaganda desabrida é certo que alguma coisa está para acontecer. Foi sempre assim com o crescimento económico, com a inflação, com o desemprego, etc. Depois de uma semana de ”filmes“, hoje veio a público um relatório da Sedes muito desfavorável para o Governo. Afinal, diz o que os portugueses há muito sentem na pele: Portugal está à beira de uma crise social.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Sim, os portugueses também podem

Aspirar a um país moderno. E também a governantes que não mintam, que cumpram as promessas eleitorais e não transformem a verdade em demagogia. O novo discurso de José Sócrates, com inspiração em Barak Obama, é mais do que uma saloice política. É uma tentativa desesperada de convencer os portugueses cada vez mais desiludidos com esta maioria absoluta.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

O PM deve estar a rebolar a rir

Primeiro eram precisos 500 milhões, depois eram 400 milhões e depois a ”coisa“ ficou por 360 milhões. Agora, é o chumbo do Tribunal de Contas. A recusa do empréstimo pretendido pela Câmara de Lisboa liquidou qualquer aspiração política de António Costa a outros voos, pelo menos para já. A incompetência do actual presidente da Câmara de Lisboa em apresentar um plano de saneamento financeiro é patente. Porventura, o Presidente da Câmara de Lisboa julgou ser possível condicionar o Tribunal de Contas com a (repentina) preocupação em pagar as dívidas aos fornecedores, depois de todos os alertas sobre a ilegalidade do pedido à luz da nova lei. A derrota de António Costa é evidente. Aliás, num país em que empresas privadas, as pequenas, obviamente, abrem falência por falta de pagamento da Administração Central e Local, é caso para perguntar: onde andou António Costa nos últimos vinte anos?

Interessante de seguir

Jorge Ferreira, no seu habitual estilo de memória aplicada, lembrou histórias antigas sobre a posição de Vital Moreira sobre os inquéritos parlamentares. Agora, e por causa do Casino de Lisboa, tudo parece ter mudado. Sublinhado o flic-flac à esquerda do jurista de Coimbra, de notar que este usou do direito de resposta para se justificar. A polémica tem interesse. Porventura, poderia continuar com a identificação do caso e já agora do ministro. Nos tempos que correm, até não destoaria nada.

Sonangol

Uma das palavras que ficou no ar, durante a entrevista do primeiro-ministro, que ainda vai fazer correr rios de tinta em Portugal.

E agora Costa?

”A entrevista da SIC e do Expresso a Sócrates não foi uma entrevista, foi uma sessão de propaganda.“
Vasco Pulido Valente, in Público.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E não se indignam?

Uma chuva mais forte voltou a trazer a morte, o desespero e a miséria.

José Sócrates em entrevista

Foi um passeio alegre cheio de fantasia, perante dois Jornalistas irreconhecíveis.

Perplexidades

Será que se pode esperar alguma coisa quando um país com uma economia cada vez mais de casino apenas discute a propriedade de um edifício de um casino?

domingo, fevereiro 17, 2008

Flexi quê?

A Dinamarca está a conhecer o preço das “brilhantes” políticas sociais que o governo quer importar.

sábado, fevereiro 16, 2008

Plano (muito) inclinado

Uma manifestação à porta da imponente sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, provocou a ira do secretário-geral do PS e do primeiro-ministro de Portugal. É a democracia em tempos de maioria socialista

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A memória é assim

Implacável, mesmo quando é fria, no limite da emoção.

Olé

Por qué no te callas? (9)

Descer à terra

O aumento do desemprego, - mais uma vez -, deveria fazer reflectir José Sócrates. Depois de ter conhecido o céu e o purgatório, a glória e a derrota, durante os quase três anos de governação, o primeiro-ministro deveria agir como um governante mais maduro e experiente. Lançar os foguetes por uma décima de crescimento para tentar disfarçar o aumento do desemprego no dia seguinte só revela infantilidade política. São truques que já não pegam.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

O novo ”Caso Sócrates“

O primeiro-ministro fez bem em responder directamente, - por uma vez -, à oposição parlamentar. Santana Lopes acabou com o tabu e questionou o primeiro-ministro no Parlamento sobre a autoria dos projectos da Guarda, que o socialista Abílio Curto denunciou e José António Cerejo estudou e divulgou noticiosamente. Não podendo abrir um inquérito disciplinar a um deputado, processar um ex-presidente da Câmara ou despedir um Jornalista de o Público, José Sócrates lá teve que responder. E vai ter que o fazer as vezes que forem precisas. De facto, não vale tudo em Democracia.

O 'fantasma' UK

Depois das declarações de Alípio Ribeiro, começam a surgir relatos inacreditáveis sobre a ”investigação“ inglesa sobre o ”Caso Maddie“. Moita Flores e Paulo Sargento,hoje, abriram o livro na SIC e na TVI. A desmontagem foi perceptível até para os mais cépticos.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Há males que...

A saga da terceira travessia do Tejo continua a envergonhar a governação de José Sócrates. E o seu ministro das Obras Públicas, que só não é demitido porque é demasiado poderoso. Mais do que um primeiro-ministro ou um ministro, o que verdadeiramente impressiona é o espectáculo deprimente de um Estado e de um governo sem saberem o que fazer. A única vantagem de tudo isto é só uma: os portugueses começam a poder perceber por que razão são pobres, cada vez mais pobres em relação aos restantes países da União Europeia.

Para mais tarde recordar

A entrevista de Garcia Leandro no Correio da Manhã

Ai Timor

O apoio é desejado pelos portugueses. José Sócrates esteve bem na declaração oficial após os atentados em Timor. Apesar de ainda não se saber exactamente o que se passou, uma coisa é certa: a força da ONU falhou.

São tantos que lhes deve sobrar tempo

Li no Corta-Fitas. Central de Bloggers? Miguel Abrantes? É de morrer a rir.

Um Apito sem emenda?

No dia do começo do julgamento do Apito Dourado todos os alertas para o afastamento dos Magistrados das estruturas dirigentes do futebol são poucos. António Martins, que lidera a Associação Sindical dos Juízes, veio a público lembrá-lo. E muito bem!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Glória Alves é fixe

A Magistrada que arquivou o caso das agressões a Ricardo Bexiga fez um excelente despacho. Limpo, claro e razoável. A Magistrada não omite críticas à investigação, apresentando uma justificação, que qualquer cidadão compreende, a qual não se confunde com acertos de contas gratuitos. De facto, é preciso recordar que a investigação já decorria há 22 meses, quando os autos foram remetidos à Equipa de Coordenação do Apito Dourado. Por último, e, de uma forma exemplar, a Magistrada não cedeu à tentação de matar o mensageiro, garantindo os seus direitos constitucionais.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Notícia extraordinária

Os ”poucos“ que pediram ao Tribunal Constitucional para não serem revelados os seus rendimentos envergonham a Democracia. A não divulgação dos nomes desses ”poucos“, que parecem pretender esconder os seus rendimentos, lança um manto de suspeita sobre toda a classe políca, como muito bem sublinhou António Galamba. Quem diria...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

José Sócrates sem rede

É a história do dia. José António Cerejo é um Jornalista credível. A peça que assina no Público é exemplar e ao nível da sua credibilidade pessoal e profissional. A identificação dos projectos assinados por José Sócrates e as declarações de Abílio Curto e de alguns proprietários não deixam quaisquer dúvidas a quem parta para a leitura do artigo sem um parti-pris contra o primeiro-ministro.