Os lambe-botas inclinam-se perante os milhões de portugueses que exultam com a selecção de futebol. E não há nada como a RTP neste jogo de puxar pela emoção da Pátria, babando e multiplicando elogios e metáforas ditirâmbicas sobre a excelsa prestação dos jogadores lusos (com mais ou menos sotaque brasileiro). E nem falta uma palavrinha para o engenheiro, esse bastião do trabalho, da fé e da capacidade premonitória que nos permitiu conhecer antecipadamente a presença na final do próximo dia 10 de Julho (que pena não ter sido um mês antes). Que se cuidem os Gilbertos e os Fernandes Silva (sobre os Nunos, por ora, nem mais uma palavra): ainda são condecorados por Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da República que elegemos, merecemos e nos quer convencer que até acredita em nós. Hoje, como ontem, se calhar é esse o segredo do sucesso: uma televisão pública submissa, reverenda, esfuziante e sempre obrigada, muito obrigada, pela nossa enorme ignorância.
quinta-feira, julho 07, 2016
Euro 2016: o outro lado dos lambe-botas
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