A chegada dos dois membros portugueses na flotilha Global Sumud deu origem a um take da agência de notícias Lusa. Outro take até divulga as fotografias da chegada dos dois médicos, abraçados aos familiares, ao aeroporto Francisco Sá carneiro. E o que disseram? Nada, para a agência de notícias pública, nem uma declaração completa entre aspas.
P. S. As declarações:
Gonçalo Reis Dias
«Foi horrível. A violência foi muito gratuita. Estivemos presos alguns dias num barco. [...] No nosso barco havia duas pessoas que foram baleadas [...], batiam-nos, havia muita violência psicológica também.(...) O que eles filmam é a parte boa, digamos assim, foi horrível, a violência foi muito gratuita. [...] Batiam-nos, havia muita violência. (...) Sofremos, mas comparado com algumas pessoas, tivemos sorte. Bateram-me, amarraram as algemas com muita força, ainda não sinto estes três dedos. Deram cotoveladas, pontapés...” (...) Houve um homem, por exemplo, a quem partiram o joelho, e obrigavam-no sempre a apoiar-se sobre esse joelho. Riam-se enquanto cometiam todos estes atos [...] cantavam animadamente enquanto cometiam todos estes atos».
Maria Beatriz Bartilotti
«Chegar aqui é emocionante e é incrível ver esta solidariedade.(...) A solidariedade com o povo da Palestina não acontece todos os dias. (...) Fico triste que esta solidariedade só aconteça quando pessoas que não são palestinianas se expõem a esta violência, porque esta violência é muito pior, todos os dias, em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e realmente a solidariedade só se vê quando pessoas de outros países se expõem».
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